OCA VIRTUAL

CAPITALISMO COMERCIAL

CAPITALISMO COMERCIAL

O mundo atual vive sob o sistema capitalista.Esse sistema econômico e social surgiu na Europa, após o Feudalismo e mais tarde se espalhou para todo o mundo.O fim do feudalismo caracterizou-se pela desorganização da rígida estrutura social baseada na propriedade da Terra e nas relações de servidão e fidelidade entre os senhores feudais e seus vassalos.Diante do enfraquecimento do poder da nobreza feudal, o regime de servidão pelo qual os camponeses estavam presos à terra também foi perdendo força e, gradativamente, os servos foram deixando os feudos, dirigindo-se para os burgos.Simultaneamente, houve o recrudescimento das atividades mercantis e manufatureiras no continente europeu.O acúmulo de capital dava-se pela circulação de mercadorias, ou seja, pela atividade comercial.Com o aumento da atividade comercial algumas regiões se destacaram, sobretudo as cidades do norte da Itália, que já tinha uma antiga tradição comercial e os países baixos (Holanda) que se tornaram os centros comerciais e financeiros da Europa.Os maiores burgueses desses pólos passaram a financiar grandes empreitadas comerciais, como as expedições ultramarinas, além de controlar praticamente todo o comércio intercontinental da época.Nesse período o acúmulo de capital dava-se pela circulação de mercadorias, ou seja, pela atividade comercial.O estado tinha um papel fundamental na geração de riqueza e na acumulação de capital, na medida que regulava a economia, sendo também responsável pelo seu financiamento.A política que norteava as ações estatais é conhecida como mercantilismo.A riqueza que um país era medida pela quantidade de ouro e prata que possuía em seu tesouro (metalismo) e, para isso, deveria ter uma balança comercial favorável.Ou seja, exportar mais que importar. As expedições ultramarinas levaram à colonização do Novo Mundo recém descobertos sob a óptica do europeu (Américas), lideradas pelas grandes potências do século XV e XVI, Portugal e Espanha.As colônias enriqueceram suas metrópoles, fornecendo mercadorias que eram vendidas pelas burguesias européias com exclusividade e alta margem de lucros.Exemplo disso é a cana de açúcar do Brasil vendida por Portugal com auto margem de lucro no mercado europeu.Em contrapartida as colônias só podiam comprar todos os produtos que necessitavam apenas da metrópole (pacto colonial).Com descoberta de ouro e prata no continente americano, milhões de toneladas desses metais preciosos foram transferidas principalmente para Portugal e Espanha.

muito bom

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inflação

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cacciola sem vergonha de volta ao Brasil

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ministro do STF: a noite é uma criança

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charge da polícia carioca

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A triste diferença entre os sem-teto e Naji Nahas, o milionário dono do Pinheirinho

Sem-teto x sem-vergonha

A triste diferença entre os sem-teto e Naji Nahas, o milionário dono do Pinheirinho



A casa que o aposentado João Batista, 65, se esforça em construir para a filha solteira não chega a 40 metros quadrados. O derrame recente se somou à falta de dinheiro para dificultar a vida deste morador da ocupação Pinheirinho, em São José dos Campos, interior de São Paulo. Os R$ 2 mil que ele pretende gastar na construção, próxima ao seu barraco no acampamento de sem-teto, provavelmente deve ter sido o preço de um dos vários seguranças do casamento da filha mais nova de Naji Nahas.

O megaespeculador libanês é o dono do terreno de 1,3 milhão de metros quadrados onde cerca de 1.200 famílias estão acampadas há três anos. Entre elas, a do aposentado João Batista.

Morador do Pinheirinho há três anos, Batista vive sozinho num barraco de 12 metros quadrados. O vigilante aposentado espanta-se ao saber que o casamento de Patrícia Nahas, realizado em setembro de 2004, teve tantos convidados internacionais que Naji Nahas fretou nove aeronaves: dois Boeing, cinco Falcon e dois Gulfstream. Quando a filha mais velha de Batista se casou, ele conta que não pôde fazer mais que levar um “presentinho” e assinar o documento. “Me sinto indignado em ver um homem com tanto dinheiro querendo tirar o nosso. Se ele se preocupa tanto com seus filhos, deveria pensar nos nossos”, afirma o aposentado.

Nas festas de arromba que realizava no Copacabana Palace, Nahas trouxe artistas internacionais de peso como Alain Delon, Gina Lolobrigida e Omar Shariff. Apenas a lancha de Sueli, sua esposa, custou quase meio milhão de dólares. Os detalhes sobre a vida luxuosa de Nahas foram publicados pelo jornalista Renato Fernandes na revista Joyce Pascowitch de março.

A dona-de-casa Fátima Caetano, 36, também ficou escandalizada com os imensos gastos do proprietário do terreno onde ela vive há três anos. “Ele só pensa em si. Como já nasceu rico, quer sempre mais e por isso não vai abrir mão daqui”, afirma. Mãe de duas meninas pré-adolescentes, ela foi uma das lideranças da ocupação. Apesar de não ter dúvidas quanto à ganância de Nahas, ela diz ter esperanças. “Ele pode até tirar a gente, mas vai ser difícil. Se a gente lutar, não tem dinheiro que baste”.
O terreno do Pinheirinho, localizado na zona sul de São José, pertence à massa falida da Selecta, a primeira empresa de Naji Nahas. A ocupação do Pinheirinho ocorreu no dia 27 de fevereiro de 2004, após a expulsão violenta dos sem-teto que ocuparam um terreno no bairro Campo dos Alemães.

Por meio de mandados de reintegração de posse, a prefeitura e a Polícia Militar já ameaçaram desocupar o local várias vezes. Em resposta, os sem-teto realizaram marchas com milhares de pessoas pelas ruas de São José. Em vez de desapropriar o terreno, o prefeito Eduardo Cury (PSDB) insiste em entrar com ações na Justiça para expulsar os moradores, apesar de o governo federal ter acenado com a possibilidade de construir as moradias. São José tem um déficit habitacional de mais de 20 mil casas.

O tucano chegou a dizer que a ocupação era o “problema mais grave” da cidade. O local estava abandonado há décadas e cheio de dívidas em impostos – mais de R$ 6 milhões. Somente depois da ocupação o playboy que passa as férias de julho na Europa, em um apartamento de luxo em Paris, resolveu reivindicar o terreno.

Nascido em berço de ouro
Naji Nahas chegou ao Brasil em 1969 com US$ 50 milhões para investir, fugindo da situação de conflito no Líbano, onde morava. Antes, já havia fugido do Egito (onde fora criado numa mansão em um terreno de 10 mil metros quadrados) porque o presidente Nasser expropriou e nacionalizou todos os bens de sua rica família.

Em terras brasileiras, começou com uma granja de coelhos. Nos fim dos anos 70, sua fortuna era de mais de US$ 1 bilhão. Os negócios evoluíram na década de 80 para um conglomerado de 27 empresas, 11 delas pertencentes à Selecta Indústria e Comércio. Controlou a principal seguradora do país e comprou participações na Petrobras.

Nahas realizava polêmicas operações financeiras nos anos 80 e ganhou muito com a compra a venda de ações. Quando explodiu a maior crise das bolsas do país, em 1989, o libanês perdeu o glamour e foi preso em outubro – ele chegou a ser condenado a 24 anos de prisão. Obrigado abrir mão de sua carteira de US$ 490 milhões na então Bolsa do Rio de Janeiro, Nahas apenas mudou sua forma de agir com o escândalo. Mais discreto, ele continuou suas negociatas. Aproximou-se do banqueiro Daniel Dantas, da família real da Arábia Saudita e de outros figurões internacionais. Há quatro anos, começou um projeto de uma refinaria de petróleo no Ceará.

Como ocorre com os ricos no Brasil, em 2004 Nahas foi absolvido pela Justiça das acusações de crime ao sistema financeiro. Mas ele ainda não está satisfeito, se diz “injustiçado” e quer indenização de “apenas” US$ 10 bilhões, pois hoje poderia ser o homem mais rico da América Latina se não tivesse perdido suas ações. Ele anunciou no início de julho à revista IstoÉ Dinheiro que ingressaria com ações contra a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) e a Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F). Certamente a sua fortuna é pouco para ele, por isso ele insiste tanto em tomar o terreno do Pinheirinho.

EDITORIAL POLÍTICO NÚMERO 4

Enviado em GILMAR MENDES, PF, STF, celso pitta, corrupção, daniel dantas, empresários by ocavirtual em Julho 13th, 2008

Empresários,políticos e magistrados do grande circo do Brasil

A prisão do ex-prefeito de sp, Celso Pitta, do mega-especulador Naji Nahas e do banqueiro Daniel Dantas, um dos donos da brtelecon não saem das manchetes de telejornais, jornais e revistas de todo o país.Em um país governado por uma elite parlamentar corrupta, que transita com incrível desenvoltura das páginas políticas para as páginas policiais do jornais, vê agora sua supremacia gângster midiática ameaçada por quadrilhas de mega-empresários, donos de verdadeiras lavanderias de dinheiro público e privado que sai do país sem pagar uma gota de imposto.

Ao contrário do que os ideólogos do neoliberalismo nos contam, o que dá dinheiro é sugar a máquina pública, colocando-a como serviçal de seus interesses.A mídia comprometida até o pescoço com esses senhores, não vai e não pode ir ao cerne da questão, não questiona com a força necessário o fato desses senhores terem desviado de nosso país a soma mínima de 2 bilhões de dólares, prefere o caminho mais fácil endossando o couro dos papagaios da elite que buscam as pressas criar uma mirabolante conspiração comandada pela polícia federal, que estaria ferindo o suposto estado democrático de direito em que vivemos em nosso ensolarado Brasil.

O ministro do STF Gilmar Mendes é o maestro desse couro, defensor dessa teoria cara de pau, levando ao pé da letra ao soltar por duas vezes do cárcere da PF o inocente e indefeso banqueiro Daniel Dantes, que se diz vítima de perseguição política junto com seus companheiros de quadrilha. É triste que o presidente do STF Gilmar Mendes não ache uma afronta ao estado democrático de direito que segundo ele vivemos em nosso país a execução sumária de um menino de três anos que junto com sua mãe e irmão tiveram o seu carro alvejado por engano pela carniceira polícia carioca.

Ironias à parte, a cada dia que passa fica mais evidente que essa justiça tem lado, que esse estado tem lado, e que os políticos, juízes, delegados, etc, já escolheram ao contrário dos seus discursos o seu lado, o lado dos poderosos, são esses senhores os serviçais, lacaios de luxo dos poderosos, quanto aos de baixo maioria da população eles querem que vão as favas e de preferência de bico fechado.

EDITORIAL POLÍTICO NÚMERO 3

Enviado em Sem-categoria, capitalismo, crise dos alimentos, economia, editorial, eononomia, etanol, lula, politica by ocavirtual em Julho 13th, 2008

Existem fatos e versões a cerca da realidade, não é verdade?O único problema é que esses fatos, embora, alguns poucos sejam bons, em sua grande maioria são péssimos, trágicos para a maioria do povo brasileiro, fazendo com que nem as mais audazes e inteligentes versões consigam esconder tanta sujeira que transborda por debaixo do tapete da política nacional.

A crise dos alimentos?

Os alimentos, por exemplo, cada vez mais caros, o pão de cada dia alimento básico na mesa dos trabalhadores do Brasil, está cada dia mais ralo em suas mesas.As explicações, justificativas como não poderiam deixar de ser são muitas.Para estes senhores a alta no preço dos alimentos está supostamente relacionada com o incremento da produção de etanol americano, eu, contudo, conto a minha versão menos mecânica dos fatos.

A crise financeira, a possível recessão americana, desencadeada pela quebradeira no setor de crédito imobiliário deslocaram os grandes investidores rumo as bolsas de mercadorias.Vide a alta do petróleo, dos alimentos, os especuladores precisam recuperar os seus prejuízos, mas quem paga a conta?Os trabalhadores do Brasil e do mundo inteiro é claro, que a cada mês constatam que os seus salários compram menos pão e menos leito.Essa miséria tristemente fomenta a guerra, o conflito inevitável, os de baixo já não podem suportar as necessidades de acumulação de capital dos de cima.

Malcolm X - Por qualquer meio necessário (parte 2 de 2)

Enviado em RACISMO, capitalismo, luta de classes, malcon x, época revolucionária by ocavirtual em Julho 12th, 2008

Malcolm X - Por qualquer meio necessário (parte 1 de 2)

Enviado em RACISMO, malcon x, movimento negro, opressão racial, revolução socialista by ocavirtual em Julho 12th, 2008

Uma entrevista com Leon Trotsky

Uma entrevista com Leon Trotsky

Mateo Fossa

Setembro de 1938


Entrevista: 23 de Setembro de 1938

Primeira edição em português: Tribuna Internacional Nº 1.

Fonte da presente transcrição: Brochura A Questão Nacional Hoje- Edições O Trabalho - Brasil, 1999


Fossa: Qual será, em sua opinião o desenvolvimento futuro da situação atual na Europa?

Trotsky: É possível que também nessa ocasião a diplomacia possa chegar a um desonroso compromisso. Mas ele não durará muito tempo. A guerra é inevitável em um futuro muito próximo. Uma crise internacional segue a outra. Suas convulsões são as dores do parto da guerra que se aproxima. Cada novo paroxismo terá um caráter mais severo e perigoso. Atualmente não vejo nenhuma força no mundo que possa deter o desenvolvimento desse processo, ou seja, o início da guerra. Uma terrível matança avança inexoravelmente em direção à humanidade.

Naturalmente, uma ação revolucionária oportuna por parte do proletariado internacional poderia paralisar o serviço de rapina dos imperialistas. Mas nós devemos encarar a realidade. As massa trabalhadoras da Europa, em sua imensa maioria, estão sob a direção da Segunda e Terceira internacionais (1). Os dirigentes da Internacional sindical de Amsterdã apoiam a política das direções da Segunda e Terceira Internacionais e estão a seu lado no que se chama “Frentes Populares” (2).

A política da Frente Popular como demonstram os exemplos de da Espanha, França e outros países consiste em subordinar o proletariado à ala esquerda da burguesia. Todavia toda a burguesia dos países capitalistas, tanto de direita como de “esquerda”, está impregnada de chauvinismo e de imperialismo. A “Frente Popular” serve para transformar os operários em bucha de canhão para a sua burguesia imperialista. E para nada além disso.

A Segunda e Terceira Internacionais e a Internacional sindical de Amsterdã são atualmente organizações contra-revolucionárias, cuja tarefa é freiar e paralisar a luta revolucionária do proletariado contra o imperialismo “democrático”. Enquanto a criminosa direção dessas internacionais não for derrotada, os operários serão impotentes para opor-se à guerra. Essa é a amarga mas indiscutível realidade. Nós devemos aprender a encará-la de frente e não nos consolarmos com ilusões e discursos pacifistas. A guerra é inevitável!
Fossa: Qual será o efeito da guerra sobre a luta da Espanha e sobre o movimento operário internacional?
Trotsky: Para compreender corretamente a natureza dos próximos acontecimentos devemos antes de ais nada demostrar a teoria falsa e completamente equivocada segundo a qual a próxima guerra será uma guerra entre o fascismo e a “democracia. Nada é mais falso e mais estúpido do que essa idéia. As “democracias” imperialistas estão divididas por causa das contradições dos seus interesses em todo o mundo. A Itália fascista pode facilmente passar para o lado da Grã-Bretanha e da França se ela deixa de acreditar na vitória de Hitler. A Polônia semi-fascista pode unir-se a um outro lado, de acordo com as vantagens que lhe serão oferecidas. No transcorrer da guerra a burguesia francesa pode substituir sua “democracia” pelo fascismo para manter a submissão dos operários e obrigá-los a lutar “até o fim”.

A França fascista, assim como a frança “democrática”, defenderá suas colônias com armas na mão. A nova guerra terá um caráter de rapina imperialista muito mais claro do que de 1914-18. Os imperialistas não lutam por princípios políticos, mas por mercados, colônias, matérias primas, pela hegemonia sobre o mundo e sobre suas riquezas.

A vitória de qualquer um dos campos imperialistas representaria a escravidão definitiva de toda a humanidade, o fortalecimento da submissão de colônias existentes, dos povos fracos e atrasados, entre eles os da América Latina. A vitória de qualquer um dos campos imperialistas representará a escravidão, a desgraça, a miséria, a decadência da cultura humana.

Qual é a saída, você me pergunta? Pessoalmente, não tenho dúvidas de que a nova guerra provocará uma revolução internacional contra a dominação das camarilhas imperialistas sobre a humanidade. Durante a guerra todas as diferenças entre “democracia imperialista” e o fascismo desaparecerão. Em todos os países uma ditadura militar impiedosa reinará. Os operários e camponeses alemães morrerão da mesma forma que os franceses e ingleses.

Os modernos instrumentos de destruição sã tão aperfeiçoados que a humanidade provavelmente não será capaz de resistir à guerra mais do que alguns meses. O desespero, a indignação, o ódio levarão as massas de todos os países em guerra a uma insurreição armada. A revolução socialista é inevitável. A vitória do proletariado mundial acabará com a guerra e resolverá dessa forma o problema espanhol, assim como todos os problemas atuais da Europa e de outras partes do mundo.

Esses “dirigentes” da classe operária querem atrelar o proletariado ao tanque de guerra do imperialismo, coberto com a máscara da “democracia”, são hoje os piores inimigos e os traidores diretos dos trabalhadores. Nós devemos ensinar os operários a odiar e a desprezar os agentes do imperialismo, pois eles envenenam a consciência dos trabalhadores; nós devemos explicar aos operários que o fascismo é apenas uma das formas do imperialismo, que nós não devemos lutar contra os sintomas exteriores da doença mas contra suas causas orgânicas, ou seja, contra o capitalismo.

Fossa: Qual é a perspectiva para a revolução mexicana? Como você vê a desvalorização da moeda em relação com a expropriação das riquezas da terra?

Trosky: Eu não posso falar suficientemente em detalhes sobre essas questões. A expropriação da terra e das riquezas naturais é uma medida indispensável de defesa nacional para o México. Não satisfazendo as necessidades cotidianas do campesinato, nenhum país latino-americano poderá obter sua independência. A queda do poder de compra da moeda é um resultado do bloqueio imperialista contra o México, que já começou. As privações materiais são inevitáveis na luta. É impossível salvar-se sem sacrifícios. Capitular diante dos imperialistas significaria abandonar a riqueza natural do país à pilhagem e o povo à decadência e a extinção . Evidentemente as organizações operárias devem estar atentas para que o aumento do custo de vida não recaia fundamentalmente sobre os trabalhadores.

Fossa: O que você pode dizer sobre a luta de libertação dos povos da América Latina e sobre os problemas do futuro? Qual é a sua opinião sobre o aprismo? (3)

Trotsky: Eu não estou suficientemente a par da vida de cada um países da América Latina para poder dar uma resposta concreta às questões que você me apresenta. De qualquer maneira, me parece claro que as tarefas internas desses países não podem ser resolvidas sem uma luta revolucionária simultânea contra o imperialismo. Os agentes dos Estados Unidos, Inglaterra, França (Lewis, Jouhaux, Lombardo Toledano, os estalinistas) (4) tentam substituir a luta contra o imperialismo pela luta contra o fascismo. Nós temos observado os esforços criminosos feito por eles no recente congresso contra a guerra e o fascismo. Nos países da América Latina, os agentes dos imperialismos “democráticos” são particularmente perigosos, porque são mais capazes de enganar as massas que os agentes declarados dos bandidos fascistas. Eu tomarei o exemplo mais simples e mais demonstrativo.

Existe atualmente no Brasil um regime semi-fascista que qualquer revolucionário só pode encarar com ódio. Suponhamos, entretanto que, amanhã, a Inglaterra entre em conflito militar com o Brasil. Eu pergunto a você de que do conflito estará a classe operária? Eu responderia: nesse caso eu estaria do lado do Brasil “fascista” contra a Inglaterra “democrática”. Por que? Porque o conflito entre os dois países não será uma questão de democracia ou fascismo. Se a Inglaterra triunfasse ela colocaria um outro fascista no Rio de Janeiro e fortaleceria o controle sobre o Brasil. No caso contrário, se o Brasil triunfasse, isso daria um poderoso impulso à consciência nacional e democrática do país e levaria à derrubada da ditadura de Vargas (5). A derrota da Inglaterra, ao mesmo tempo, representaria um duro golpe para o imperialismo britânico e daria um grande impulso ao movimento revolucionário do proletariado inglês. É preciso não Ter nada na cabeça para reduzir os antagonismos mundiais e os conflitos militares à luta entre o fascismo e a democracia. É preciso saber distinguir os exploradores, os escravagistas e os ladrões por trás de qualquer máscara que eles utilizem!

Em todos os países latino-americanos, os problemas da revolução agrária estão indissociavelmente ligados à luta anti-imperialista. Os stalinistas estão, hoje, buscando paralisar as duas lutas. Para o kremlin, os países latino-americanos são apenas pequenas moedas em seus negócios com os imperialistas. Stalin diz em Washington, Londres e Paris: “Reconheçam-me como um parceiro em condições de igualdade e eu ajudarei vocês a esmagar o movimento revolucionário nas colônias e semi-colônias; para isso tenho sob minhas ordens centenas de agentes como Lombardo Toledano”. O stalinismo tornou-se lepra do movimento de libertação mundial.
Não conheço suficientemente o aprismo para dar sobre ele um parecer definitivo. No Peru, a atividade desse partido tem um caráter ilegal, e, consequentemente, é difícil observá-la. Os representantes do APRA no congresso de setembro contra a guerra e o fascismo reunido no México, adotaram, em minha opinião, uma posição digna e correta conjuntamente com os delegados de Porto Rico. A esperança é que o APRA não se torne uma presa do stalinismo, por que isso paralisaria a luta pela libertação no Peru. Eu creio que os acordos com os apristas em tarefas práticas bem definidas são possíveis e desejáveis, sob condição de uma completa independência organizativa.

Fossa: Que conseqüências terá a guerra para os países da América Latina?

Trotsky: Sem dúvida, os dois campos imperialistas tentarão envolver os países latino-americanos na guerra para, em seguida, reduzí-los à escravidão completa. O vazio palavrório “anti-fascista” somente prepara o terreno para os agentes de um dos campos imperialistas. Para prepararem-se para a guerra mundial, os partidos revolucionários da América Latina deveriam aproximar-se uns dos outros.

Em um primeiro período da guerra, a posição dos povos fracos pode tornar-se muito difícil. Porém, os campos imperialistas se enfraquecerão cada vez mais, mês após mês. A luta mortal entre eles permitirá aos países latino-americanos. Eles serão capazes de atingir sua completa libertação, se à frente das estiverem partidos e sindicatos verdadeiramente revolucionários, anti-imperialistas. Não se pode cair de circunstâncias históricas trágicas através de estratagemas, frases ocas ou pequenas mentiras. Nós devemos dizer a verdade às massas, toda a verdade e apenas a verdade.

Fossa: Quais são, em sua opinião, os métodos e as tarefas dos sindicatos?

Trotsky: Para que os sindicatos possam ser capazes de reunir, educar e mobilizar o proletariado para uma luta de libertação, eles devem libertar-se do métodos totalitários do stalinismo. É preciso abrir os sindicatos aos operários de todas as tendências, mantendo-se a disciplina na ação. Toda pessoa que transforma os sindicatos em uma arma destinada a fins exteriores (em particular com instrumento da burocracia stalinista e do imperialismo “democrático”) divide inevitavelmente a classe operária, a enfraquece e abre as portas à reação. Uma completa e honesta democracia no interior dos sindicatos é a condição mais importante para a democracia no país.

Para terminar, eu peço a você que transmita minha saudação fraternal aos operários da Argentina. Sei que eles não acreditam nas desagradáveis calúnias que os agentes stalinistas fazem circular no mundo sobre minha pessoa e sobre meus amigos. A luta da IV Internacional contra a burocracia stalinista é uma continuação da grande luta histórica dos oprimidos contra os opressores, dos explorados contra os exploradores. A revolução internacional libertará todos os oprimidos, inclusive os trabalhadores da URSS.


Notas:
(1)- A Segunda Internacional foi organizada em 1889 como uma associação dos partidos social-democratas e operários, reunindo elementos revolucionários e reformistas. Seu papel progressivo encerrou-se em 1914, quando suas principais seções violaram os princípios socialistas internacionalistas mais elementares apoiando seus governos respectivos na guerra imperialista. Ela desapareceu durante a Primeira Guerra Mundial e foi ressuscitada como organização totalmente reformista em 1923.

(2) - Internacional Sindical de Amsterdã era o nome pela qual era conhecida a Federação Internacional dos sindicatos de orientação social-democrata, com sede em Amsterdã.

(3) - O APRA (Aliança Popular Revolucionária Americana) possuía em seu apogeu partidários em Cuba, México, Peru, Chile, Costa Rica, Haiti e Argentina. O Aprismo foi o primeiro movimento a lutar pela unidade latino-americana contra o imperialismo. O APRA elaborou um programa populista de 5 pontos: unidade de ação contra o imperialismo ianque; unidade da América Latina; industrialização e reforma agrária; internacionalização do canal do Panamá; solidariedade mundial de todos os povos e classes oprimidas. Depois o APRA degenerou, tornando-se um partido liberal, anti-comunista e agente do imperialismo ianque.

(4) - John L. Lewis (1880-1969) foi presidente da United Mine Workers of América (sindicato dos mineiros) de 1920 até a sua morte. Ele dirigia a minoria do Conselho executivo da AFL e foi o principal fundador do CIO. Leon Jouhaux (1870-1954) foi secretário-geral da CGT francesa. Reformista, social-patriota, e colaboracionista de classes. Vicente Lombardo Toledano (1893-1968) stalinista, dirigia a Confederação dos Trabalhadores Mexicanos.

(5) - Getulio Vargas (1883-1954) foi o presidente do Brasil de 1930 a 1945, declarou as greves ilegais fechou as publicações operárias e prendeu os dirigentes sindicais. Sua constituição elaborada em 1937 interditava à classe operária qualquer direito enquanto classe. Ele chegou novamente ao poder em 1950, havendo nesse período atritos com o imperialismo norte americano. Em 1954 Vargas suicidou-se.

A construção do espaço geográfico ao longo da história

A construção do espaço geográfico ao longo da história

A divisão política atual, em países, é produto das mudanças no espaço geográfico ao longo da história da humanidade.A revolução agrícola, ou Neolítica, representam o marco onde os homens abandonam a vida nômade, caracterizada pela caça e pela coleta e passam a domesticar os animais e a cultivar a terra.Esse espaço natural é transformado pelos homens através de seu trabalho.Essa sedentarização do homem,ou seja, fixação em um determinado local,resulta no surgimento dos primeiros núcleos populacionais,sociedades mais complexas,origem das cidades.A divisão do trabalho,o avanço da técnica,o surgimento das ferramentas mais sofisticadas resultaram em um quantidade maior de excedente,provocando uma divisão do trabalho,o surgimento de uma elite administrativa e burocrática,que centraliza cada vez mais o poder.Esse processo resulta no surgimento das primeiras cidades-estado.

Essa ocupação permanente do espaço resultaram em relações sociais mais complexas e estáveis,surge à propriedade privada,a elite se perpetua em quanto classe através dos reis,escribas,sacerdotes,militares.Etc.Os territórios das cidades-estado tendem a se expandir,através das conquistas militares.O império Romano é o exemplo disso,pois através do poderio bélico Roma anexou econômica,politicamente e socialmente o mundo ocidental ao mundo oriental então conhecido.Com o declínio do império romano uma nova forma de organização do espaço toma conta da Europa,os feudos,prevalecendo ao oposto do império Romano a descentralização política,tendo como base a propriedade da terra por parte da nobreza.A propriedade feudal tem sua produção voltada para o consumo interno,esse período histórico é marcado por uma forte retração comercial.

O renascimento comercial do final da idade-média resulta em grandes mudanças na organização econômica,política,cultural e social na Europa.Grandes feiras-livres de especiarias e produtos vindos do oriente dão origem a cidades,como Paris,a Europa passa por um processo de reurbanização e as fronteiras nacionais começam a ficar mais claras com surgimento das monarquias absolutistas, que representa a centralização do poder nas mãos dos reis com o apoio da burguesia nascente.Nascem os estados nacionais europeus,contudo,as mudanças políticas influíram sempre na dinâmica das mudanças territoriais até os nossos dias.

Estados nacionais como o espanhol e o português se fortalecem no comércio internacional de especiarias ao se lançaram na busca de novas rotas para a índia,Colombo descobre a América em missão da coroa espanhola,está aberto à expansão marítima,a era do descobrimento trás consigo uma mudança no espaço territorial mundial,descobrem-se sob o olhar do europeu novos continentes.É nesse período histórico que se dá o forte processo de acumulação primitiva de capital,que posteriormente contribui para o fortalecimento do capitalismo europeu.Essa acumulação primitiva de capital só foi possível devido ao forte processo de exploração que as metrópoles européias submetiam as suas colônias no novo mundo,retirando seu ouro,prata,cobre e tudo mais o que fosse possível vender.

É com a Revolução Francesa,em 1789,que o conceito de nação baseado na unidade política se desenvolveu.A burguesia detentora do poder econômico arrancou de forma revolucionária o poder político da nobreza e do clero,tendo seus ideais sido propagados pelos quatro cantos do planeta.A questão das fronteiras estáveis e rigidamente estabelecidas ,como forma de controle político e econômico,ampliando o conceito de Estado,até então mais identificado com questões culturais ,agregando a noção de estado uma concepção política.A questão do estado passa a ser a partir daí um dos principais valores da classe burguesa da Europa ocidental.

Com a Revolução industrial tem começo um forte processo de urbanização do espaço,incrivelmente acelerado,sendo que a taxa de população inglesa urbana ultrapassa a taxa de população rural.Esse processo alastra-se rapidamente por toda a Europa.Com o aparecimento das fábricas,o espaço passa a se organizar de forma diferente,o que resultou no aparecimento das cidades industriais.Em pouco tem a Inglaterra tornou-se a nação mais poderosa do mundo,conquistado a maior parte dos territórios da áfrica e Ásia,etc, através de seu poder político.É promovida uma verdadeira partilha colonial entre os imperialismo europeus,devemos destacar o capitalismo francês e alemão desenvolvidos em um segundo período da revolução industrial.A busca por territórios,que representavam novos mercados para a crescente capacidade produtiva.Essas tenções entre as nações européias,em especial entre a Inglaterra e a Alemanha que já superava a primeira no cenário econômico mundial sãos os embriões que pariram a primeira grande guerra mundial .

Com a primeira guerra mundial nasce à supremacia econômica norte-americana,a configuração territorial tem novas mudanças com o fim dos impérios Austro-Húngaro,originando a Tchecoslováquia ,Hungria e Polônia.O império russo caí dando lugar à união soviética e ao primeiro estado operário da história,no oriente médio tem o fim do império Turco Otomano.A paz humilhante imposta à Alemanha,a crise econômica de 29,será um terreno fértil para o nazi - fascismo resultando já nos germes da segunda grande guerra mundial.Após,o término da guerra em 45 estala-se uma nova ordem,de bipolaridade entre o capitalismo e o socialismo.

REDE URBANA E A HIERAQUIA DAS GRANDES CIDADES

REDE URBANA E A HIERAQUIA DAS GRANDES CIDADES

Nem todas as cidades tiveram o mesmo desenvolvimento e algumas cidades cresceram em ritmos diferentes do que outras.Esse fenômeno ocorreu não só em termos do aumento da população, mas também em relação à complexidade dos setores secundários e terciários.Com o capitalismo houve uma intensificação das trocas entre as cidades, e as maiores passaram a ter uma crescente influencia sob as menores, chamada de redes urbanas.Essas são mais complexas em áreas com economias mais desenvolvidas, estabelecendo a partir de sua influência econômica, política, social uma hierarquia urbana sob as redes urbanas e cidades mais atrasadas.

Metrópole mundial ou cidade global – exerce influencia não somente em seu país, mas em todo o mundo.Ex: NY, Tóquio.Alguns autores da geografia consideram cidades globais somente as cidades globais dos países desenvolvidos.Outros incluem como cidades globais cidades localizadas em países em desenvolvimento, como SP.

Características das cidades globais: pólo tecnológico, centro econômico e financeiro, forte industrialização e desenvolvimento do setor de serviços, com influência global na dinâmica do sistema capitalista globalizado.Outros exemplos: Chicago, Londres, Paris, Zurique (países ricos); SP, Cidade Do México (países em desenvolvimento).

IMPORTANTE: existe um conceito de mega cidades formulado pela ONU para classificar cidades com mais de 100 milhões de hab, uma cidade global para a ONU pode ou não se confundir com uma mega cidade.Exemplo: Tóquio (mega cidade e cidade global), SP (mega cidade).

Metrópole nacional – exerce influência em uma determinada região nacional.Ex: SP, RJ, POA, BH.

Metrópole regional – Vitória, Goiás, Manaus, Caxias do sul.

Capital regional- serve de pólo para diversos centros regionais menores- pelotas,rio grande

Centro regional - tem influencia sob cidades menores e vilas- Torres,Gramado

Megalópoles

A crescente urbanização gerou um fenômeno conhecido como conurbação,que designa um processo em que duas ou mais cidades passam a constituir uma área entregada,usufruindo serviços de infra-estrutura comum,tornando as áreas urbanas contínuas.As zonas rurais que ficavam nas periferias dessas cidades foram desaparecendo,ocupadas por atividades tipicamente urbanas,diminuindo assim os espaços entre elas.Os limites entre uma e outra passam a ser praticamente imperceptíveis,não se distinguindo onde começa uma e termina a outra,criando-se uma verdadeira união física das cidades.Isso não significa que necessariamente em áreas conurbadas inexistam zonas rurais.Muitas vezes encontramos pequenas zonas agrícolas,quase sempre voltadas para a policultura que tem como destino o abastecimento das próprias cidades.

O processo de crescimento e expansão das cidades deram origem às metrópoles,cidades interligadas com serviços de infra-estrutura urbana comuns,onde uma delas exerce uma fortíssima influência sobre as outras sendo por isso chamada de cidade central.Essas áreas metropolitanas continuam em expansão,algumas em um ritmo mais acelerado do que outras.Assim, o espaço ocupado pelas áreas metropolitanas muitas vezes acaba decorrendo em um fenômeno que resulta no surgimento das megalópoles,ou seja, na conurbação das metrópoles.

Exemplos de megalópoles:

Boswash no nordeste americano estende-se de washiton até Boston,na região dos grandes Lagos.

Chipitts nos grandes lagos dos EUA tem uma pop.De 50 milhões de hab,de Chicago até Bittsburgh.

Japonesa- de Tóquio até Nagasáqui,como mais de 100 milhões de hab.

As cidades tecnopólos – a revolução tecnocientífica (terceira revolução industrial) que marcou o século 20.,Em especial sua segunda metade,trouxe conseqüências também na organização espacial das cidades,dando origem àquelas conhecidas como tecnopólos.Hoje a tecnologia é vital para as relações econômicas.A pesquisa e os institutos de tecnologia de ponta passaram a ser os centros nervosos para a própria dinâmica do mundo capitalista.Nos anos noventa um fenômeno importante marca a transformação de antigos centros universitários de pesquisa avançada passam a ter uma revolução ativa com as empresas de alta tecnologia,como por exemplo,de informática ,telecomunicações e biotecnologia.Esses centros de excelência tornaram-se pólos para a atração de indústrias dessa área.Os tecnopólos normalmente estão situados próximos a grandes centros urbanos.Um dos mais importantes tecnopólos norte-americanos é Boston,Massachusetts,onde estão duas das mais importantes universidades do mundo como Harvard e o MIT.Nessa área alem da indústria bélica,encontramos muitas outras companhias ligadas a outros ramos da tecnologia de ponta.Embora esse tipo de aglomeração seja típico dos países ricos,dado ao volume de investimento e a complexidade da infra-estrutura técnica,países como a índia e a Coréia do Sul vem investindo muito em educação e em pesquisas para desenvolver seus tecnopólos.

A REVOLUÇÃO INDUSTRIAL E O DESENVOLVIMENTO DO MUNDO URBANO

A REVOLUÇÃO INDUSTRIAL E O DESENVOLVIMENTO DO MUNDO URBANO

A Inglaterra foi o berço da Revolução Industrial e das cidades com atividades industriais.De norte a sul do país surgiram indústrias movidas pela máquina a vapor, usando o carvão como fonte de energia.Essas unidades fabris foram instaladas próximas as grandes jazidas carboníferas inglesas.Os pequenos povoados começaram a receber milhares de pessoas que deixavam o campo em busca de trabalho nas fábricas, processo esse denominado de êxodo rural. A Revolução Industrial, iniciada a mais de 250 anos, estendeu-se por todo o mundo e foi o divisor de águas entre o mundo rural e o mundo urbano que conhecemos hoje.Até então, o campo determinava o modo de produzir, o modo de vida e as relações entre os homens, a cultura, a política e a sociedade.

A Revolução industrial redirecionou as funções do campo e da cidade com uma força avassaladora.A crescente população urbana pressionou o campo para o aumento da produção de alimentos e de matérias-primas, que seriam utilizadas nas nascentes fábricas, de lá e tecidos. O campo, portanto, começa a ser regulado pelas necessidades das zonas urbanas, por suas atividades industriais e comerciais, caracterizando novas relações espaciais.A zona rural passa a ser produtora de matéria prima, e as cidades desenvolvem atividades secundárias (indústria) e terciárias (comércio e serviços em geral).Essas novas relações acabam por transformar as relações culturais, sociais até então existentes no campo.

Implanta-se a partir daí uma nova forma de organização da produção: algumas fabricavam certos produtos que eram consumidos por terceiros que, por sua vez, também produziam outros bens, que também seriam consumidos por outras parcelas da população.Desenvolve-se e se difunde a partir desse período a idéia de mercado, a produção voltada para um mercado consumidor específico e a divisão social do trabalho.As cidades passam a acumular riquezas, e o capital passou a ser investido no próprio negócio para gerar ainda mais lucros.Uma burguesia nacional se fortalece sob a indústria e detém grande parte das riquezas nacionais, passando a controlar grande parte dos recursos advindos das zonas urbanas marcadas pela presença das fábricas.

Na Inglaterra no século 19.,Além da capital Londres,uma das primeiras cidades globais,muitas outras cidades se desenvolveram tendo como base o processo de industrialização,surgindo principalmente nas proximidades de áreas carboníferas como Liverpool (cidade dos beatles,heheeheheh),Bristol,New Castle,Manchester,etc. Na virada do século 20,o modo de vida urbano era predominante na Europa e já se alastrava pelo mundo em especial na costa Americana (onde os EUA são banhados pelo oceano atlântico).Nesse período Londres e NY já eram consideradas grandes cidades pelo número de habitantes e por sua infra-estrutura urbana.

raimundo

Enviado em Sem-categoria, arte, capitalismo, conto, cronica, cultura, marxismo, opinião, pensadores, poesia by ocavirtual em Julho 12th, 2008

Raimundo,

Tem muita coisa errada nesse mundo,

Raimundo,

O chão que agente pisa é uma metáfora

A vida que agente tem é uma piada,

O samba que agente toca é gargalhada

E vamos lá

Loucos varridos a cantar

- Raimundos

Estudo

Enviado em arte, capitalismo, conto, cronica, cultura, franco machado, franco vermelho, marxismo, opinião, pensadores, poesia by ocavirtual em Julho 12th, 2008

Estudo

Deus que me perdoe,

Mas a cada dia

Acho mais interessante,

A dialética marxista.

A dor no calcanhar

A inércia contente,

O burguês Aquiles doente,

Que de sapatos brancos vai morrer.

poemas by franco machado

Enviado em Sem-categoria, arte, cronica, franco machado, franco vermelho, opinião, pensadores, poesia by ocavirtual em Julho 12th, 2008

ah doce amargo

das bactérias

da boca do céu………..

Operador do Mensalão quer censura na Internet!

Enviado em Sem-categoria, cencura, internet, jornalismo, mensalão, mídia, opinião, pensadores, pt mais psdb, senado by ocavirtual em Julho 10th, 2008



corre em silêncio uma conspiração no Congresso Nacional, mais uma dentre tantas. Repasso o abaixo-assinado que circula entre os trabalhadores da comunicação e da internet. O projeto-lei é do senador tucano Eduardo Azeredo, o mesmo que recrutou o esquema do Marcos Valério (MV) e do Mensalão. Depois, o “publicitário” carequinha arrecadava a grana junto ao empresariado do transporte e comprava a Assembléia mineira. O esquema foi alçado para a área federal, o MVque intermediava o desvio junto ao Banco Rural e o BMG, e depois trazia de volta a grana para o Delúbio Soares comprar os votos a mando do Zé Dirceu no Congresso Nacional. Ou seja, o Mensalão é filho do ex-governador de Minas, Eduardo Azeredo (PSDB-1998-2002), o mesmo cara que inaugurou a modalidade de comprar voto todo mês ao invés de comprar por votação. Bem, agora o pilantra é boi de piranha para censurar ainda mais a internet brasileira. Leiam abaixo, difundam e assinem.



Colegas.
O Substitutivo do Senador Eduardo Azeredo, entre outras questões, quer bloquear o uso de redes P2P, quer liquidar com o avanço das redes de conexão abertas (Wi-Fi) e quer exigir que todos os provedores de acesso à Internet se tornem delatores de seus usuários.

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ARTE E LIBERDADE

Enviado em Sem-categoria, arte, capitalismo, conto, cronica, cultura, educação, liberdade, marxismo, opinião, pensadores, poesia by ocavirtual em Julho 9th, 2008

ARTE E LIBERDADE

A arte apresenta-se como espelho da liberdade, construtora de discursos, produto de diferentes sociedades e da imaginação humana.Luta-se pela verdade artística, não no sentido estético de tal ou qual escola, mas no sentido mais amplo da fidelidade do artista com seu eu interior.Sem isso a Arte não tem consistência, é como cerâmica inacabada.A arte não deve ser moldada de acordo com propósitos políticos de estado, governo ou partidos, cabe ao artista individualmente enquanto sujeito social optar por posturas mais ou menos críticas, seja em relação às formas, estéticas artísticas seja no terreno dos embates sociais.

Liberdade para a arte, liberdade para todos os homens.Até hoje, porém, nenhuma cultura, nenhuma sociedade foi capaz de universalizar o dito saber artístico e todos os seus códigos ao conjunto de toda a população, resguardando o conhecimento mais avançado das culturas a membros das elites.Na Grécia, por exemplo, uma pequena elite dedicava-se as artes plásticas, a filosofia e ao teatro enquanto a grande maioria da população era composta por escravos que trabalhavam exaustivamente.Na Idade Média a arte e quase todo os conhecimentos estavam na mão da igreja católica e de uma pequena nobreza feudal.

No capitalismo a arte como quase tudo, torna-se uma mercadoria, limitando a liberdade do fazer artístico a certos patrões decorativos comerciais.A arte se massifica, como bem de consumo, contudo, associa-se qualidade artística a preço fazendo com que a arte torne-se um luxo desfrutado apenas de forma mais completa pela elite burguesa.

Precisamos, pois, como tarefa de nosso tempo, universalizar o fazer e os conhecimentos artísticos ao conjunto de toda a população, libertando, trazendo luz, sempre mais luz na busca da amálgama das culturas do homem.A arte pode ser um brilhante discurso educacional, formador de sujeitos mais críticos, capazes de emitir suas próprias opiniões e juízos de valor perante a sociedade e a vida.A arte existe, o Homem existe, por que não sonhar e lutar por uma arte totalmente revolucionária e independente.Será que alguns desses caminhos passam pelas salas de aula?

Construindo Professores Construindo Discursos

Construindo Professores

Construindo Discursos

Franco De Souza Machado

A construção dos saberes docentes se dá de forma combinada com o desenvolvimento do indivíduo, o sujeito professor existe além da sala de aula.Antes de ser o ‘mestre’ de geografia, biologia ele é o pai, o marido, a mulher ou o homem, o trabalhador vivente em uma sociedade fortemente hierarquizada, dividida em classes sociais antagônicas.A geografia das salas de aula é a geografia dos discursos, o espaço escolar apresenta-se como uma fotografia das relações de produção.O professor reproduz o papel do patrão, carregando em si toda a força do estado.O aluno nesse grande teatro social representa o operariado, esmagado por uma série de discursos e tolhido a ver a educação apenas como um obstáculo social ou como uma oportunidade de desenvolvimento profissional à medida que desenvolve conhecimentos técnicos.Infelizmente, a sociedade tem seu próprio ritmo, seu próprio desenvolvimento histórico, sepultando ora ideologias e categorias científicas para em seguida recuperá-las para o debate.Um tema que em minha opinião necessita ser revisado é a relação da escola com a sociedade, a possibilidade ou não do desenvolvimento de um conhecimento escolar imparcial, de uma escola que apresente o saber como algo determinado, ainda que confundido por uma diversidade de discursos e currículos que convergem sempre para um mesmo caminho a manutenção da ordem.

*

A escola de nossos dias aborda questões ainda polemicas como o machismo na construção da mulher ideal, serviçal primeiro do marido e dos filhos e agora do patrão.Avançamos em uma abordagem mais crítica das opressões e explorações presentes no capitalismo, contudo, ainda somos demasiadamente descritivos e quantitativos sem adentrar com maior profundidade nas qualidades dos problemas sociais.A vida real é mais complexa que uma estatística, sendo essa apenas uma ferramenta, embora, muitas vezes tratada como um fim em si mesma.Porém, apesar das conquistas, precisamos ir além, vencendo a barreira do paliativo e do imediatismo intelectual. É preciso estudar,vivenciar e transformar o processo.A máxima de que nenhuma teoria é válida se não resiste a concretude da realidade material é valida para a geografia das salas de aula.O professor e sua relação com os discursos da sociedade, tal qual o machismo em relação às mulheres docentes me chama bastante a atenção, como algo que transborda o espaço das salas de aula.Concordo com a professora Guacira Lopes quando essa apresenta a rede de caricaturas sociais construídas ao longo do tempo sobre as professoras e como essas funcionaram e ainda funcionam como argumentos velados da exploração, pelo não reajuste salarial.A professora se desenhava como a tia, a que dá aulas por amor, por vocação, portanto não importam os baixos salários e as más condições de trabalho a professora seguirá dando aula porque ela nasceu para isso e nada a removerá de seu ideal quase divino.A escola brasileira está falida, existe um projeto de estado para cada vez mais sucatear e fortalecer o ensino privado em todos os níveis educacionais.Questiono Maura Lopes e Eli Henn Fabris como é possível inserir o excluído em um contexto de crise da educação?

*

Como será possível em cenário em que as escolas públicas atendem de forma precária a demanda dita regular de estudastes, que os professores ganham mal e não tem qualificação para lidar com a diferença. É triste mas nossa educação pública que é o que me compete não passa de uma velha máquina fordista,operando pelo ‘milagre’ da luta social de nossos educadores.Falta leitura, falta estrutura para o desenvolvimento de professores mais críticos, que vão além da matéria que conhecem com profundidade, despertando em seus alunos seus próprios valores e colaborando para a criação de um sujeito realmente transformador e participante da realidade, da sociedade em que vive.Meu recado para os professores da faculdade de educação, com toda a humildade para os queridos mestres, e que continuem com suas pesquisas pedagógicas, epistemológicas, mas que também vençam os muros da universidade, participando da luta direta do povo, pois, as teorias por mais brilhantes que possam ser precisam passar pela prova de fogo da realidade concreta.A dialética do conhecimento humano aproveita o que a história demonstra como válido e refuta, supera aquilo que já deu sua contribuição social a humanidade.Temos o direito de perecer, a escola e as ideologias sociais também.Fica, contudo, o processo, o desenvolvimento do conhecimento humano.Já é hora de construir novas geografias, novas escolas, novas sociedades nacionais em um novo sistema.

Bibliografia:

Gênero e Magistério:Identidade,História,Representação

Lopes Louro,Guacira.

O Discurso Do Avesso: A Geografia Da Sala De Aula

Moreira,Ruy.

Manter-se Na Escola Regular:Um Esforço Que Não Garante Lugar De Incluído.

Corcini Lopes,Maura.

Henn Fabris,Eli.

EDITORIAL PÓLÍTICO NÚMERO 2

Enviado em amazonia, bioma, meio ambiente, opinião, politica by ocavirtual em Julho 3rd, 2008

É triste constatar que um dos biomas mais ricos do mundo,a floresta equatorial ainda mais preservada,corre risco de vida.SOS amazônia,a floresta é nossa mas quem a internacionaliza é a nossa própria elite nacional que de mãos dadas com as elites internacionais internacionalizaram,devastaram,queimaram a floresta,a transformaram em móvel e pasto,mais uma propriedade privada.Essa discução é balela,assunto pra vender jornal e oportunidade para o governo fingir que faz algo em favor do meio ambiente.Verdade é que esse governo é responsável por privatizar de forma branca grande áreas de floresta e os senhores dos países desenvolvidos são os principais compradores de nossa madeira ilegal e das plantações de grãos plantadas em zonas de desmatamento.

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Aziz Ab`Saber fala sobre a Amazônia

Falta planejamento no caso da Amazônia?

Aziz Ab`Saber: Total. Qualquer coisa que diga respeito a um projeto é feita sem previsão de impacto, sem delimitação de subáreas. Na questão amazônica, cheguei a fazer um mapinha das 23 células espaciais e mandei para o Lula quando assumiu a presidência, com uma carta dizendo que deveria reunir em Brasília pessoas competentes, geógrafos, geólogos, sociólogos, indigenistas para estudar cada uma delas. Depois, se organizariam seis comissões com pós-graduandos e técnicos para ir até as células, comparando os problemas, que são muito variados. Mas alguém rasgou a carta, eles não querem a opinião de ninguém. Uma das minhas críticas ao governo Lula é a falta de democracia no debate das idéias.

CC: O sr. diz que anda aflito com a questão da reserva indígena Raposa-Serra do Sol. Por quê?

AAS: Ali existem dois grupos: um que quer a descontinuidade de posse da reserva e outro que quer manter integralmente o território que foi demarcado. Mas o governador de Roraima quer simplesmente resolver o problema dos arrozeiros, que são só uma parte do problema. Em minha opinião, a primeira coisa a fazer seria um plano de Buffer Zone (zona tampão), porque os que estão além da linha demarcada oficialmente vão ter interesse em penetrar naquela área pelos mais variados motivos. Isto implica um planejamento correto, porque tem um grande trecho que fica na fronteira e a reserva é enorme. Na área onde estão os arrozeiros, eles devem continuar, e os recursos ganhos têm que ser destinados a favor dos grupos indígenas regionais, numa proporção mínima de 30% a 50% do valor da produção, sob o controle de um organismo independente. A presença do Estado, a favor dos índios e não do neocapitalismo, se fa