Crise financeira, crise económica, crise política, crise religiosa, crise ambiental, crise energética, se não as enumerei a todas, creio ter enunciado as principais. Faltou uma, principalíssima em minha opinião. Refiro-me à crise moral que arrasa o mundo e dela me permitirei dar alguns exemplos. Crise moral é a que está padecendo o governo israelita, doutra maneira não seria possível entender a crueldade do seu procedimento em Gaza, crise moral é a que vem infectando as mentes dos governantes ucranianos e russos condenando, sem remorsos, meio continente a morrer de frio, crise moral é a da União Europeia, incapaz de elaborar e pôr em acção uma política externa coerente e fiel a uns quantos princípios éticos básicos, crise moral é a que sofrem as pessoas que se aproveitaram dos benefícios corruptores de um capitalismo delinquente e agora se queixam de um desastre que deveriam ter previsto. São apenas alguns exemplos. Sei muito bem que falar de moral e moralidade nos tempos que correm é prestar-se à irrisão dos cínicos, dos oportunistas e dos simplesmente espertos. Mas o que disse está dito, certo de que estas palavras algum fundamento hão-de ter. Meta cada um a mão na consciência e diga o que lá encontrou.
por mais que calem
Por mais que calem
Por mais que calem
por mais voltas que o mundo dê
por mais que neguem os acontecimentos
por mais repressão que o Estado imponha
por mais que se lambuzem com a democracia burguesa
por mais greves de fome que silenciem
por mais amontoados que estejam os cárceres
por mais pactos que façam com os controladores de classe
por mais guerras e repressões que imponham
por mais que tentem negar a história e a memória de nossa classe,
Mais alto gritaremos:
assassinos de povos
miséria de fome e liberdade
negociadores de vidas alheias
mais alto que nunca, em grito ou em silêncio,
lembraremos vossos assassinatos
De pessoas, vidas, povos e Natureza.
De lábio em lábio, passo a passo, pouco a pouco.
Salvador Puig Antich (1948-1974). Poeta e militante político catalão. Foi preso, julgado e executado em 1974 pelo regime do ditador fascista Francisco Franco.
ato contra o aumento da passagem Porto alegre
mais uma vez a passagem vai aumentar em porto alegre,e a polícia continua batendo em gente inocente………….
A FLOR E A NÁUSEA

Preso à minha classe e a algumas roupas,
vou de branco pela rua cinzenta.
Melancolias, mercadorias espreitam-me.
Devo seguir até o enjôo?
Posso, sem armas, revoltar-me?
Olhos sujos no relógio da torre:
Não, o tempo não chegou de completa justiça.
O tempo é ainda de fezes, maus poemas, alucinações e espera.
O tempo pobre, o poeta pobre
fundem-se no mesmo impasse.
Em vão me tento explicar, os muros são surdos.
Sob a pele das palavras há cifras e códigos.
O sol consola os doentes e não os renova.
As coisas. Que tristes são as coisas, consideradas sem ênfase.
Vomitar esse tédio sobre a cidade.
Quarenta anos e nenhum problema
resolvido, sequer colocado.
Nenhuma carta escrita nem recebida.
Todos os homens voltam para casa.
Estão menos livres mas levam jornais
e soletram o mundo, sabendo que o perdem.
Crimes da terra, como perdoá-los?
Tomei parte em muitos, outros escondi.
Alguns achei belos, foram publicados.
Crimes suaves, que ajudam a viver.
Ração diária de erro, distribuída em casa.
Os ferozes padeiros do mal.
Os ferozes leiteiros do mal.
Pôr fogo em tudo, inclusive em mim.
Ao menino de 1918 chamavam anarquista.
Porém meu ódio é o melhor de mim.
Com ele me salvo
e dou a poucos uma esperança mínima.
Uma flor nasceu na rua!
Passem de longe, bondes, ônibus, rio de aço do tráfego.
Uma flor ainda desbotada
ilude a polícia, rompe o asfalto.
Façam completo silêncio, paralisem os negócios,
garanto que uma flor nasceu.
Sua cor não se percebe.
Suas pétalas não se abrem.
Seu nome não está nos livros.
É feia. Mas é realmente uma flor.
Sento-me no chão da capital do país às cinco horas da tarde
e lentamente passo a mão nessa forma insegura.
Do lado das montanhas, nuvens maciças avolumam-se.
Pequenos pontos brancos movem-se no mar, galinhas em pânico
É feia. Mas é uma flor. Furou o asfalto, o tédio, o nojo e o ódio.
Obama é o presidente

Obama já é o presidente dos EUA, o primeiro presidente negro de uma nação profundamente marcada pelo racismo e a exploração imposta aos negros.A vitória de Obama, por esse motivo, já carrega uma grande carga de simbolismo, porém, essa vitória eleitoral esconde uma força simbólica ainda maior.
Obama ‘derruba’ a tradição política americana do presidente branco, conservador e fundamentalista cristão nascido na “Carolina dos fundos”.O novo presidente americano tenta representar justamente o oposto dos ‘vaqueiros do petróleo, do fundamentalismo oportunista que proclama guerra contra meio-mundo maquiando seus verdadeiros interesses econômicos através de batidos chavões como a defesa da democracia e da liberdade.
O voto em Obama foi um voto contra a crise econômica, que já mostrava as suas garras, contra a farra dos banqueiros e dos gigolôs do mercado.Foi um voto contra a privatização da saúde pública e da educação norte-americanas.Foi um voto contra a desastrosa e sanguinária guerra do Iraque, contra o ‘pirado’ presidente Bush e seus oito anos de desastres para o mundo.Foi, porém, em primeiro lugar, um voto da classe trabalhadora americana, dos setores da classe média empobrecida e dos negros e latinos que sonham em ter uma vida melhor e que lutam por uma liberdade que salte dos livros e da constituição e venha para a realidade.
Portanto, podemos afirmar que a eleição de Obama representa uma vitória distorcida do movimento de massas norte americano, distorcida porque se expressa pela via eleitoral, canalizando de forma preventiva através da democracia burguesa as possíveis lutas que se aproximam com a crise econômica.
É triste dizer, mas Obama não governará para quem o elegeu, mas sim para os mesmos de sempre, os grandes banqueiros e empresários responsáveis, aliás, pela maior crise econômica desde 1929.Em dias de festa como o de hoje, que as ruas de todo os Estados Unidos e o mundo foram tomados por multidões em festa, a esperança parece ter vencido o medo e a decepção, resta saber até quando……
por Franco Machado
francovermelho@gmail.com
as verdades por trás das mentiras
Norman Finkelstein é autor de cinco livros, entre os quais Image and Reality of the Israel-Palestine Conflict, Beyond Chutzpah and The Holocaust Industry, traduzidos para mais de 40 idiomas. Esse artigo está publicado também em sua página internet, em www.NormanFinkelstein.com
Os registros existem e são muito claros. Qualquer pessoa encontra na internet, na página do governo de Israel e, também, na página do ministério de Negócios Exteriores de Israel. Israel desrespeitou o cessar-fogo, invadiu Gaza e matou seis ou sete (há controvérsia quanto ao número de assassinados, não quanto ao crime de assassinato) militantes palestinenses, dia 4/11. Depois, o Hamás respondeu ou, como se lê nas páginas do governo de Israel “o Hamás retaliou contra Israel e lançou mísseis.”
Quanto aos motivos, os documentos oficiais também são claros. O jornal Haaretz já informou que Barak, ministro da Defesa de Israel, começou a planejar o massacre de Gaza muito antes, até, de haver acordo de cessar-fogo. De fato, conforme o Haaretz de ontem, a chacina de Gaza começou a ser planejada em março.
Quanto às principais razões do massacre, acho, há duas. Número um: restaurar o que Israel chama de “capacidade de contenção do exército” e que, em linguagem de leigo, significa a capacidade de Israel para semear pânico e morte em toda a região e submetê-la mediante a pressão das armas, da chantagem, do medo. Depois de ter sido derrotado no Líbano em julho de 2006, o exército de Israel entendeu que seria importante comunicar ao mundo que Israel ainda é capaz de assassinar, matar, mutilar e aterrorizar quem se atreva a desafiar seu poder pressuposto absoluto, acima de qualquer lei.
A segunda razão pela qual Israel atacou Gaza é culpa do Hamás: o Hamás começou a dar sinais muito claros de que deseja construir um novo acordo diplomático a respeito das fronteiras demarcadas desde junho de 1967 e jamais respeitadas por Israel.
Em outras palavras, o Hamás sinalizou que está interessado em fazer respeitar exatamente os mesmos termos e conceitos que toda a comunidade internacional respeita e que, em vez de resolver os problemas a canhão e com campanhas de mentiras por jornais e televisão, estaria interessado em construir um acordo diplomático.
Aconteceu aí o que Israel poderia designar como “uma ameaçadora ofensiva de paz chefiada pelos palestinenses”. Imediatamente, para destroçar a ofensiva de paz, o governo e o exército de Israel desencadearam campanha furiosa para destroçar o Hamás.
A revista Vanity Fair publicou, em abril de 2008, em artigo assinado por David Rose, baseado, por sua vez em documentos internos dos EUA, que os EUA estavam em contato estreito com a Autoridade Palestinense e o governo de Israel, organizando um golpe para derrubar o governo eleito do Hamás, e que o Hamás conseguira abortar o golpe. Isso não é objeto de discussão: esse fato é estabelecido, documentado e há provas.
A questão passou a ser, então, impedir o Hamás de governar, e ninguém governa sob bloqueio absoluto, bloqueio que desmantelou toda a atividade econômica em Gaza. Ah! Vale lembrar: o bloqueio começou antes de o Hamás chegar ao poder (eleito!). O bloqueio nada tem ou jamais teve a ver com o Hamás. Quanto ao bloqueio, os EUA despacharam gente para lá, James Wolfensohn especificamente, para tentar pôr fim ao bloqueio, depois de Israel ter invadido Gaza.
O xis da questão é que Israel não quer que Gaza progrida, sequer quer que viva, e Israel não quer ver nenhum conflito encaminhado por vias diplomáticas, que tanto os líderes do Hamás em Damasco, quanto os líderes do Hamás em Gaza têm repetidas vezes declarado que buscam, sempre com vistas a resolver o conflito relacionado às fronteiras demarcadas em 1967, fronteiras que Israel jamais respeitou. Tudo, até aí, são fatos registrados e comprovados. Não há qualquer ambigüidade: tudo é bem claro.
Todos os anos, a Assembleia da ONU vota uma resolução intitulada “Solução pacífica para a questão da Palestina”. E todos os anos o resultado é o mesmo: o mundo inteiro de um lado; Israel, EUA, alguns atóis dos mares do sul e a Austrália, no lado oposto. Ano passado, o resultado da votação foi 164 a 7. Todos os anos, desde 1989 (em 1989, o resultado foi 151 a 3), é sempre a mesma coisa: o mundo a favor de uma solução pacífica para a questão da Palestina; e EUA, Israel e a ilha-Estado de Dominica, contra.
A Liga Árabe, todos os 22 Estados-membros da Liga Árabe, são favoráveis a uma chamada “Solução dos Dois Estados”, com as fronteiras determinadas em junho de 1967. A Autoridade Palestinense é favorável à mesma “Solução dos Dois Estados” e às mesmas fronteiras determinadas em junho de 1967. E o Hamás também é favorável à mesma “Solução dos Dois Estados” e às mesmas fronteiras demarcadas em junho de 1967. O problema é Israel, patrocinado pelos EUA. Esse é o problema.
Bem… Há provas de que o Hamás desejava manter o cessar-fogo; exigiu, como única condição, que Israel levantasse o bloqueio de Gaza. Muito antes de começarem os rojões do Hamás, os palestinenses já enfrentavam terrível crise humanitária, por causa do bloqueio. A ex-Alta Comissária para Direitos Humanos da ONU, Mary Robinson, descreveu o cenário que testemunhou em Gaza como “destruição de uma civilização”. Isso, durante o cessar-fogo.
O que se vê nos fatos? Os fatos mostram que nos últimos mais de vinte e tantos anos, toda a comunidade internacional procura um modo de resolver o conflito das fronteiras de 1967, com solução justa para a questão dos refugiados. Será que 164 Estados-membros da ONU estão sempre errados, e certos e pacificistas seriam só EUA, Israel, Nauru, Palau, Micronésia, as ilhas Marshall e a Austrália? Quem é pacifista? Quem trabalha contra a paz?
Há registros e documentos que comprovam que, em todas as questões cruciais discutidas em Camp David; depois, nos parâmetros de Clinton; depois, em Taba, em cada ponto discutido, os palestinenses sempre fizeram concessões. Israel jamais concedeu qualquer coisa. Nada. Os palestinenses repetidas vezes manifestaram decisão de superar a questão das fronteiras de 1967 em estrito respeito à lei internacional.
A lei também é claríssima. Em julho de 2004, a Corte Internacional de Justiça, órgão máximo da ONU para questões de direito internacional, declarou que Israel não tem direito de ocupar nem um metro quadrado da Cisjordânia nem um metro quadrado de Gaza. Israel tampouco tem qualquer direito sobre Jerusalém. O setor Leste de Jerusalém, os bairros árabes, nos termos da decisão da mais alta corte de justiça do planeta, são território da Palestina ocupado ilegalmente por Israel. Também nos termos de decisão da mais alta corte de justiça do planeta, nos termos da lei internacional, todas as colônias de judeus que há na Cisjordânia são ilegais.
O ponto mais importante de tudo isso é que, em todas as ocasiões em que se discutiram essas questões, os palestinenses sempre aceitaram fazer concessões. Fizeram todas as concessões. Israel jamais fez qualquer concessão.
O que tem de acontecer é bem claro. Número um, EUA e Israel têm de se aproximar do consenso da comunidade internacional e têm de respeitar a lei internacional. Não me parece que trivializar a lei internacional seja pequeno crime ou pequeno problema. Se Israel contraria o que dispõe a lei internacional, Israel tem de ser acusada, processada e julgada em tribunais competentes, como qualquer outro Estado, no mundo.
O presidente Obama tem de considerar o que pensa o povo dos EUA. Tem de ser capaz de dizer, com todas as letras, onde está o principal obstáculo para que se chegue a uma solução para a questão da Palestina. O obstáculo não são os palestinenses. O obstáculo é Israel, sempre apoiada pelo governo dos EUA, que, ambos, desrespeitam a lei internacional e contrariam o voto de toda a comunidade internacional.
Hoje, o principal desafio que todos os norte-americanos temos de superar é conseguir ver a verdade, por trás das mentiras.
Doze regras de redação da grande mídia quando o assunto é o Oriente Médio
Texto anônimo, circula pela internet
1) No Oriente Médio são sempre os árabes que atacam primeiro e sempre Israel que se defende. Esta defesa chama-se represália.
2) Os árabes, palestinos ou libaneses não tem o direito de matar civis. Isso se chama “terrorismo”.
3) Israel tem o direito de matar civis. Isso se chama “legitima defesa”.
4) Quando Israel mata civis em massa, as potencias ocidentais pedem que seja mais comedida. Isso se chama “Reação da Comunidade Internacional”.
5) Os palestinos e os libaneses não tem o direito de capturar soldados de Israel dentro de instalações militares com sentinelas e postos de combate. Isto se chama “Sequestro de pessoas indefesas.”
6) Israel tem o direito de seqüestrar a qualquer hora e em qualquer lugar quantos palestinos e libaneses desejar. Atualmente são mais de 10 mil, 300 dos quais são crianças e mil são mulheres. Não é necessária qualquer prova de culpabilidade. Israel tem o direito de manter seqüestrados presos indefinidamente, mesmo que sejam autoridades eleitas democraticamente pelos palestinos. Isto se chama “Prisão de terroristas”.
7) Quando se menciona a palavra “Hezbollah”, é obrigatória a mesma frase conter a expressão “apoiado e financiado pela Síria e pelo Irã”.
Quando se menciona “Israel”, é proibida qualquer menção à expressão “apoiada e financiada pelos EUA”. Isto pode dar a impressão de que o conflito é desigual e que Israel não está em perigo de existência.
9) Quando se referir a Israel, são proibidas as expressões “Territórios ocupados”, “Resoluções da ONU”, “Violações dos Direitos Humanos” ou “Convenção de Genebra”.
10) Tanto os palestinos quanto os libaneses são sempre “covardes”, que se escondem entre a população civil, que “não os quer”. Se eles dormem em suas casas, com suas famílias, a isso se dá o nome de “Covardia”. Israel tem o direito de aniquilar com bombas e mísseis os bairros onde eles estão dormindo. Isso se chama Ação Cirúrgica de Alta Precisão”.
11) Os israelenses falam melhor o inglês, o francês, o espanhol e o português que os árabes. Por isso eles e os que os apóiam devem ser mais entrevistados e ter mais oportunidades do que os árabes para explicar as presentes Regras de Redação (de 1 a 10) ao grande público. Isso se chama “Neutralidade jornalística”.
12) Todas as pessoas que não estão de acordo com as Regras de Redação acima expostas são “Terroristas anti-semitas de Alta Periculosidade”.
Das pedras de David aos tanques de Golias
(e 2)
Também não as usa agora. Nestes últimos cinquenta anos cresceram a tal ponto a David as forças e o tamanho que entre ele e o sobranceiro Golias já não é possível reconhecer qualquer diferença, podendo até dizer-se, sem ofender a ofuscante claridade dos factos, que se tornou num novo Golias. David, hoje, é Golias, mas um Golias que deixou de carregar com pesadas e afinal inúteis armas de bronze. Aquele louro David de antanho sobrevoa de helicóptero as terras palestinas ocupadas e dispara mísseis contra alvos inermes, aquele delicado David de outrora tripula os mais poderosos tanques do mundo e esmaga e rebenta tudo o que encontra na sua frente, aquele lírico David que cantava loas a Betsabé, encarnado agora na figura gargantuesca de um criminoso de guerra chamado Ariel Sharon, lança a “poética” mensagem de que primeiro é necessário esmagar os palestino para depois negociar com o que deles restar. Em poucas palavras, é nisto que consiste, desde 1948, com ligeiras variantes meramente tácticas, a estratégia política israelita. Intoxicados pela ideia messiânica de um Grande Israel que realize finalmente os sonhos expansionistas do sionismo mais radical; contaminados pela monstruosa e enraizada “certeza” de que neste catastrófico e absurdo mundo existe um povo eleito por Deus e que, portanto, estão automaticamente justificadas e autorizadas, em nome também dos horrores do passado e dos medos de hoje, todas as acções próprias resulatantes de um racismo obsessivo, psicológica e patologicamente exclusivista; educados e treinados na ideia de que quaisquer sofrimentos que tenham infligido, inflijam ou venham a infligir aos outros, e em particular aos palestinos, sempre ficarão abaixo dos que sofreram no Holocausto, os judeus arranham interminavelmente a sua própria ferida para que não deixe de sangrar, para torná-la incurável, e mostram-na ao mundo como se tratasse de uma bandeira. Israel fez suas as terríveis palavras de Jeová no Deuteronómio: “Minha é a vingança, e eu lhes darei o pago”. Israel quer que nos sintamos culpados, todos nós, directa ou indirectamente, dos horrores do Holocausto, Israel quer que renunciemos ao mais elementar juízo crítico e nos transformemos em dócil eco da sua vontade, Israel quer que reconheçamos de jure o que para eles é já um exercício de facto: a impunidade absoluta. Do ponto de vista dos judeus, Israel não poderá nunca ser submetido a julgamento, uma vez que foi torturado, gaseado e queimado em Auschwitz. Pergunto-me se esses judeus que morreram nos campos de concentração nazis, esses que foram trucidados nos pogromes, esses que apodreceram nos guetos, pergunto-me se essa imensa multidão de infelizes não sentiria vergonha pelos actos infames que os seus descendentes vêm cometendo. Pergunto-me se o facto de terem sofrido tanto não seria a melhor causa para não fazerem sofrer os outros.
As pedras de David mudaram de mãos, agora são os palestinos que as atiram. Golias está do outro lado, armado e equipado como nunca se viu soldado algum na história das guerras, salvo, claro está, o amigo norte-americano. Ah, sim, as horrendas matanças de civis causadas pelos terroristas suicidas… Horrendas, sim, sem dúvida, condenáveis, sim, sem dúvida, mas Israel ainda terá muito que aprender se não é capaz de compreender as razões que podem levar um ser humano a transformar-se numa bomba.
COM GAZA
As manifestações públicas não são estimadas pelo poder, que não raro as proíbe ou as reprime. Felizmente não é esse o caso de Espanha, onde se têm visto sair à rua algumas das maiores manifestações realizadas na Europa. Honra seja feita por isso aos habitantes de um país em que a solidariedade internacional nunca foi uma palavra vã e que certamente o expressará no acto multitudinário previsto para domingo em Madrid. O objecto imediato desta manifestação é a acção militar indiscriminada, criminosa e atentatória de todos os direitos humanos básicos, desenvolvida pelo governo de Israel contra a população de Gaza, sujeita a um bloqueio implacável, privada dos meios essenciais à vida, desde os alimentos à assistência médica. Objecto imediato, mas não único. Que cada manifestante tenha em mente que já levam sessenta anos sem interrupção a violência, a humilhação e o desprezo de que têm sido vítima os palestinos por parte dos israelitas. E que nas suas vozes, nas vozes da multidão que sem dúvida estará presente, irrompa a indignação pelo genocídio, lento mas sistemático, que Israel tem exercido sobre o martirizado povo palestino. E que essas vozes, ouvidas em toda a Europa, cheguem também à faixa de Gaza e a toda a Cisjordânia. Não esperam menos de nós os que nessas paragens sofrem cada dia e cada noite. Interminavelmente.
tom zé
Escuridão Física
por Tom Zé
Quando o público aplaudia o final do show “O som livre” de Gal Costa e Tom Zé, que apresentávamos no Teatro de Arena, em São Paulo, Renato Consorte entrou no teatro, tomou o microfone e disse: “Um momento, por favor”. O tom de sua voz era tão grave, tão sério, que praticamente já dava a notícia. Enquanto ele falava – informando sobre o AI-5 e tecendo comentários –, uma pessoa da produção, movida pelo susto, já se movimentava afobadamente, pedindo ao técnico de som para cortar o som do microfone. Não entendi o que estava acontecendo, quando o som foi cortado. Mas, como o Teatro de Arena era um teatro de arena, Renato Consorte, com sua voz treinada de ator, dispensou o equipamento e falou com a força da goela. Então a luz se apagou. O público agia num misto de medo e solidariedade, como se aquele som cortado e aquela luz apagada fossem a própria mudez e escuridão em que o País mergulhava. ÁLGEBRA Nas primeiras páginas dos jornais, todas as manchetes tinham duas ou três palavras e aquela sigla ou fórmula aparentemente matemática: AI-5. Eu, na intuição das correntes, me ausentava no tempo e re-via no quadro negro do Ginásio Severino Vieira, em Salvador, uma equação algébrica qualquer: O pensamento parece uma coisa à-toa Mas como é que a gente voa… quando começa a temer. Foi essa antimusa que atingiu as vidas de todos nós. Até censores nos tornamos. Eu lembro que, por um argumento qualquer de que me convenceram com as aspas da conveniência nossa própria equipe de trabalho censurou naquele show minha canção “Sabor de burrice”, porque, além de outros trechos “perigosos” da letra, a canção tem este “discurso político” final: Se neste momento solene Não lhes proponho um feriado comemorativo Da sacrossanta glória da burrice nacional É porque, todos os dias, Graças a Deus, Do Oiapoque ao Chuí, Ela já é gloriosamente festejada. “Pode ser que eles entendam mal”. “Ora, minha Nossa Senhora…” Houve uma época, depois de 1º de abril de 1964, quando a gente só respirava pela página do Correio da Manhã, na qual Carlos Heitor Cony escrevia aquelas crônicas. Era um tubo de oxigênio. Mas, depois do AI-5, não me lembro de qual foi a UTI que nos socorreu. CENA 2 – FUNDÃO DO DOPS: Um médico – que havia sido preso no mesmo dia, por socorrer um “inimigo da Pátria” baleado –, assustado, com medo – eu não o via, só o ouvia –, pedia para confessar qualquer coisa, a qualquer pessoa. Insistia: “Eu quero confessar, eu quero confessar”. ——————————————————————————– *Tom Zé é Cantor e compositor. Texto republicado no especial “AI-5, quarenta anos”, em 10/12/2008
dois sionistas de carteirinha
Dois sionistas de carteirinha escreveram artigo na Folha de hoje
Por Mohamad Ali 13/01/2009 às 11:32
Salomão Schvartzman e Zevi Ghivelder escreveram artigo transcrito abaixo. O cinismo dos dois é proporcional à ideologia sionista que prega a expansão e o domínio dos judeus em todo o Oriente Médio. Nâo demonstram respeito a inteligência dos leitores e menos ainda da generosa população brasileira que os acolheu, como recebeu muitas raças e etnias, sem ódio, sem rancor.
Eles não aprenderam nada com o Brasil. Ao contrário, demonstram que associaram os ensinamentos da SS nazista, de cujos métodos milhares de judeus foram vítimas e que agora, para manchar a memória dos mortos do holocausto, a liderança de Israel, com anuência de sionistas como Schvartzman e Ghivelder, praticam o mesmo terror contra a população indefesa de Gaza.
O território ocupado da Faixa de Gaza tornou-se a maior prisão a céu aberto do planeta. Cercado por tropas e tanques, que impedem a entrada de alimentos e remédios, impedem a saída dos palestinos, que são executados com toneladas de bombas e tiros que atingem escolas, casas, prédios, hospitais, com a justificava ridícula de que os militantes do Hamás estão escondidos entre os civis.
Reparem nos argumentos usados pelos jornalistas nazi-sionistas o quanto eles se apegam a distorção histórica. Para eles Israel é sempre a vítima que procura soluções pacíficas mas que apelam para a guerra como justa defesa. Nâo mencionaram, por exemplo, que Israel foi um estado imposto em 1948 numa região que era predominantemente ocupada pelos palestinos, que foram expulsos em grandes quantidades, e cercados em verdadeiros guetos onde relutam para preservar sua cultura e o direito de se constituírem enquanto nação independente.
Israel tem sabotado todas as tentativas de paz. Para os dirigentes israelenses, a paz possível é aquela que mantenha os palestinos como sub-raça, sem direito algum, que vivam da ajuda humilhante dos caridosos judeus ricos.
Esses jornalistas de boteco de esquina têm a cara de pau de mencionar ações condenáveis pela humanidade como a invasão da Tchetchênia pela Rússia, a invasão do Iraque pelos EUA e a ocupação das favelas do Rio por militares como justificativas para que Israel possa tomar atitudes semelhantes em matéria de desrespeito a vida humana.
Talvez a grande tristeza desses panfletários do nazi-sionismo seja pelo fato de que não são eles que estão a frente das tropas israelenses dando ordem para massacrar crianças e idosos. Sorte a deles que aqui no Brasil, onde os bandidos sionistas são minoria, não haja uma reação porporcional àquela que eles apregoam para os palestinos. Não sobraria um único judeu sionista para contar a história.
A seguir, portanto, um monte de merda que uma mente humana doentia pode produzir:
…
TENDÊNCIAS/DEBATES – Folha de São Paulo – 13/01/2009
Como medir proporção?
SALOMÃO SCHVARTZMAN e ZEVI GHIVELDER
OS RECENTES acontecimentos na faixa de Gaza comprovam de forma definitiva que a questão entre Israel e os palestinos não é de natureza territorial, conforme vem sendo repetido há mais de 40 anos.
Em 2000, em uma reunião realizada em Camp David, sob mediação de Bill Clinton, o então primeiro-ministro de Israel, Ehud Barak, ofereceu a Arafat cerca de 92% da Cisjordânia e toda a faixa de Gaza, com a criação de um corredor entre as duas localidades. Arafat recusou, preferindo liderar de forma camuflada, como sempre, a segunda Intifada.
No mesmo ano, Israel saiu inteiramente do sul do Líbano. Como consequência, passou a sofrer ataques de foguetes disparados pelo Hizbollah.
Em 2005, Israel retirou-se por completo da faixa de Gaza. Assim, os palestinos tiveram a oportunidade única de ali implantar um embrião do que poderia vir a ser seu futuro Estado independente. Entretanto, os palestinos interessados na paz perderam as eleições legislativas e Gaza foi dominada pela organização terrorista Hamas, que, desde então, já despejou cerca de 10 mil foguetes sobre populações civis de Israel.
Quando houve entre Israel e um de seus vizinhos uma questão de fato territorial, ela foi resolvida no acordo de paz com o Egito, que recebeu de volta todo o Sinai, ocupado na Guerra dos Seis Dias, tendo Sadat, sabiamente, declinado da soberania egípcia sobre a faixa de Gaza. Hoje, até mesmo os mais ferrenhos opositores do Estado judeu reconhecem que a atual operação militar em Gaza é uma resposta aos ataques do Hamas, mas veem nas decorrentes ações bélicas uma “desproporção”.
O que vem a ser proporção em um conflito armado? Há algum critério, alguma tabela, que a caracterize? Será que existe um consenso universal segundo o qual Israel teria o direito de matar “y” palestinos se contasse “x” mortos por foguetes? Quando, no Rio de Janeiro, a Polícia Militar invade um morro com 500 homens para caçar meia dúzia de traficantes, que também recorrem aos escudos humanos, faz um ataque desproporcional? Quando os EUA, após o 11 de Setembro, lançaram milhares de toneladas de bombas sobre o Afeganistão dos talibãs, incluindo um hospital atingido, houve proporção? E quando os russos entraram com tudo para esmagar os rebeldes da Tchetchênia, a ação foi desproporcional? No dia 7 de junho de 1981, quando Israel bombardeou o que seria uma instalação nuclear no Iraque, houve protestos em todas as partes do mundo. Na Casa Branca, durante uma reunião de emergência, o vice-presidente George Bush propôs sanções contra Israel. O mesmo George Bush que, dez anos mais tarde, viria a desencadear a primeira Guerra do Golfo contra o Iraque.
Há dias, o Conselho de Segurança da ONU determinou um imediato cessar-fogo na faixa de Gaza. Entretanto, para que isso de fato aconteça, deve haver uma interlocução válida. É inviável, porém, o diálogo entre um Estado democrático e uma organização que, em seu estatuto básico, prega a destruição total de Israel. Alguém consegue, por exemplo, imaginar o novo presidente Obama negociando com o velho terrorista Osama? Marco Aurélio Garcia, assessor especial de Política Externa do presidente Lula, caracterizou a ofensiva israelense em Gaza como “terrorismo de Estado”, uma expressão tão vaga quanto insidiosa e que, a rigor, nada significa. No entanto, ele permaneceu em comovente silêncio quando a população civil israelense vinha sendo atingida por foguetes do Hamas.
Garcia declarou, ainda, que o presidente tem simpatia pela causa palestina. Qual causa palestina? A de Mahmoud Abbas, presidente da Autoridade Palestina na Cisjordânia, que está chegando cada vez mais perto de um acordo com Israel, ou com a causa palestina que perpetra o terror? Não é somente Lula que tem simpatia pelos palestinos. Israel também tem. Só não tem pelo Hamas.
O grande psicanalista brasileiro Hélio Pellegrino costumava dizer que a síntese da injustiça está na seguinte proposição: “O senhor tem toda a razão, mas vai preso assim mesmo”. É o que o mundo está fazendo agora com relação a Israel. Por isso, vale lembrar um conceito de Golda Meir, quando primeira-ministra: “Prefiro receber protestos a receber condolências”.
SALOMÃO SCHVARTZMAN, 74, jornalista e sociólogo, é colunista da BandNews FM e da BandNews TV. Foi diretor da Sucursal Paulista da revista “Manchete”.
ZEVI GHIVELDER, 74, jornalista, foi diretor do grupo Manchete e diretor dos telejornais da extinta Rede Manchete de Televisão. É autor do romance “As Seis Pontas da Estrela” e do livro de reportagens “Missões em Israel”.
Dois sionistas de carteirinha escreveram artigo na Folha de hoje
Por Mohamad Ali 13/01/2009 às 11:32
Salomão Schvartzman e Zevi Ghivelder escreveram artigo transcrito abaixo. O cinismo dos dois é proporcional à ideologia sionista que prega a expansão e o domínio dos judeus em todo o Oriente Médio. Nâo demonstram respeito a inteligência dos leitores e menos ainda da generosa população brasileira que os acolheu, como recebeu muitas raças e etnias, sem ódio, sem rancor.
Eles não aprenderam nada com o Brasil. Ao contrário, demonstram que associaram os ensinamentos da SS nazista, de cujos métodos milhares de judeus foram vítimas e que agora, para manchar a memória dos mortos do holocausto, a liderança de Israel, com anuência de sionistas como Schvartzman e Ghivelder, praticam o mesmo terror contra a população indefesa de Gaza.
O território ocupado da Faixa de Gaza tornou-se a maior prisão a céu aberto do planeta. Cercado por tropas e tanques, que impedem a entrada de alimentos e remédios, impedem a saída dos palestinos, que são executados com toneladas de bombas e tiros que atingem escolas, casas, prédios, hospitais, com a justificava ridícula de que os militantes do Hamás estão escondidos entre os civis.
Reparem nos argumentos usados pelos jornalistas nazi-sionistas o quanto eles se apegam a distorção histórica. Para eles Israel é sempre a vítima que procura soluções pacíficas mas que apelam para a guerra como justa defesa. Nâo mencionaram, por exemplo, que Israel foi um estado imposto em 1948 numa região que era predominantemente ocupada pelos palestinos, que foram expulsos em grandes quantidades, e cercados em verdadeiros guetos onde relutam para preservar sua cultura e o direito de se constituírem enquanto nação independente.
Israel tem sabotado todas as tentativas de paz. Para os dirigentes israelenses, a paz possível é aquela que mantenha os palestinos como sub-raça, sem direito algum, que vivam da ajuda humilhante dos caridosos judeus ricos.
Esses jornalistas de boteco de esquina têm a cara de pau de mencionar ações condenáveis pela humanidade como a invasão da Tchetchênia pela Rússia, a invasão do Iraque pelos EUA e a ocupação das favelas do Rio por militares como justificativas para que Israel possa tomar atitudes semelhantes em matéria de desrespeito a vida humana.
Talvez a grande tristeza desses panfletários do nazi-sionismo seja pelo fato de que não são eles que estão a frente das tropas israelenses dando ordem para massacrar crianças e idosos. Sorte a deles que aqui no Brasil, onde os bandidos sionistas são minoria, não haja uma reação porporcional àquela que eles apregoam para os palestinos. Não sobraria um único judeu sionista para contar a história.
A seguir, portanto, um monte de merda que uma mente humana doentia pode produzir:
…
TENDÊNCIAS/DEBATES – Folha de São Paulo – 13/01/2009
Como medir proporção?
SALOMÃO SCHVARTZMAN e ZEVI GHIVELDER
OS RECENTES acontecimentos na faixa de Gaza comprovam de forma definitiva que a questão entre Israel e os palestinos não é de natureza territorial, conforme vem sendo repetido há mais de 40 anos.
Em 2000, em uma reunião realizada em Camp David, sob mediação de Bill Clinton, o então primeiro-ministro de Israel, Ehud Barak, ofereceu a Arafat cerca de 92% da Cisjordânia e toda a faixa de Gaza, com a criação de um corredor entre as duas localidades. Arafat recusou, preferindo liderar de forma camuflada, como sempre, a segunda Intifada.
No mesmo ano, Israel saiu inteiramente do sul do Líbano. Como consequência, passou a sofrer ataques de foguetes disparados pelo Hizbollah.
Em 2005, Israel retirou-se por completo da faixa de Gaza. Assim, os palestinos tiveram a oportunidade única de ali implantar um embrião do que poderia vir a ser seu futuro Estado independente. Entretanto, os palestinos interessados na paz perderam as eleições legislativas e Gaza foi dominada pela organização terrorista Hamas, que, desde então, já despejou cerca de 10 mil foguetes sobre populações civis de Israel.
Quando houve entre Israel e um de seus vizinhos uma questão de fato territorial, ela foi resolvida no acordo de paz com o Egito, que recebeu de volta todo o Sinai, ocupado na Guerra dos Seis Dias, tendo Sadat, sabiamente, declinado da soberania egípcia sobre a faixa de Gaza. Hoje, até mesmo os mais ferrenhos opositores do Estado judeu reconhecem que a atual operação militar em Gaza é uma resposta aos ataques do Hamas, mas veem nas decorrentes ações bélicas uma “desproporção”.
O que vem a ser proporção em um conflito armado? Há algum critério, alguma tabela, que a caracterize? Será que existe um consenso universal segundo o qual Israel teria o direito de matar “y” palestinos se contasse “x” mortos por foguetes? Quando, no Rio de Janeiro, a Polícia Militar invade um morro com 500 homens para caçar meia dúzia de traficantes, que também recorrem aos escudos humanos, faz um ataque desproporcional? Quando os EUA, após o 11 de Setembro, lançaram milhares de toneladas de bombas sobre o Afeganistão dos talibãs, incluindo um hospital atingido, houve proporção? E quando os russos entraram com tudo para esmagar os rebeldes da Tchetchênia, a ação foi desproporcional? No dia 7 de junho de 1981, quando Israel bombardeou o que seria uma instalação nuclear no Iraque, houve protestos em todas as partes do mundo. Na Casa Branca, durante uma reunião de emergência, o vice-presidente George Bush propôs sanções contra Israel. O mesmo George Bush que, dez anos mais tarde, viria a desencadear a primeira Guerra do Golfo contra o Iraque.
Há dias, o Conselho de Segurança da ONU determinou um imediato cessar-fogo na faixa de Gaza. Entretanto, para que isso de fato aconteça, deve haver uma interlocução válida. É inviável, porém, o diálogo entre um Estado democrático e uma organização que, em seu estatuto básico, prega a destruição total de Israel. Alguém consegue, por exemplo, imaginar o novo presidente Obama negociando com o velho terrorista Osama? Marco Aurélio Garcia, assessor especial de Política Externa do presidente Lula, caracterizou a ofensiva israelense em Gaza como “terrorismo de Estado”, uma expressão tão vaga quanto insidiosa e que, a rigor, nada significa. No entanto, ele permaneceu em comovente silêncio quando a população civil israelense vinha sendo atingida por foguetes do Hamas.
Garcia declarou, ainda, que o presidente tem simpatia pela causa palestina. Qual causa palestina? A de Mahmoud Abbas, presidente da Autoridade Palestina na Cisjordânia, que está chegando cada vez mais perto de um acordo com Israel, ou com a causa palestina que perpetra o terror? Não é somente Lula que tem simpatia pelos palestinos. Israel também tem. Só não tem pelo Hamas.
O grande psicanalista brasileiro Hélio Pellegrino costumava dizer que a síntese da injustiça está na seguinte proposição: “O senhor tem toda a razão, mas vai preso assim mesmo”. É o que o mundo está fazendo agora com relação a Israel. Por isso, vale lembrar um conceito de Golda Meir, quando primeira-ministra: “Prefiro receber protestos a receber condolências”.
SALOMÃO SCHVARTZMAN, 74, jornalista e sociólogo, é colunista da BandNews FM e da BandNews TV. Foi diretor da Sucursal Paulista da revista “Manchete”.
ZEVI GHIVELDER, 74, jornalista, foi diretor do grupo Manchete e diretor dos telejornais da extinta Rede Manchete de Televisão. É autor do romance “As Seis Pontas da Estrela” e do livro de reportagens “Missões em Israel”.
Discurso no mercado do desemprego
Samih Al-Qassim*Talvez perca — se desejares — minha subsistência
Talvez venda minhas roupas e meu colchão
Talvez trabalhe na pedreira… como carregador… ou varredor
Talvez procure grãos no esterco
Talvez fique nu e faminto
Mas não me venderei
Ó inimigo do sol
E até a última pulsação de minhas veias
Resistirei
Talvez me despojes da última polegada da minha terra
Talvez aprisiones minha juventude
Talvez me roubes a herança de meus antepassados
Móveis… utensílios e jarras
Talvez queimes meus poemas e meus livros
Talvez atires meu corpo aos cães
Talvez levantes espantos de terror sobre nossa aldeia
Mas não me venderei
Ó inimigo do sol
E até a última pulsação de minhas veias
Resistirei
Talvez apagues todas as luzes de minha noite
Talvez me prives da ternura de minha mãe
Talvez falsifiques minha história
Talvez ponhas máscaras para enganar meus amigos
Talvez levantes muralhas e muralhas ao meu redor
Talvez me crucifiques um dia diante de espetáculos indignos
Mas não me venderei
Ó inimigo do sol
E até a última pulsação de minhas veias
Resistirei
Ó inimigo do sol
O porto transborda de beleza… e de signos
Botes e alegrias
Clamores e manifestações
Os cantos patrióticos arrebentam as gargantas
E no horizonte… há velas
Que desafiam o vento… a tempestade e franqueiam os obstáculos
É o regresso de Ulisses
Do mar das privações
O regresso do sol… de meu povo exilado
E para seus olhos
Ó inimigo do sol
Juro que não me venderei
E até a última pulsação de minhas veias
Resistirei
Resistirei
Resistirei*Samih Al-Qassim nasceu em Zarqá, no seio de uma família drusa. Formado professor, depois da publicação de seus primeiros poemas foi proibido pelos israelenses de exercer a profissão.
Não iremos embora
Tawfic Zayyad*
Aqui
Sobre vossos peitos
Persistimos
Como uma muralha
Em vossas goelas
Como cacos de vidro
Imperturbáveis
E em vossos olhos
Como uma tempestade de fogo
Aqui
Sobre vossos peitos
Persistimos
Como uma muralha
Em lavar os pratos em vossas casas
Em encher os copos dos senhores
Em esfregar os ladrilhos das cozinhas pretas
Para arrancar
A comida de nossos filhos
De vossas presas azuis
Aqui sobre vossos peitos
Persistimos
Como uma muralha
Famintos
Nus
Provocadores
Declamando poemas
Somos os guardiões da sombra
Das laranjeiras e das oliveiras
Semeamos as idéias como o fermento na massa
Nossos nervos são de gelo
Mas nossos corações vomitam fogo
Quando tivermos sede
Espremeremos as pedras
E comeremos terra
Quando estivermos famintos
Mas não iremos embora
E não seremos avarentos com nosso sangue
Aqui
Temos um passado
E um presente
Aqui
Está nosso futuro
*Tawfic Zayyad, palestino de Nazaré, é considerado um pioneiro da poesia de resistência. A maior parte de sua obra foi escrita na prisão.
Bilhete de Identidade
Escreve!
Sou árabe
e o meu bilhete de identidade é o cinquenta mil;
tenho oito filhos
e o nono chegará no final do Verão.
Vais zangar-te?
Escreve!
Sou árabe.
Trabalho na pedreira
com os meus companheiros de infortúnio.
Arranco das rochas o pão,
as roupas e os livros
para os meus oito filhos.
Não mendigo caridade à tua porta,
nem me humilho nas tuas antecâmaras.
Vais zangar-te?
Escreve!
Sou árabe.
Sou um homem sem título.
Espero, paciente, num país
em que tudo o que há existe em raiva.
As minhas raízes,
foram enterradas antes do início dos tempos
antes da abertura das eras,
antes dos pinheiros e das oliveiras,
antes que tivesse nascido a erva.
O meu pai descende do arado,
e não de senhores poderosos.
O meu avô foi lavrador,
sem honras nem títulos,
e ensinou-me o orgulho do sol
antes de me ensinar a ler.
A minha casa é uma cabana,
feita de ramos e de canas.
Estás feliz com o meu estatuto?
Tenho um nome, não tenho título.
Escreve!
Sou árabe.
Roubaste os pomares dos meus antepassados
e a terra que eu cultivava com os meus filhos;
não me deixaste nada,
apenas estas rochas;
O governo vai tirar-me as rochas,
como me disseram?
Escreve, então,
no cimo da primeira página:
a ninguém odeio, a ninguém roubo.
Mas, se tiver fome,
devorarei a carne do usurpador.
Tem cuidado!
Cuidado com a minha fome,
Cuidado com a minha ira!
Mahmud Darwish
para a liberdade e luta
me enterrem com os trotskistas
na cova comum dos idealistas
onde jazem aqueles
que o poder não corrompeu
me enterrem com meu coração
na beira do rio
onde o joelho ferido
tocou a pedra da paixão
Paulo Leminski
Rondó da liberdade
É preciso não ter medo,
É preciso ter a coragem de dizer.
Há os que tem vocação para escravo,
Mas há os escravos que se revoltam contra a escravidão.
Não ficar de joelhos,
que não é racional renunciar a ser livre.
Mesmo os escravos por vocação
Devem ser obrigados a ser livres,
Quando as algemas forem quebradas
É preciso não ter medo,
É preciso ter a coragem de dizer.
O homem deve ser livre…
O amor é que não se detém ante nenhum obstáculo,
e pode mesmo existir até quando não se é livre.
E no entanto ele é em si mesmo
a expressão mais elevada do que houver de mais livre
em todas as gamas do humano sentimento.
É preciso não ter medo,
É preciso ter a coragem de dizer.
Carlos Marighella
Passagem do ano
O último dia do ano
não é o último dia do tempo.
Outros dias virão
e novas coxas e ventres te comunicarão o
[ calor da vida.
Beijarás bocas, rasgarás papéis,
farás viagens e tantas celebrações
de aniversário, formatura, promoção, glória,
[ doce morte com sinfonia e coral,
que o tempo ficará repleto e não ouvirás o
[ clamor,
os irreparáveis uivos
do lobo, na solidão.
O último dia do tempo
não é o último dia de tudo.
Fica sempre uma franja de vida
onde se sentam dois homens.
Um homem e seu contrário,
uma mulher e seu pé,
um corpo e sua memória,
um olho e seu brilho,
uma voz e seu eco,
e quem sabe até se Deus…
Recebe com simplicidade este presente do
[ acaso.
Mereceste viver mais um ano.
Desejarias viver sempre e esgotar a borra dos
[ séculos.
Teu pai morreu, teu avô também.
Em ti mesmo muita coisa já expirou, outras
[ espreitam a morte,
mas estás vivo. Ainda uma vez estás vivo,
e de copo na mão
esperas amanhecer.
O recurso de se embriagar.
O recurso da dança e do grito,
o recurso da bola colorida,
o recurso de Kant e da poesia,
todos eles… e nenhum resolve.
Surge a manhã de um novo ano.
As coisas estão limpas, ordenadas.
O corpo gasto renova-se em espuma.
Todos os sentidos alerta funcionam.
A boca está comendo vida.
A boca está entupida de vida.
A vida escorre da boca,
lambuza as mãos, a calçada.
A vida é gorda, oleosa, mortal, sub-reptícia.
Carlos Drummond de Andrade
rapidinha
Dizem que a bom entendedor meia palavra basta, mas seguindo essa lógica formal por que motivo os senhores economistas não previram a crise do capitalismo?
rapidinha
Recomenda-se ao ano que nasce menos malandragem numérica e mais malandragem carioca.
Editorial OCA
Editorial OCA
A Organização Cultural Anarquistas, por meio de participantes espermáticos ou não, vem comunicar à sociedade civil, registrada em cartório de papel passado a ferro, que dá por morta qualquer manifestação de verde-amarelismo em seu nome. Em tempos de Guerra ,triste tempo eterno de guerra na terra de Jesus, adotamos como tática do porvir a mais ferrenha conduta antropofágica
Ah que Kiko!
Dei de presente a um amigo um DVD do seriado Ah que kiko!,traduzido em português com o título de turma do Kiko.O DVD tem alguns aspectos ‘estranhos’,como ao não apresentar aúdio original em espanhol,mas somente em português.
Nota-se a diferença de talento e carisma de Kiko se comparados com os outros personagens do seriado.Totó,o melhor amigo de Kiko,é sem dúvida,uma cópia groceira e sem nenhuma graça de Chaves.O seriado perdeu muito com a morte de seu Madruga,a principal estrela do seriado depois de Kiko.Mas mesmo assim vale a pena pois Kiko por si só já é motivo de muitas gargalhadas.
VIVA A LUTA DO POVO GREGO!!!!
A luta de classes apresenta sua face mais violenta na Grécia, berço da filosofia e da cultura ocidental. A morte do estudante anarquista Alexandros Grigoropulos, de forma brutal pelas forças policiais do governo conservador desencadearam manifestações gigantescas em todos os cantos do país. Dezenas de delegacias e estabelecimentos do governo federal foram queimados e apedrejados ,mais de 600 escolas de ensino médio permanecem ocupadas por estudantes e professores , as manifestações já chegam a sua segunda semana e ao contrário do que esperava o governo a cada dia ficam mais fortes.
Essa onde de protestos, que teve seu estopim com o assassinato do jovem anarquista pela polícia, tem sua gênese na política do governo conservador que quer repassar a classe trabalhadora grega as perdas do grande capital internacional com sua crise financeira estrutural. O povo da Grécia mais uma vez honra a sua tradição de luta e rebeldia e diz em alto em bom som que não pode e não vai pagar pela crise. Pois, enquanto o governo grego promete cortar para o ano que vem substancialmente investimentos em saúde e educação segue a política coordenada pelos Estados Unidos de salvamento aos banqueiros e grandes especuladores.
É preciso ter toda a solidariedade com nossos irmãos de classe gregos na sua luta contra esse governo conservador assassino e em sua luta contra o capitalismo como um todo. Nós assim como eles não podemos e não devemos pagar pela crise que não criamos.
minhas desculpas
Faz realmente muito tempo que eu não aventuro algumas linhas nesse famigerado blog,pela falta de tempo e pelo fato de ter outras prioridades. Fico contente que questões sérias tenham sido tão procuradas pelos leitores, espero estar colaborando de alguma forma com os anseios de vocês.
Abraços e saudações anarquistas culturais
CAPITALISMO COMERCIAL
CAPITALISMO COMERCIAL
O mundo atual vive sob o sistema capitalista.Esse sistema econômico e social surgiu na Europa, após o Feudalismo e mais tarde se espalhou para todo o mundo.O fim do feudalismo caracterizou-se pela desorganização da rígida estrutura social baseada na propriedade da Terra e nas relações de servidão e fidelidade entre os senhores feudais e seus vassalos.Diante do enfraquecimento do poder da nobreza feudal, o regime de servidão pelo qual os camponeses estavam presos à terra também foi perdendo força e, gradativamente, os servos foram deixando os feudos, dirigindo-se para os burgos.Simultaneamente, houve o recrudescimento das atividades mercantis e manufatureiras no continente europeu.O acúmulo de capital dava-se pela circulação de mercadorias, ou seja, pela atividade comercial.Com o aumento da atividade comercial algumas regiões se destacaram, sobretudo as cidades do norte da Itália, que já tinha uma antiga tradição comercial e os países baixos (Holanda) que se tornaram os centros comerciais e financeiros da Europa.Os maiores burgueses desses pólos passaram a financiar grandes empreitadas comerciais, como as expedições ultramarinas, além de controlar praticamente todo o comércio intercontinental da época.Nesse período o acúmulo de capital dava-se pela circulação de mercadorias, ou seja, pela atividade comercial.O estado tinha um papel fundamental na geração de riqueza e na acumulação de capital, na medida que regulava a economia, sendo também responsável pelo seu financiamento.A política que norteava as ações estatais é conhecida como mercantilismo.A riqueza que um país era medida pela quantidade de ouro e prata que possuía em seu tesouro (metalismo) e, para isso, deveria ter uma balança comercial favorável.Ou seja, exportar mais que importar. As expedições ultramarinas levaram à colonização do Novo Mundo recém descobertos sob a óptica do europeu (Américas), lideradas pelas grandes potências do século XV e XVI, Portugal e Espanha.As colônias enriqueceram suas metrópoles, fornecendo mercadorias que eram vendidas pelas burguesias européias com exclusividade e alta margem de lucros.Exemplo disso é a cana de açúcar do Brasil vendida por Portugal com auto margem de lucro no mercado europeu.Em contrapartida as colônias só podiam comprar todos os produtos que necessitavam apenas da metrópole (pacto colonial).Com descoberta de ouro e prata no continente americano, milhões de toneladas desses metais preciosos foram transferidas principalmente para Portugal e Espanha.
EDITORIAL POLÍTICO NÚMERO 4
Empresários,políticos e magistrados do grande circo do Brasil
A prisão do ex-prefeito de sp, Celso Pitta, do mega-especulador Naji Nahas e do banqueiro Daniel Dantas, um dos donos da brtelecon não saem das manchetes de telejornais, jornais e revistas de todo o país.Em um país governado por uma elite parlamentar corrupta, que transita com incrível desenvoltura das páginas políticas para as páginas policiais do jornais, vê agora sua supremacia gângster midiática ameaçada por quadrilhas de mega-empresários, donos de verdadeiras lavanderias de dinheiro público e privado que sai do país sem pagar uma gota de imposto.
Ao contrário do que os ideólogos do neoliberalismo nos contam, o que dá dinheiro é sugar a máquina pública, colocando-a como serviçal de seus interesses.A mídia comprometida até o pescoço com esses senhores, não vai e não pode ir ao cerne da questão, não questiona com a força necessário o fato desses senhores terem desviado de nosso país a soma mínima de 2 bilhões de dólares, prefere o caminho mais fácil endossando o couro dos papagaios da elite que buscam as pressas criar uma mirabolante conspiração comandada pela polícia federal, que estaria ferindo o suposto estado democrático de direito em que vivemos em nosso ensolarado Brasil.
O ministro do STF Gilmar Mendes é o maestro desse couro, defensor dessa teoria cara de pau, levando ao pé da letra ao soltar por duas vezes do cárcere da PF o inocente e indefeso banqueiro Daniel Dantes, que se diz vítima de perseguição política junto com seus companheiros de quadrilha. É triste que o presidente do STF Gilmar Mendes não ache uma afronta ao estado democrático de direito que segundo ele vivemos em nosso país a execução sumária de um menino de três anos que junto com sua mãe e irmão tiveram o seu carro alvejado por engano pela carniceira polícia carioca.
Ironias à parte, a cada dia que passa fica mais evidente que essa justiça tem lado, que esse estado tem lado, e que os políticos, juízes, delegados, etc, já escolheram ao contrário dos seus discursos o seu lado, o lado dos poderosos, são esses senhores os serviçais, lacaios de luxo dos poderosos, quanto aos de baixo maioria da população eles querem que vão as favas e de preferência de bico fechado.
EDITORIAL POLÍTICO NÚMERO 3
Existem fatos e versões a cerca da realidade, não é verdade?O único problema é que esses fatos, embora, alguns poucos sejam bons, em sua grande maioria são péssimos, trágicos para a maioria do povo brasileiro, fazendo com que nem as mais audazes e inteligentes versões consigam esconder tanta sujeira que transborda por debaixo do tapete da política nacional.
A crise dos alimentos?
Os alimentos, por exemplo, cada vez mais caros, o pão de cada dia alimento básico na mesa dos trabalhadores do Brasil, está cada dia mais ralo em suas mesas.As explicações, justificativas como não poderiam deixar de ser são muitas.Para estes senhores a alta no preço dos alimentos está supostamente relacionada com o incremento da produção de etanol americano, eu, contudo, conto a minha versão menos mecânica dos fatos.
A crise financeira, a possível recessão americana, desencadeada pela quebradeira no setor de crédito imobiliário deslocaram os grandes investidores rumo as bolsas de mercadorias.Vide a alta do petróleo, dos alimentos, os especuladores precisam recuperar os seus prejuízos, mas quem paga a conta?Os trabalhadores do Brasil e do mundo inteiro é claro, que a cada mês constatam que os seus salários compram menos pão e menos leito.Essa miséria tristemente fomenta a guerra, o conflito inevitável, os de baixo já não podem suportar as necessidades de acumulação de capital dos de cima.
A construção do espaço geográfico ao longo da história
A construção do espaço geográfico ao longo da história
A divisão política atual, em países, é produto das mudanças no espaço geográfico ao longo da história da humanidade.A revolução agrícola, ou Neolítica, representam o marco onde os homens abandonam a vida nômade, caracterizada pela caça e pela coleta e passam a domesticar os animais e a cultivar a terra.Esse espaço natural é transformado pelos homens através de seu trabalho.Essa sedentarização do homem,ou seja, fixação em um determinado local,resulta no surgimento dos primeiros núcleos populacionais,sociedades mais complexas,origem das cidades.A divisão do trabalho,o avanço da técnica,o surgimento das ferramentas mais sofisticadas resultaram em um quantidade maior de excedente,provocando uma divisão do trabalho,o surgimento de uma elite administrativa e burocrática,que centraliza cada vez mais o poder.Esse processo resulta no surgimento das primeiras cidades-estado.
Essa ocupação permanente do espaço resultaram em relações sociais mais complexas e estáveis,surge à propriedade privada,a elite se perpetua em quanto classe através dos reis,escribas,sacerdotes,militares.Etc.Os territórios das cidades-estado tendem a se expandir,através das conquistas militares.O império Romano é o exemplo disso,pois através do poderio bélico Roma anexou econômica,politicamente e socialmente o mundo ocidental ao mundo oriental então conhecido.Com o declínio do império romano uma nova forma de organização do espaço toma conta da Europa,os feudos,prevalecendo ao oposto do império Romano a descentralização política,tendo como base a propriedade da terra por parte da nobreza.A propriedade feudal tem sua produção voltada para o consumo interno,esse período histórico é marcado por uma forte retração comercial.
O renascimento comercial do final da idade-média resulta em grandes mudanças na organização econômica,política,cultural e social na Europa.Grandes feiras-livres de especiarias e produtos vindos do oriente dão origem a cidades,como Paris,a Europa passa por um processo de reurbanização e as fronteiras nacionais começam a ficar mais claras com surgimento das monarquias absolutistas, que representa a centralização do poder nas mãos dos reis com o apoio da burguesia nascente.Nascem os estados nacionais europeus,contudo,as mudanças políticas influíram sempre na dinâmica das mudanças territoriais até os nossos dias.
Estados nacionais como o espanhol e o português se fortalecem no comércio internacional de especiarias ao se lançaram na busca de novas rotas para a índia,Colombo descobre a América em missão da coroa espanhola,está aberto à expansão marítima,a era do descobrimento trás consigo uma mudança no espaço territorial mundial,descobrem-se sob o olhar do europeu novos continentes.É nesse período histórico que se dá o forte processo de acumulação primitiva de capital,que posteriormente contribui para o fortalecimento do capitalismo europeu.Essa acumulação primitiva de capital só foi possível devido ao forte processo de exploração que as metrópoles européias submetiam as suas colônias no novo mundo,retirando seu ouro,prata,cobre e tudo mais o que fosse possível vender.
É com a Revolução Francesa,em 1789,que o conceito de nação baseado na unidade política se desenvolveu.A burguesia detentora do poder econômico arrancou de forma revolucionária o poder político da nobreza e do clero,tendo seus ideais sido propagados pelos quatro cantos do planeta.A questão das fronteiras estáveis e rigidamente estabelecidas ,como forma de controle político e econômico,ampliando o conceito de Estado,até então mais identificado com questões culturais ,agregando a noção de estado uma concepção política.A questão do estado passa a ser a partir daí um dos principais valores da classe burguesa da Europa ocidental.
Com a Revolução industrial tem começo um forte processo de urbanização do espaço,incrivelmente acelerado,sendo que a taxa de população inglesa urbana ultrapassa a taxa de população rural.Esse processo alastra-se rapidamente por toda a Europa.Com o aparecimento das fábricas,o espaço passa a se organizar de forma diferente,o que resultou no aparecimento das cidades industriais.Em pouco tem a Inglaterra tornou-se a nação mais poderosa do mundo,conquistado a maior parte dos territórios da áfrica e Ásia,etc, através de seu poder político.É promovida uma verdadeira partilha colonial entre os imperialismo europeus,devemos destacar o capitalismo francês e alemão desenvolvidos em um segundo período da revolução industrial.A busca por territórios,que representavam novos mercados para a crescente capacidade produtiva.Essas tenções entre as nações européias,em especial entre a Inglaterra e a Alemanha que já superava a primeira no cenário econômico mundial sãos os embriões que pariram a primeira grande guerra mundial .
Com a primeira guerra mundial nasce à supremacia econômica norte-americana,a configuração territorial tem novas mudanças com o fim dos impérios Austro-Húngaro,originando a Tchecoslováquia ,Hungria e Polônia.O império russo caí dando lugar à união soviética e ao primeiro estado operário da história,no oriente médio tem o fim do império Turco Otomano.A paz humilhante imposta à Alemanha,a crise econômica de 29,será um terreno fértil para o nazi – fascismo resultando já nos germes da segunda grande guerra mundial.Após,o término da guerra em 45 estala-se uma nova ordem,de bipolaridade entre o capitalismo e o socialismo.
REDE URBANA E A HIERAQUIA DAS GRANDES CIDADES
REDE URBANA E A HIERAQUIA DAS GRANDES CIDADES
Nem todas as cidades tiveram o mesmo desenvolvimento e algumas cidades cresceram em ritmos diferentes do que outras.Esse fenômeno ocorreu não só em termos do aumento da população, mas também em relação à complexidade dos setores secundários e terciários.Com o capitalismo houve uma intensificação das trocas entre as cidades, e as maiores passaram a ter uma crescente influencia sob as menores, chamada de redes urbanas.Essas são mais complexas em áreas com economias mais desenvolvidas, estabelecendo a partir de sua influência econômica, política, social uma hierarquia urbana sob as redes urbanas e cidades mais atrasadas.
Metrópole mundial ou cidade global – exerce influencia não somente em seu país, mas em todo o mundo.Ex: NY, Tóquio.Alguns autores da geografia consideram cidades globais somente as cidades globais dos países desenvolvidos.Outros incluem como cidades globais cidades localizadas em países em desenvolvimento, como SP.
Características das cidades globais: pólo tecnológico, centro econômico e financeiro, forte industrialização e desenvolvimento do setor de serviços, com influência global na dinâmica do sistema capitalista globalizado.Outros exemplos: Chicago, Londres, Paris, Zurique (países ricos); SP, Cidade Do México (países em desenvolvimento).
IMPORTANTE: existe um conceito de mega cidades formulado pela ONU para classificar cidades com mais de 100 milhões de hab, uma cidade global para a ONU pode ou não se confundir com uma mega cidade.Exemplo: Tóquio (mega cidade e cidade global), SP (mega cidade).
Metrópole nacional – exerce influência em uma determinada região nacional.Ex: SP, RJ, POA, BH.
Metrópole regional – Vitória, Goiás, Manaus, Caxias do sul.
Capital regional- serve de pólo para diversos centros regionais menores- pelotas,rio grande
Centro regional - tem influencia sob cidades menores e vilas- Torres,Gramado
Megalópoles
A crescente urbanização gerou um fenômeno conhecido como conurbação,que designa um processo em que duas ou mais cidades passam a constituir uma área entregada,usufruindo serviços de infra-estrutura comum,tornando as áreas urbanas contínuas.As zonas rurais que ficavam nas periferias dessas cidades foram desaparecendo,ocupadas por atividades tipicamente urbanas,diminuindo assim os espaços entre elas.Os limites entre uma e outra passam a ser praticamente imperceptíveis,não se distinguindo onde começa uma e termina a outra,criando-se uma verdadeira união física das cidades.Isso não significa que necessariamente em áreas conurbadas inexistam zonas rurais.Muitas vezes encontramos pequenas zonas agrícolas,quase sempre voltadas para a policultura que tem como destino o abastecimento das próprias cidades.
O processo de crescimento e expansão das cidades deram origem às metrópoles,cidades interligadas com serviços de infra-estrutura urbana comuns,onde uma delas exerce uma fortíssima influência sobre as outras sendo por isso chamada de cidade central.Essas áreas metropolitanas continuam em expansão,algumas em um ritmo mais acelerado do que outras.Assim, o espaço ocupado pelas áreas metropolitanas muitas vezes acaba decorrendo em um fenômeno que resulta no surgimento das megalópoles,ou seja, na conurbação das metrópoles.
Exemplos de megalópoles:
Boswash no nordeste americano estende-se de washiton até Boston,na região dos grandes Lagos.
Chipitts nos grandes lagos dos EUA tem uma pop.De 50 milhões de hab,de Chicago até Bittsburgh.
Japonesa- de Tóquio até Nagasáqui,como mais de 100 milhões de hab.
As cidades tecnopólos – a revolução tecnocientífica (terceira revolução industrial) que marcou o século 20.,Em especial sua segunda metade,trouxe conseqüências também na organização espacial das cidades,dando origem àquelas conhecidas como tecnopólos.Hoje a tecnologia é vital para as relações econômicas.A pesquisa e os institutos de tecnologia de ponta passaram a ser os centros nervosos para a própria dinâmica do mundo capitalista.Nos anos noventa um fenômeno importante marca a transformação de antigos centros universitários de pesquisa avançada passam a ter uma revolução ativa com as empresas de alta tecnologia,como por exemplo,de informática ,telecomunicações e biotecnologia.Esses centros de excelência tornaram-se pólos para a atração de indústrias dessa área.Os tecnopólos normalmente estão situados próximos a grandes centros urbanos.Um dos mais importantes tecnopólos norte-americanos é Boston,Massachusetts,onde estão duas das mais importantes universidades do mundo como Harvard e o MIT.Nessa área alem da indústria bélica,encontramos muitas outras companhias ligadas a outros ramos da tecnologia de ponta.Embora esse tipo de aglomeração seja típico dos países ricos,dado ao volume de investimento e a complexidade da infra-estrutura técnica,países como a índia e a Coréia do Sul vem investindo muito em educação e em pesquisas para desenvolver seus tecnopólos.
A REVOLUÇÃO INDUSTRIAL E O DESENVOLVIMENTO DO MUNDO URBANO
A REVOLUÇÃO INDUSTRIAL E O DESENVOLVIMENTO DO MUNDO URBANO
A Inglaterra foi o berço da Revolução Industrial e das cidades com atividades industriais.De norte a sul do país surgiram indústrias movidas pela máquina a vapor, usando o carvão como fonte de energia.Essas unidades fabris foram instaladas próximas as grandes jazidas carboníferas inglesas.Os pequenos povoados começaram a receber milhares de pessoas que deixavam o campo em busca de trabalho nas fábricas, processo esse denominado de êxodo rural. A Revolução Industrial, iniciada a mais de 250 anos, estendeu-se por todo o mundo e foi o divisor de águas entre o mundo rural e o mundo urbano que conhecemos hoje.Até então, o campo determinava o modo de produzir, o modo de vida e as relações entre os homens, a cultura, a política e a sociedade.
A Revolução industrial redirecionou as funções do campo e da cidade com uma força avassaladora.A crescente população urbana pressionou o campo para o aumento da produção de alimentos e de matérias-primas, que seriam utilizadas nas nascentes fábricas, de lá e tecidos. O campo, portanto, começa a ser regulado pelas necessidades das zonas urbanas, por suas atividades industriais e comerciais, caracterizando novas relações espaciais.A zona rural passa a ser produtora de matéria prima, e as cidades desenvolvem atividades secundárias (indústria) e terciárias (comércio e serviços em geral).Essas novas relações acabam por transformar as relações culturais, sociais até então existentes no campo.
Implanta-se a partir daí uma nova forma de organização da produção: algumas fabricavam certos produtos que eram consumidos por terceiros que, por sua vez, também produziam outros bens, que também seriam consumidos por outras parcelas da população.Desenvolve-se e se difunde a partir desse período a idéia de mercado, a produção voltada para um mercado consumidor específico e a divisão social do trabalho.As cidades passam a acumular riquezas, e o capital passou a ser investido no próprio negócio para gerar ainda mais lucros.Uma burguesia nacional se fortalece sob a indústria e detém grande parte das riquezas nacionais, passando a controlar grande parte dos recursos advindos das zonas urbanas marcadas pela presença das fábricas.
Na Inglaterra no século 19.,Além da capital Londres,uma das primeiras cidades globais,muitas outras cidades se desenvolveram tendo como base o processo de industrialização,surgindo principalmente nas proximidades de áreas carboníferas como Liverpool (cidade dos beatles,heheeheheh),Bristol,New Castle,Manchester,etc. Na virada do século 20,o modo de vida urbano era predominante na Europa e já se alastrava pelo mundo em especial na costa Americana (onde os EUA são banhados pelo oceano atlântico).Nesse período Londres e NY já eram consideradas grandes cidades pelo número de habitantes e por sua infra-estrutura urbana.
raimundo
Raimundo,
Tem muita coisa errada nesse mundo,
Raimundo,
O chão que agente pisa é uma metáfora
A vida que agente tem é uma piada,
O samba que agente toca é gargalhada
E vamos lá
Loucos varridos a cantar
- Raimundos
Estudo
Estudo
Deus que me perdoe,
Mas a cada dia
Acho mais interessante,
A dialética marxista.
A dor no calcanhar
A inércia contente,
O burguês Aquiles doente,
Que de sapatos brancos vai morrer.
ARTE E LIBERDADE
ARTE E LIBERDADE
A arte apresenta-se como espelho da liberdade, construtora de discursos, produto de diferentes sociedades e da imaginação humana.Luta-se pela verdade artística, não no sentido estético de tal ou qual escola, mas no sentido mais amplo da fidelidade do artista com seu eu interior.Sem isso a Arte não tem consistência, é como cerâmica inacabada.A arte não deve ser moldada de acordo com propósitos políticos de estado, governo ou partidos, cabe ao artista individualmente enquanto sujeito social optar por posturas mais ou menos críticas, seja em relação às formas, estéticas artísticas seja no terreno dos embates sociais.
Liberdade para a arte, liberdade para todos os homens.Até hoje, porém, nenhuma cultura, nenhuma sociedade foi capaz de universalizar o dito saber artístico e todos os seus códigos ao conjunto de toda a população, resguardando o conhecimento mais avançado das culturas a membros das elites.Na Grécia, por exemplo, uma pequena elite dedicava-se as artes plásticas, a filosofia e ao teatro enquanto a grande maioria da população era composta por escravos que trabalhavam exaustivamente.Na Idade Média a arte e quase todo os conhecimentos estavam na mão da igreja católica e de uma pequena nobreza feudal.
No capitalismo a arte como quase tudo, torna-se uma mercadoria, limitando a liberdade do fazer artístico a certos patrões decorativos comerciais.A arte se massifica, como bem de consumo, contudo, associa-se qualidade artística a preço fazendo com que a arte torne-se um luxo desfrutado apenas de forma mais completa pela elite burguesa.
Precisamos, pois, como tarefa de nosso tempo, universalizar o fazer e os conhecimentos artísticos ao conjunto de toda a população, libertando, trazendo luz, sempre mais luz na busca da amálgama das culturas do homem.A arte pode ser um brilhante discurso educacional, formador de sujeitos mais críticos, capazes de emitir suas próprias opiniões e juízos de valor perante a sociedade e a vida.A arte existe, o Homem existe, por que não sonhar e lutar por uma arte totalmente revolucionária e independente.Será que alguns desses caminhos passam pelas salas de aula?
Construindo Professores Construindo Discursos
Construindo Professores
Construindo Discursos
Franco De Souza Machado
A construção dos saberes docentes se dá de forma combinada com o desenvolvimento do indivíduo, o sujeito professor existe além da sala de aula.Antes de ser o ‘mestre’ de geografia, biologia ele é o pai, o marido, a mulher ou o homem, o trabalhador vivente em uma sociedade fortemente hierarquizada, dividida em classes sociais antagônicas.A geografia das salas de aula é a geografia dos discursos, o espaço escolar apresenta-se como uma fotografia das relações de produção.O professor reproduz o papel do patrão, carregando em si toda a força do estado.O aluno nesse grande teatro social representa o operariado, esmagado por uma série de discursos e tolhido a ver a educação apenas como um obstáculo social ou como uma oportunidade de desenvolvimento profissional à medida que desenvolve conhecimentos técnicos.Infelizmente, a sociedade tem seu próprio ritmo, seu próprio desenvolvimento histórico, sepultando ora ideologias e categorias científicas para em seguida recuperá-las para o debate.Um tema que em minha opinião necessita ser revisado é a relação da escola com a sociedade, a possibilidade ou não do desenvolvimento de um conhecimento escolar imparcial, de uma escola que apresente o saber como algo determinado, ainda que confundido por uma diversidade de discursos e currículos que convergem sempre para um mesmo caminho a manutenção da ordem.
*
A escola de nossos dias aborda questões ainda polemicas como o machismo na construção da mulher ideal, serviçal primeiro do marido e dos filhos e agora do patrão.Avançamos em uma abordagem mais crítica das opressões e explorações presentes no capitalismo, contudo, ainda somos demasiadamente descritivos e quantitativos sem adentrar com maior profundidade nas qualidades dos problemas sociais.A vida real é mais complexa que uma estatística, sendo essa apenas uma ferramenta, embora, muitas vezes tratada como um fim em si mesma.Porém, apesar das conquistas, precisamos ir além, vencendo a barreira do paliativo e do imediatismo intelectual. É preciso estudar,vivenciar e transformar o processo.A máxima de que nenhuma teoria é válida se não resiste a concretude da realidade material é valida para a geografia das salas de aula.O professor e sua relação com os discursos da sociedade, tal qual o machismo em relação às mulheres docentes me chama bastante a atenção, como algo que transborda o espaço das salas de aula.Concordo com a professora Guacira Lopes quando essa apresenta a rede de caricaturas sociais construídas ao longo do tempo sobre as professoras e como essas funcionaram e ainda funcionam como argumentos velados da exploração, pelo não reajuste salarial.A professora se desenhava como a tia, a que dá aulas por amor, por vocação, portanto não importam os baixos salários e as más condições de trabalho a professora seguirá dando aula porque ela nasceu para isso e nada a removerá de seu ideal quase divino.A escola brasileira está falida, existe um projeto de estado para cada vez mais sucatear e fortalecer o ensino privado em todos os níveis educacionais.Questiono Maura Lopes e Eli Henn Fabris como é possível inserir o excluído em um contexto de crise da educação?
*
Como será possível em cenário em que as escolas públicas atendem de forma precária a demanda dita regular de estudastes, que os professores ganham mal e não tem qualificação para lidar com a diferença. É triste mas nossa educação pública que é o que me compete não passa de uma velha máquina fordista,operando pelo ‘milagre’ da luta social de nossos educadores.Falta leitura, falta estrutura para o desenvolvimento de professores mais críticos, que vão além da matéria que conhecem com profundidade, despertando em seus alunos seus próprios valores e colaborando para a criação de um sujeito realmente transformador e participante da realidade, da sociedade em que vive.Meu recado para os professores da faculdade de educação, com toda a humildade para os queridos mestres, e que continuem com suas pesquisas pedagógicas, epistemológicas, mas que também vençam os muros da universidade, participando da luta direta do povo, pois, as teorias por mais brilhantes que possam ser precisam passar pela prova de fogo da realidade concreta.A dialética do conhecimento humano aproveita o que a história demonstra como válido e refuta, supera aquilo que já deu sua contribuição social a humanidade.Temos o direito de perecer, a escola e as ideologias sociais também.Fica, contudo, o processo, o desenvolvimento do conhecimento humano.Já é hora de construir novas geografias, novas escolas, novas sociedades nacionais em um novo sistema.
Bibliografia:
Gênero e Magistério:Identidade,História,Representação
Lopes Louro,Guacira.
O Discurso Do Avesso: A Geografia Da Sala De Aula
Moreira,Ruy.
Manter-se Na Escola Regular:Um Esforço Que Não Garante Lugar De Incluído.
Corcini Lopes,Maura.
Henn Fabris,Eli.
EDITORIAL PÓLÍTICO NÚMERO 2
É triste constatar que um dos biomas mais ricos do mundo,a floresta equatorial ainda mais preservada,corre risco de vida.SOS amazônia,a floresta é nossa mas quem a internacionaliza é a nossa própria elite nacional que de mãos dadas com as elites internacionais internacionalizaram,devastaram,queimaram a floresta,a transformaram em móvel e pasto,mais uma propriedade privada.Essa discução é balela,assunto pra vender jornal e oportunidade para o governo fingir que faz algo em favor do meio ambiente.Verdade é que esse governo é responsável por privatizar de forma branca grande áreas de floresta e os senhores dos países desenvolvidos são os principais compradores de nossa madeira ilegal e das plantações de grãos plantadas em zonas de desmatamento.
EDITORIAL Político Número 1
O fato de o governo iraquiano estar abrirdo suas reservas petrolíferas para a iniciativa privada dos grandes países capitalistas da europa e os estados unidos não sumpreende nem ao mais tacanho dos mortais.Ao contrário do que o imperialismo americano tentou de toda a forma criar essa não era uma guerra da américa democrática contra o iraque ditatorial,mas sim uma guerra de rapina do petróleo iraqueano.Esse governo é um fantoche,e a prova disso é a vitória da resistência do povo iraquiano contra as tropas americanas e contra esse governo fantoche.Não é necessário se postular contra o imperialismo americano para constatar que essa guerra expressa-se no genocídeo de um povo,na misérie e morte de milhões.TUDO ISSO POR QUÊ? por petróleo que com a queda do dólar vale mais do que ouro……….
editorial político número zero
O fato de o MP de São Paulo apresentar uma denúncia como essa demonstra que essa instituição está mais preocupada com o trânsito da cidade de São Paulo do que com as condições degradantes e os salários miseráveis dos professores de SP.Mas, na realidade o MP não está nem aí para o grave problema do trânsito em SP,está é sim utilizando esse fato para atacar o direito legítimo de manifestação dos professores.É a velha história que todos sabemos,a justiça sempre servindo aos ricos,aos governos e aos corruptos e sempre contra os pobres e e os trabalhadores.
POEMAS BY FRANCO VERMELHO
VOCÊ SAI DANÇANDO
PELAS RUAS DE UM BAIRRO
MUÇULMANO DO PARAGUAI?
VOCÊ ACREDITA
NO DESTINO DE UM ELEFANTE?
PARABÉNS VOCÊ É HUMANO………..
as origens da OCA
EDITORIAL OCA BY VIRTUAL LTDA.
nós começamos esse pequeno blog com muita modéstia e com essa modéstia queremos continuar.Quando o criamos tínhamos o desejo de sermos visitados por 1000 almas durante um longo ano.Uma meta ridícula para os viciados em blogs,coisa que nós nunca vamos ser.Pois bem,passando algum tempo nós não só passamos essa meta como já estamos a ponto de dobra-lá.Nós não cuidamos desse blog como deveria em virtude de nossas vidas corridas de estudantes latino-americanos,pedimos a todos que continuem bixoiando nossas matérias por vezes loucas,por vezes roubadas de outros sites,e por outras vezes redigidas com seriedade.
meu abraço a vocês e beijo na bunda.Viram novidades por ai em julho…………….
umas linhas sonolentas
-ai que preguiça diz o bom matuto aculturado
- ai que preguiça diz o nobre deputado
- ai que preguiça diz a dona trabalhadera,que trabaia de segunda a sabado,sem folga na sexta feira
- e assim ficam todos cantando senhores da matáfora do Brasileiro Vagabundo
e enquanto isso na Terra dos outros eu escrevo umas linhas
O GRANDE CHEFE
O GRANDE CHEFE
O cultuado diretor e roteirista dinamarquês Lars Von Trier, nos brinda com mais uma de suas obras de arte cinematográficas, a comédia O Grande Chefe (the Boss of it All). Larzs é um dos fundadores do movimento cinematográfica internacional, Dogma 95 e diretor do ótimo Dogville.
O Grande Chefe tem como cenário uma empresa de informática dinamarquesa, que conta com um pequeno quadro de funcionários subordinados a uma chefia misteriosa, a qual ninguém jamais viu.Porém, na realidade esse chefe não existe. É uma criação de Ravn, o verdadeiro dono da empresa, que se apresenta apenas como diretor a seus funcionários. Ravn utiliza esse subterfúgio para puder explorar ainda mais seus funcionários, jogando a hostilidade dos trabalhadores a um chefe imaginário e distante, tornando-se assim amigo de seus funcionários. E é justamente isso que o verdadeiro Grande Chefe quer, criar um ambiente de amizade que mais lembra uma família, onde todos felizes produzem mais.
O quadro de funcionários da empresa de informática do filme é um tanto excêntrico, marcado por trabalhadores que apresentam todos os tipos de problemas: agressividade, ansiedade, dificuldade de comunicação, ninfomania. Lazs quer com isso satirizar a competição excessiva, o excesso de trabalhado a qual são submetidos os trabalhadores dentro do capitalismo.Um olhar mais atento pode notar também que o diretor acentua a mentira das relações patrão e empregado, pois durante o filme Ravn é visto e tratado com mais um colega por seus empregados.
quem é você???
você sai dançando
pelas ruas de um bairro
muçulmano no Paraguai?
você acredita no destino traçado
de um Elefante?
você caminha pelas ruas frias da capital à espera de um milagre que nunca vem?
quem é você?eu sou você?
três fragmentos do manifesto Antropófago
Antes dos portugueses descobrirem o Brasil,o Brasil tinha descoberto a felicidade.
Tupi,or not tupi that is the question
Só a Antropofagia nos une.Socialmente.Economicamente.Filosoficamente.
Joseph Klimber
CIA.OS MELHORES DO MUNDO,um monte de loucos ganhando dinheiro de forma digna fazendo os outros rirem até se mijar…………………………..
EDITORIAL
ISSO É UMA VERGONHA ,ISSO É ABSURDO,ISSO É PALHAÇADA,ISSO SÓ ACONTECE NO Brasil
SE VC NÃO ACREDITA nesse senhor bem caquético, nessa múmia paralitica,nesse papagaio dos empresários
faça como nós,vire um anarquista cultural e participe da oca
mas quem é esse senhor? descubra por si mesmo
Entrevista com os alunos da escola estadual Júlio de Castilhos
Entrevista com os alunos da escola estadual Júlio de Castilhos
A voz e a vez do estudante refletir a escola
Introdução
Optamos ao entrevistar os estudantes do colégio Júlio de Castilhos, por desenvolver uma abordagem sociológica mais crítica.Percebemos ao longo dos anos, não negando nossa experiência como estudantes secundaristas, que a sala de aula não se configurava e ainda não se configura como um ambiente dos estudantes e sim como um ambiente, onde se manifesta muitas vezes apenas o poder e as vontades dos professores.E nessa escola o ambiente dos estudantes, seu espaço de contestação e relacionamento apresenta-se na figura de seu grêmio estudantil.O grêmio é mais que um espaço de luta onde se discutem os problemas da escola e da sociedade, é um espaço de convivência onde surgem amizades, rixas políticas, amores, etc.
O grêmio é talvez a célula viva da escola, onde a efervescência de idéias salta aos olhos, por isso mesmo abandonamos a rigidez do sociólogo que observa o seu sujeito de investigação de forma externa, queremos ser parte desse processo, precisamos muito mais ouvir do que perguntar.
O colégio Júlio de Castilhos, popularmente conhecido como Julinho é o maior colégio de ensino médio do estado.Carrega uma bagagem de luta e excelência, quando o assunto é lutar por uma educação gratuita de qualidade para todos.Seus estudantes sempre estiveram na vanguarda da luta estudantil no RS, des dos anos 60 na luta contra a ditadura, passando pelas manifestações massivas pelas diretas já de 84 e desembocando na luta contra o desmanche da educação promovido na década de 90 e 2000 pelos governos neoliberais com verniz de esquerda ou não.
Entrevista
O grêmio estudantil: A voz e a vez do estudante refletir a escola
Ao chegarmos à escola em uma terça feira à noite, fomos muito bem recebidos pela direção, que após um momento de desconfiança sentiu-se bastante à vontade dado ao caráter informal da nossa pesquisa.Hoje, contudo, era o dia de irmos de encontro aos estudantes, em seu espaço dentro da escola: O grêmio estudantil.
Chegando ao grêmio fomos tratados como velhos amigos pelos estudantes que lá estavam, éramos iguais, tanto pela idade que não difere tanto, quanto pela postura em relação ao desmonte da educação pública em todos os níveis de ensino.Alguns estudantes responderam nossas perguntas, porém as estudantes Ana Moreau e Angie Bandeira manifestaram total interesse na pesquisa e responderam a todas.
Disseram-se apaixonadas pela escola e muito tristes porque mesmo com toda sua luta não conseguem melhorar a escola, que entre outros debilidades apresenta problemas de estrutura em decorrência do corte de verbas da educação pelo governo do estado.Reclamam da enturmação que aumentou o número de estudantes de 20 para 50 estudantes por sala de aula, argumentam que assim torna-se impossível de o professor dar uma boa aula.Logo a revolta começou a aparecer com ainda mais força, os estudantes revelam, que os professores demitidos em decorrência de enturmação, fazem parte em sua grande maioria da oposição a direção da escola e são participantes também da oposição no sindicato.
O papel do professor na avaliação dos alunos e a relação com o currículo
Para as estudantes o melhor turno para se estudar na escola é o noturno, porque segundo essas, é onde se encontram as pessoas mais sérias, que trabalham o dia inteiro e vêem na escola a oportunidade de melhorar de vida conseguindo um emprego melhor com o aumento de suas escolaridades.
Ao contrário do que o senso comum pensa, os alunos ao apontar que matéria gostavam mais afirmaram que tal avaliação, pois para eles uma aula boa depende muito mais da vontade e do interesse dos professores do que das matérias que esses ministram.Um dos professores mais citado pelos alunos pela qualidade de sua aula é um professor de física, matéria dada como vilã junto com a matemática nas escolas e nos vestibulares.
Em contrapartida, na conversa com os estudantes explicitou-se claramente a total falta de liberdade para a construção de seus currículos junto com seus professores.Para eles salvo algumas exceções, a relação professor-aluno é fria, superficial e burocrática configurando a sala de aula, como um espaço de poder dos professores.Fatos de descriminação dos professores em relação aos alunos e vice-versa aparecem com certa força, o racismo, o machismo e a homofobia estão fortemente presentes e se percebe pelas músicas que tocam no recreio, pelo comportamento da grande maioria dos alunos.A escola não está pronta do ponto de vista pedagógico e estrutural para receber deficientes, e quando os recebe segundo os alunos os próprios professores acabam discriminando-os.
O Julinho é um colégio em decadência em virtude do corte de verba para a educação, mas o amor de seus professores e alunos e as necessidades de aumento salarial e de verbas leva essa grande escola a estar na resistência, contra os ataques a educação.Quem escreverá o próximo capítulo dessa história.
O ensino de geografia:Uma disciplina da ordem
O ensino de geografia:Uma disciplina da ordem
Uma indagação perturba o geógrafo atento: Porque a geografia sempre permanece como disciplina no currículo escolar, apesar de várias mudanças nos currículos ao longo do tempo.Mais, raro observa bem Ruy Moreira são os geógrafos críticos que conseguem ver que por trás dessa aparente sobrevida da geografia escolar encontra-se a ordem estatal.A geografia através de uma categoria sua por excelência, o espaço, remete a ordem, a organização, uma ordem tópica onde tudo está dividido em camadas hierarquizadas.O espaço e sua natureza topológica, lugar, distância, extensão, etc.
Assim a geografia dos bancos escolares através de categorias como a de espaço, funda e passa as noções elementares de estrutura, organização e ordem.Ensina-se nas escolas a organização espacial das sociedades, chegando até a existência daqueles que a condicionam como uma ciência das organizações.
Essa dimensão topológica do espaço acaba por ajudar a construir um imaginário da organização,das ordenações das coisas que extrapola o plano topológico,da geometria.Em função disso acaba por servir a um discurso de hierarquização das coisas,das pessoas,em grupos e categorias específicas.
Ensinando a noção de ordem em uma sociedade já em si mesma,socialmente estratificada,hierarquizada,dividida em classes sociais,como a que vivemos,a geografia ensinada em sala de aula acaba por servir como ferramenta da manutenção dessa ordem.O arranjo espacial da sala de aula é em si a reafirmação dessa mesma ordem,visando servir a legitimidade do poder do professor sobre os alunos.
A ordem econômica do capitalismo transforma a sala de aula em um espelho da sociedade,baseada em uma tecnologia industrial de produção padronizada,em massa e em série,a escola é uma linha de montagem,sendo a relação professor e alunos uma reprodução dos processos industriais.O aluno é habituado a uma ordem em sala de aula, que não passa de uma fotografia das mesmas relações de exploração presentes na sociedade capitalista.
Aquecimento ou resfriamento global?

Zero Hora de 16 de março de 2008 | N° 15542 Alerta
Artigo
Aquecimento ou resfriamento global?, por Luiz Carlos Bldicero Molion*
Tema para debate
No início da década dos anos 1970, eu estava cursando meu doutorado em Meteorologia nos Estados Unidos e vivenciei um “arrefecimento global” que vinha ocorrendo desde 1947. O “consenso científico” da época era de que estávamos na iminência de uma nova era glacial. Felizmente, para alívio da Humanidade, o resfriamento acabou em 1976! Hoje o “consenso” é o oposto. O curioso é que alguns meteorologistas que propalam o aquecimento atual faziam parte do grupo que alardeava o resfriamento há 30 anos. Não há dúvida de que houve um aumento da temperatura global. Segundo o Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC, sigla em inglês), esse aumento teria sido entre 0,4°C e 0,7°C. Também é inegável que a concentração de dióxido de carbono (CO2) aumentou e que teria sido de 35% nos últimos 150 anos, segundo o IPCC. A questão é se o aquecimento atual foi natural ou foi provocado pelas emissões de CO2 pelas atividades humanas por meio da queima de petróleo, carvão mineral e florestas tropicais, incluída a Amazônia. Em princípio, o processo físico responsável pelo aumento de temperatura seria a intensificação do efeito estufa, já que o CO2 é um dos gases que o compõem, mas não o mais importante. Baseado nessa hipótese, o IPCC produziu cenários com concentrações de CO2 dobradas até o ano 2100, que foram utilizados para simular o clima em modelos de computador. Os resultados dessas simulações sugeriram que poderá haver um aumento da temperatura global entre 2°C e 4,5°C. Os efeitos desse aumento de temperatura seriam catastróficos! Uma das conseqüências seria a elevação dos níveis dos mares de até 60 centímetros, que, dentre outros impactos sociais, forçaria a relocação dos 60% da Humanidade que vivem em regiões costeiras. Não há, entretanto, comprovação científica de que o CO2 armazenado na atmosfera nesses 150 anos seja originário de emissões antrópicas ou mesmo que seu aumento tenha causado o aumento da temperatura. Análises dos cilindros de gelo da Antártica indicaram que a temperatura global esteve mais elevada nos períodos interglaciais, 130 mil, 250 mil anos atrás, porém as concentrações de CO2 sempre foram inferiores às atuais. Foi comprovado, ainda, que o planeta esteve mais aquecido entre os anos 800 e 1.200 d.C e que 60% do aquecimento moderno ocorreu entre 1925 e 1946, sendo as emissões inferiores a 10% das atuais em ambas as situações. Em adição, provou-se que o aumento da temperatura antecede o do CO2 e não o contrário, tornando o aquecimento global antropogênico questionável. Embora a concentração de CO2 continue aumentando, observações dos últimos 10 anos mostraram que a temperatura global está diminuindo e que é muito mais provável que o clima se resfrie nos próximos 20 anos, semelhante ao que ocorreu entre 1947-1976. Mudanças climáticas globais são naturais e não há como modificá-las. O Protocolo de Kyoto, por exemplo, é inútil quanto à diminuição do aquecimento. A histeria do aquecimento global fez com que o público confundisse mudanças climáticas com conservação ambiental, coisas totalmente distintas. A conservação ambiental é uma necessidade de sobrevivência da Humanidade, independentemente de mudanças climáticas, quer seja aquecimento ou resfriamento global.
*Professor da Universidade Federal de Alagoas, Ph.D. em Meteorologia
40 anos do maio de 68 Sejam realistas exijam o impossível
40 anos do maio de 68
Sejam realistas exijam o impossível1968, “o ano que não acabou”, Maio de 1968, o mês que incendiou as ruas de Paris, da França e de todo o mundo. Toda a década de 1960 é marcada por profundas transformações no cenário internacional, consolidação da revolução cubana, ditaduras militares na América do sul, fortalecimento do movimento negro, de mulheres e nascimento do movimento GLBTT nos EUA, guerra do Vietnã. O imperialismo Francês junto com seu exército é derrotado na revolução argelina, enfraquecendo o governo do general Charles De Gaulle, ’herói militar da segunda grande guerra.De Gaulle, com o apoio da burguesia dá um golpe branco no IV república francesa, em 1958, governando até 1969.
Secundaristas e universitários tomam as ruas de Nanterre, cidade próxima de Paris, contra a proibição imposta pela universidade local de que homens e mulheres freqüentassem os mesmos dormitórios universitários. Enfrentam a polícia gaulista com pedras e palavras de ordem criativas, como os próprios estudantes ironizavam, ”era a vontade geral contra a vontade do general”. As manifestações massificam-se de forma espontânea, e a ela aderem trabalhadores, artistas e intelectuais. Os padrões comportamentais da burguesia francesa são questionados, o machismo, a homofobia, o racismo e a xenofobia são combatidos: ”Somos todos Judeus alemães”, gritam os manifestantes nas ruas em solidariedade aos explorados e oprimidos de todo o mundo.
As direções tradicionais do movimento de massas francês são duramente questionadas pela vanguarda de luta do maio de 68, que não confiavam no PCF e nos social-democratas dadas as suas posições vacilantes, capitulações e traições no pós-segunda guerra mundial.O PCF é o mais atacado, em virtude de seu apoio ao massacre promovido por Moscou aos operários revolucionários da Hungria em 1956.O sarcasmo e inteligência apresentam-se na celebre frase, ”o PC tem medo da revolução”.
Mais do que valores morais são questionados, se quer mais do que a libertação sexual. Querem destruir a escola arcaica e repressora, a estrutura de exploração das fábricas, mas acima de tudo, ainda que em grande parte sem consciência disso querem acabar com o sistema capitalista e com o estado burguês francês, que explora, oprime os trabalhadores franceses e os imigrantes, que embrutece e molda a juventude em suas escolas e universidades. “O poder tinha as universidades, os estudantes tomaram-nas. O poder tinha as fábricas, os trabalhadores tomaram-nas. O poder tinha os meios de comunicação, os jornalistas tomaram-na. O poder tem o poder, tomem-no!”
O maio de 68 espalhou-se como uma ‘praga’ por toda a Europa e em todo o mundo, no Brasil a luta contra a ditadura militar toma um caráter mais radical, a Bélgica, Itália, Holanda, vivem suas jornadas de lutas. “Sejam realistas, exijam o impossível”, é o legado que esses bravos estudantes nos deixam, quarenta anos depois,pois se algo falou,foi mais luta e a força de uma direção revolucionária capaz de ajudar os trabalhadores e os estudantes a lutarem pela tomada do poder. Mas a realidade das lutas na França, na Ásia e áfrica, demonstra que a luta e a perspectiva do socialismo está mais viva do que nunca. E em nosso país, ainda que de forma mais lenta, não se pode diminuir a vitoriosa ocupação da reitoria da UNB,que marca sem dúvida o renascimento do movimento estudantil brasileiro após a traição de Lula e do PT.
editorial oca
gente,gente ,gente depois de mais de dois meses na web nos já temos quase 600 acessos. comparados a maioria dos blogs e sites nós ainda somos um ridículos,porém agora somos ridículos com direito a citação por outros mais ridículos ainda. como diria um grande amigo nosso:”se não fosse,não seria”.
não estamos podendo atualizar o blog com a mesma frequência de antes, é que nos falta tempo e instrumento
o evangélico humilde
Tristes ilusões. O evangélico humilde toma o coletivo na manhã de um sonolento domingo.O ônibus está vazio, hoje ele pode escolher onde se sentar, amanhã, porém quando for trabalhar não será assim.Este simpático senhor trabalha de segunda a sábado, e todos os dias toma o primeiro coletivo, que sempre vem lotado.
Outro dia lhe veio na cabeça que não podia ser obra do senhor, todo o povo trabalhador vir espremido em um ônibus e ainda pagar uma fortuna por isso.”Trabalhador não é sardinha pra andar em lata”, pensou o evangélico senhor.
Mas logo se lembrou das palavras do querido pastor, aquele que é todo amor, que sempre afirma com a força dos justos que: ”todo sofrimento, todo calvário é caminho rumo ao reino dos céus”.
Mas a mente do velho crente voa longe, sentado em um velho banco de coletivo o senhor vaticina, que conforme diz a Bíblia Sagrada, o dono da empresa de ônibus não é justo, é sim um servo do capeta………………
parte II de Paul Singer
os países subdesenvolvidos ,100 anos atrás eram colônias das nações industrializadas.Esses países não se desenvolveram plenamente,pois sempre tiveram suas economias voltadas para as exportações de alimentos e matérias primas às nações industrializadas,tornando assim suas economias muito dependentes das demandas externas.Cobre no Chile,Café no Brasil, foram explorados e cultivados não para atender as necessidades dos povos nativos mas sim para atender as necessidades do capitalismo industrial metropolitano.Esse proceso,contudo,exige o surgimento de um pequeno mercado interno e de uma certa industrialização,que responde é claro ao jogo do capitalismo internacional.
a depressão demográfica pode estar relacionada , segundo, o economista, com depressões econômicas, grandes cirses do capital como a de 1929.Outro,pont5o argumenta singer para o debate é sobre a questão do aumento das pessoas velhas, que colocariam em crise o regime de seguro social, conquistado no século passado pelos trabalhadores da europa ocidental industrializada.
resenha de população e desenvolvimento econômico de Paul Singer parte I
Para Paul Singer existe uma confusão entre crescimento econômico e desenvolvimento econômico.A compreensão adequada entre o desenvolvimento e a divisão internacional do trabalho mostra que nenhuma economia economia colonial irá desenvolver-se aprofundando sua atividade econômica “principal ” respondendo somente aos padrões do comércio capitalista mundial.O economista aponta como do descrevo acima os países com uma agricultura de monocultura voltada para a exportação.
O crescimento econômico para o economista encontra seu lugar principalmente fora da agricultura,pois essa reduz sua importância no PIB.A mudança estrutural resulta de uma elevação da renda per capita disponível.Em países em desenvolvimento a mudança estrutural não é resultado mas a condição para o desenvolvimento.Este processo reflete uma transferência de atividades manufatureiras e de serviços do campo para a cidade.
para Singer quando um país que se desenvolve começa a romper a divisão internacional do trabalho,estabelecida no século.19 quando deu-se na Europa ocidental,EUA,Japão e que condenou as economias coloniais a se tornarem produtoras especializadas de alimentos e matérias primas para os países de revolução industrial não tardia.
Essa divisão internacional do trabalho,está fundamentada no monopólio comercial de algumas poucas nações.A revolução Industrial como se deu nessas nações ricas presupunha a não industrialização dos demais países.Esses países subdesenvolvidos era e em muitos casos ainda são reféns da economia metropolitana capitalista, que os anexava como suas colônias,apoderando-se de seus grandes mercados internos.
para o economista de orientação marxista ,um tema importante para reflexão é a interrelação entre crescimento populacional com o desenvolvimento econômico. Atividades como planos de obras públicas de infraestrutura em longa escala e investimento na agricultura podem resultar em alta intensidade de trabalho.É verdade que o crescimento populacional implica necessariamente em um ônus para qualquer economia,ao menos porque os seres humanos não vêm ao mundo em um primeiro momento como produtores,mas sim como consumidores e somente mais tarde realizando atividades produtivas.
porém,o crescimento populacional pode ser um fator positivo uma fez que impulsiona um mercado consumidor interno já em expansão.
biografia in web ou mais uma vida triste
pensamento marx
os homens fazem sua própria história,mas não a fazem como querem;não a fazem sob circunstâncias de sua escolha e sim sob aquelas com que se defrontam diretamente ,legadas e transmitidas pelo passado
o 18 Brumário de Luís Bonaparte
SOMOS O ABORTO DE DEUS
antes de escrever qualquer bobagem é necessário pensar duas,três,um milhão de vezes.Mas,eu sou impulsivo,eu falo,faço primeiro,depois escrevo e penso.A forma exponencial está presente em minha,vida sou sempre elevado ao quadrado,sou louco elevado ao quadrado,sou homem elevado ao quadrado,existo elevado ao quadrado e tenho os pés plantados do chão.
por isso estou triste e tenho uma consciência,que a despeito da ciência quer falar com Deus.Mas esse senhor não existe,nunca existiu e nunca existirá.Hoje estou sozinho,sempre estive sozinho mesmo quando visitei outras camas. Essa essência do divino,oráculo materno confessional,é tão perene que nem é digna de desmanchar-se no ar.
biografia de um homem cansado
para que resistir a essa manifestação triste dos fatos,para que negar as incertezas e inseguranças da própria vida.Curo dores com pequenas doses de alegria e cavalares doses de açúcar.O açúcar é bálsamo contra minha tristeza,em 2 litros de coca-cola encontro a profecia poética que tanto aguardava.
sorve o açúcar,o gás,é como sentir a metáfora tacanha de um filme épico que compara césar como quem vende televisores.
poema de ano novo – meio fora de época , mas esse não é um blog linear
POEMA EM PROSA PARA O ANO QUE NASCE
Quando irrompe no céu
O primeiro dia do novo ano
O que pensar?
Que nostalgia é essa?
Que sensação atávica
É essa de que algo
Ficou por fazer?
O que sonhamos para esse ano que começa?
O que faremos para realizar esses sonhos?
São simples perguntas,
Porém, muitas vezes esquecemos de fazê-las.
Perdemos alguma coisa
Na correria do dia-a-dia,
Nos projetos que se bastam
Em si mesmos,
E nem ao menos
Nos damos o direito
De perguntar por quê?
A vida não carece ter sentido,
Transborda nossos conceitos e
Significados, contudo,
O uso excessivo de relógios,
Trancas e parafusos faz mal
A mente, aquela que os poetas
Chamam coração.
Não se trata de desejar feliz ano novo,
Trata-se sim de dar parabéns a vida,
Porque eu, você, estamos vivos,
Um dia a mais vivos.
Repletos de falhas nos dois, nos três, o mundo inteiro,
Parcos, mas interessantes em qualidades,
Como o barro onde junto as impurezas
Pode se encontrar o ouro.
Dentro do possível,
Do plausível
E do inimaginável também
Um belo 2008,
Cheio de natureza, natureza que está em tudo.
tempos modernos in ocateca virtual
uma das cenas mais antologicas da história do cinema
o direito autoral é um roubo?
uma pergunta para as crianças de todas as idades:o direito autoral é um roubo?
A priori não. se pensarmos no cientista e no artista unicamente o direito autoral parece algo justo,recompensa por um longo trabalho. acontece, que no mundo real,não no mundo das crianças idealistas de 40 anos,quem ganha sobre o trabalho alheio são as grandes empresas,os grandes senhores burgueses do mundo. proteste
O Senhor das Armas
O senhor das armas, filme dirigido por Andrew Niccol,roteirista do ótimo a vida de Truman e Terminal,trás as telas um tema extremamente atual para os dias de hoje,o tráfico internacional de armas.O filme narra a saga de Yuri Orlov(Nicolas Cage),imigrante ucraniano que vai com os pais e o irmão morar nos Estados Unidos.Yuri,desiludido com a vida na América e sem muitas opções acaba se tornando um poderoso traficante de armas internacional.
O roteiro é ágil, inteligente e extremamente politizado para um filme americano.O senhor das Armas começa de forma magistral,vital e sarcástica. Parado sobre milhares de cartuchos usados, o personagem de Nicolas Cage dispara algumas frases que já deixam clara a imoralidade de seu personagem: “Existem mais de 550 milhões de armas de fogo em circulação no mundo. É uma para cada doze pessoas no planeta. A única pergunta é: como armar as outras 11?”
Em seguida, o espectador é apresentado a uma das melhores seqüências de créditos iniciais dos últimos anos. Andrew Niccol acompanha toda a trajetória de “vida” de uma bala, desde a sua fabricação até o seu destino final na cabeça de uma criança em algum país do continente africano. É um momento de extrema força e brilhantismo,tanto do ponto de vista visual como político.A obra do cineasta em nenhum momento resvala em clichês e em soluções mirabolantes.
Andrew Nilccol promove uma verdadeira dissecação da indústria de armas, a indústria da guerra dentro do sistema capitalista.O cineasta além de nos brindar com uma obra que tem uma carga dramática bem construída traz a público um tema pouco conhecido.O filme apresenta a mecânica do tráfico, a corrupção entre os estados burgueses nacionais,o oportunismo de mercenários como Yuri que se aproveitam de confrontos locais em países subdesenvolvidos para ganhar muito dinheiro,fazer fortuna.
A conversa final do personagem de Nicolas Cage,com o policial que o persegue durante todo o filme, demonstra claramente que essa justiça,das elites, da burguesia jamais prenderá os verdadeiros bandidos como Yuri. O senhor das armas dispara: “Vendo em um ano, o que o presidente dos estados unidos vende em um dia.”
Yuri não será preso por que é o sócio menor de um mercado milionário, que tem em EUA,Inglaterra,França,China e Israel os verdadeiros senhores das guerras e um dos principais responsáveis pela guerra do Iraque, confrontos no leste europeu e na África.
Sabe quem vai herdar o mundo? Os traficantes de armas. Porque todo mundo está muito ocupado matando uns aos outros.”
Yuri Orlov
o maestro
O MAESTRO
Vestiu os sapatos pico fino com uma insuportável calma.Sentou-se na velha cama de madeira rústica. Jogou vagarosamente seu peso na nádega esquerda e calçou o pé direito do sapato. Cada centímetro de meias e cadarços foram alongados como uma nota musical.Repetiu o mesmo processo de forma invertida, religiosamente igual ao anterior.
Levantou-se com força e rigidez. Firmou os pés no chão de cimento esburacado, feito duas patacas de animal. O velho era forte e como que antagonicamente ao ambiente rústico parecia ter sido esculpido em madeira de lei. Vestiu a velha casaca cor de jambo e foi reger a orquestra imperial dos ventos em uma manhã de primavera.
Todo axé nas cadera da nega
É mais axé no terreiro de umbanda,
Aruanda,aruanda.
Todo o sonho que é colorido
Nasce do grito de um excluído.
Doce Baco
Mítico vinho,
Antropológica mistura,
Da alma teatro.
estudo by franco machado
Estudo
Deus que me perdoe,
Mas a cada dia
Acho mais interessante,
A dialética marxista.
A dor no calcanhar
A inércia contente,
O burguês Aquiles doente,
Que de sapatos brancos vai morrer.
morre um gênio
Morre um gênio
Arthur Charles Clarke, faleceu nessa última quarta feira, dia 19, na cidade de Colombo, capital do Sri Lanka.Arthur nasceu na Inglaterra,tinha 90 anos e consagrou-se internacionalmente pelos seus trabalhos de divulgação cientifica e ficção cientifica,como o conto the Sentinel,que deu origem ao filme 2001:uma Odisséia no espaço e superpremiado Encontro com Rama.
Durante a segunda guerra mundial,Artur C. Clarke serviu a força Aérea real britânica,como especialista em radares,envolvendo-se no desenvolvimento de um sistema de defesa por radares,sendo de extrema importância para as vitórias das tropas inglesas contra o exército alemão nazista.Logo,depois de formou com brilhantismo em física e matemática na King’s College de Londres.
Apesar do incrível talento como escritor de ficção cientifica,sem dúvida sua mais notável contribuição seja o conceito de satélite geoestacionário como futura ferramenta para desenvolver as telecomunicações. Ele propôs essa idéia em um artigo científico intitulado “Can Rocket Stations Give Worldwide Radio Coverage?”, publicado na revista Wireless World em Outubro de 1945. A órbita geoestacionária também é conhecida, desde então, como órbita Clarke.
Teve dois de seus romances levados ao cinema, 2001: Uma Odisséia no Espaço (Br) / 2001: Odisséia no Espaço (pt) dirigido por Stanley Kubrick (1968) e 2010: O ano em que faremos contato (Br) / 2010: O Ano do Contacto (pt) dirigido por Peter Hyams (1984), sendo o primeiro considerado um ícone tão importante da ficção científica mundial que especialistas lhe atribuem forte influência sobre a maioria dos filmes do gênero que lhe sucederam.
Também em reconhecimento a Clarke, o asteróide 4923 foi batizado com seu nome, assim como uma espécie de dinossauro Ceratopsiano, o Serendipaceratops arthurclarkei, descoberto em Teve dois de seus romances levados ao cinema, 2001: Uma Odisséia no Espaço (Br) / 2001: Odisséia no Espaço (pt) dirigido por Stanley Kubrick (1968) e 2010: O ano em que faremos contato (Br) / 2010: O Ano do Contacto (pt) dirigido por Peter Hyams (1984), sendo o primeiro considerado um ícone tão importante da ficção científica mundial que especialistas lhe atribuem forte influência sobre a maioria dos filmes do gênero que lhe sucederam.
Também em reconhecimento a Clarke, o asteróide 4923 foi batizado com seu nome, assim como uma espécie de dinossauro Ceratopsiano, o Serendipaceratops arthurclarkei, descoberto em Inverloch , Austrália.
Arthur Charles Clarke,fará falta à humanidade,pois é raro um homem ser tão brilhante tanto na ciência como na arte. Estamos de luto,descanse em paz e quem com sua morte começo uma nova odisséia no espaço.
calote
este simples blog está passando por um momento de crise financeira,pois investimos nossos parcos recursos no mercado imobiliário gringo e a casa caiu.Agora estamos sem criatividade,cheio de dívidas e prontos a dar o calote
Pederneiras, essas são mais de mesa
Aqui do lado pederneiras… … essas mais (elétricas) de mesa
Acho que a melhor das de mesa deve ser a rubi, uma mutação da uva itália…
aqui agora
O jornal mais bizarro do Brasil Aqui Agora está de volta. Esse tipo sujo de jornalismo dito popular fez escola durante décadas e agora o fascismo está de volta a sua tv
Jornal do Chaves
Vejam o jornal do Chaves na época em que não existia a Salt Cover, nem a central cover de Gornalismo…
ÇERVISSO
Se você acha que o surrealismo já não existe mais, reflita sobre seus conceitos, OLHA ESSE VÍDEO ! ! !
Trapalhões
Como o Didi era bom na época dos trapalhão.
Hoje o Didi é um puxa saco dos cantor sertanejo, dos pagodero, das popozuda. Seu programa virou depósito para atores B da globo, que não conseguem emprego em lugar nenhum.
protesto
atitudes como essas do império monopolista de telecomunicações google que fizeram nosso blog sair dessa hospedagem do mau,façam o mesmo
Gloogle por que não te calas
cala-te,cala-te,cala-te o capitalismo me deixa louco
paixões
quando tu provas
do suor a conta-gotas
de uma paixão vermelha,
não vez o que é bálsamo,
não vez o que é dor,
quando estas apaixonado
tua paixão te basta,
teus olhos te denunciam,
eis o princípio do horror.
by franco machado copie cole grude no pé
Verso 1
Masca a aromática
Goma de menta
Como quem sorve
Um néctar com
Paixão.
Beija o incansável
Lábio úmido
Como quem
Prova da
Fruta que
Madura ainda
Não está.
ao livro de Dionélio Machado
RATOS
As escatologias genéricas da guerra
A vida pacata de um rato pequeno burguês.
Quem vasculha o lixo
Em busca dos destroços
Nobres de uma vida burguesa?
Quem rói o dinheiro
Níquel por níquel,
Devorado pela incerteza
Do amanhã.
um poema de um jovem poeta de porto alegre
Declaração de um poeta
Esse poeta que vos fala,
Gosta de ser homem,
De amar,
De desejar,
E não faz arte pela arte,
Faz arte como criança atrás
Do proibido.
poemas franco machado
Lembrete
Esse coração
Ultra-romântico
Sabe que para ser
Feliz é preciso sofrer
poemas franco machado
Inverno em meus olhos
Escada de musgos,
granito submerso
no caótico mosaico
da calçada
pátria do álcool
vinho de amoníaco
palavras sujas jogadas
pelo frio da noite chuvosa.





