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SICKO: Onde a saúde é mais uma mercadoria
Filme mostra como a saúde é tratada pela Burguesia, como mais uma mercadoria. Quem pode compra, quem não pode morre.
Michael Moore, o polemico documentarista norte americano, de Tiros em Columbine e Fahrenheit 11/9, está de volta com Sicko um contundente retrato do caos em que se encontra o sistema de saúde americano. Os direitos de exibição de Sicko foram comprados pela Europa Filmes que deve lançá-lo até o final de fevereiro nas telas brasileiras. Provavelmente o documentário fique pouquíssimo tempo em cartaz, pois, é um filme que não interessa as grandes redes de cinema tanto no aspecto político como econômico.
Michael Moore uma trajetória polemica
Michael Moore adquiriu popularidade mundial ao ganhar o Oscar de melhor documentário por Tiros em Columbine. O filme é um duro golpe a indústria de armas americana e as falsas ideologias que essas criam para justificar seus lucros com as guerras. O trivial seria Moore dedicar a sua estatueta a família, amigos e à academia, porém, ele não fez isso. Aproveitou os olhos do mundo para criticar o governo Bush e a guerra no Iraque.
Aproveitando a popularidade, Moore, lançou em seguida Fahrenheit 11/9 uma investigação a cerca dos atentados terroristas de 11 de setembro de 2001, e a responsabilidade do governo americano em tudo isso, as ligações da família Bush e Bin Laden e a guerra no Iraque. Fahrenheit 11/9 foi o documentário mais assistido na história do cinema, com 25 milhões de expectadores, provando o forte sentimento anteguerra e anteimperialismo em todo o mundo.


EUA onde a saúde é mais uma mercadoria

Sicko nos apresenta uma denúncia, que todo mundo sabe, mas que nem por isso deixa de ser chocante. Os Estados Unidos país mais rico de todo planeta tem um sistema de saúde pública que é um verdadeiro lixo, comparado, aliás, a paises subdesenvolvidos, ocupando apenas a posição 72˚ ,segundo, pesquisa da OMS.Até a pequena ilha de Cuba, antigo estado operário, assolado pela pobreza e vítima de inúmeros embargos econômicos americanos está na frente quando a questão é saúde pública.A verdade é que o governo e a burguesia americana fizeram com a saúde de seu país o mesmo que promovem com os sistemas de saúde públicos de todos os países do mundo: corte de verba, precariedade e logo em seguida verdadeiras privatizações, abrindo caminho para as empresas de seguro de saúde.
Nos Estados Unidos são mais de 46 milhões de trabalhadores sem recursos para pagar um seguro de vida e que têm como única opção uma saúde pública que cobre pouquíssimos tratamentos médicos, um sistema médico e hospitalar jogado as moscas.
O filme mostra bem essa realidade, ao exibir a filmagem caseira de um homem costurando um corte na própria perna, pois, o estado não faria tal procedimento clínico, e esse não tinha dinheiro para pagar um seguro de saúde. Porém, sem dúvida, o caso mais esdrúxulo é de um trabalhador que perdeu dois dedos de uma mão em um acidente com uma cerra, e como não tinha Seguro de saúde foi obrigado a escolher qual dos dois dedos ia restaurar, pois o sistema de saúde supostamente público cobriria apenas um.Essas duas tristes histórias e muitas outras que são apresentadas nas quase duas horas de Sicko evidenciam que nos Estados Unidos e em todo o mundo a saúde não passa de uma mercadoria.
O filme tem muitas outras histórias trágicas, e desvenda que nos EUA ter um seguro saúde, não é certeza de tratamento, porque as empresas não estão preocupadas em tratar e sim em lucrar. Pois estão, para lucrar cada vez mais não importa quantos trabalhadores e trabalhadoras terão que morrer para isso.

 

Os equívocos de Moore

Um dos graves erros de Moore é seu horizonte estreito ao pontuar excessivamente em seus filmes somente a realidade americana, ainda que sobre a ótica dos explorados. Não vai mais fundo, fazendo apenas uma reportagem das aparências, e não da essência da exploração, o sistema capitalista. Afinal não se pode esquecer que por mais sarcástico e aparentemente radical, ele continua sendo um democrata, um nacionalista, e justamente por isso não pode ir contra o capitalismo, se retendo a denúncia dos efeitos do capitalismo e não do próprio sistema.
O pior de Sicko é sem dúvida suas comparações por vezes grosseiras e idealistas do serviço de saúde dito Público americano com os serviços de saúde de países como Canadá, França e Inglaterra. Primeiro, por que ignora as diferenças entre cada um desses países, o número de habitantes, a situação econômica, a luta de classe em cada um. Segundo, porque ignora a própria realidade de lutas na França contra a reforma da previdência, que resultou em dias de greve geral e a realidade inglesa onde os trabalhadores foram duramente atacados em seus direitos pelo governo trabalhista.
Mas o cineasta tem momentos de puro sarcasmo e genialidade, como quando leva até Cuba bombeiros, para-médicos, heróis do 11 de setembro, que desenvolveram doenças em decorrência dos trabalhos nos escombros do WTC, e viram o governo americano lhes negar ajuda médica. Outro momento muito interessante do filme, e quando Moore, através de uma montagem, insere sob as imagens de uma seção do congresso americano, Bush também estava lá, balões sobre a cabeça de todos. Nesses balões aparecem valores que teriam sido pagos pela indústria farmacêutica e as empresas de seguro saúde para que todos os políticos congressistas e o presidente servissem aos seus interesses. Hillary, pré-candidata à presidência pelos democratas, está lá e é uma das mais bem pagas. Por que será…….

 

Written by ocavirtual

fevereiro 23, 2008 às 6:10 pm

Publicado em cinema, oscar, sicko

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