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40 anos do maio de 68 Sejam realistas exijam o impossível

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40 anos do maio de 68
Sejam realistas exijam o impossível

1968, “o ano que não acabou”, Maio de 1968, o mês que incendiou as ruas de Paris, da França e de todo o mundo. Toda a década de 1960 é marcada por profundas transformações no cenário internacional, consolidação da revolução cubana, ditaduras militares na América do sul, fortalecimento do movimento negro, de mulheres e nascimento do movimento GLBTT nos EUA, guerra do Vietnã. O imperialismo Francês junto com seu exército é derrotado na revolução argelina, enfraquecendo o governo do general Charles De Gaulle, ’herói militar da segunda grande guerra.De Gaulle, com o apoio da burguesia dá um golpe branco no IV república francesa, em 1958, governando até 1969.

Secundaristas e universitários tomam as ruas de Nanterre, cidade próxima de Paris, contra a proibição imposta pela universidade local de que homens e mulheres freqüentassem os mesmos dormitórios universitários. Enfrentam a polícia gaulista com pedras e palavras de ordem criativas, como os próprios estudantes ironizavam, ”era a vontade geral contra a vontade do general”. As manifestações massificam-se de forma espontânea, e a ela aderem trabalhadores, artistas e intelectuais. Os padrões comportamentais da burguesia francesa são questionados, o machismo, a homofobia, o racismo e a xenofobia são combatidos: ”Somos todos Judeus alemães”, gritam os manifestantes nas ruas em solidariedade aos explorados e oprimidos de todo o mundo.

As direções tradicionais do movimento de massas francês são duramente questionadas pela vanguarda de luta do maio de 68, que não confiavam no PCF e nos social-democratas dadas as suas posições vacilantes, capitulações e traições no pós-segunda guerra mundial.O PCF é o mais atacado, em virtude de seu apoio ao massacre promovido por Moscou aos operários revolucionários da Hungria em 1956.O sarcasmo e inteligência apresentam-se na celebre frase, ”o PC tem medo da revolução”.

Mais do que valores morais são questionados, se quer mais do que a libertação sexual. Querem destruir a escola arcaica e repressora, a estrutura de exploração das fábricas, mas acima de tudo, ainda que em grande parte sem consciência disso querem acabar com o sistema capitalista e com o estado burguês francês, que explora, oprime os trabalhadores franceses e os imigrantes, que embrutece e molda a juventude em suas escolas e universidades. “O poder tinha as universidades, os estudantes tomaram-nas. O poder tinha as fábricas, os trabalhadores tomaram-nas. O poder tinha os meios de comunicação, os jornalistas tomaram-na. O poder tem o poder, tomem-no!”

O maio de 68 espalhou-se como uma ‘praga’ por toda a Europa e em todo o mundo, no Brasil a luta contra a ditadura militar toma um caráter mais radical, a Bélgica, Itália, Holanda, vivem suas jornadas de lutas. “Sejam realistas, exijam o impossível”, é o legado que esses bravos estudantes nos deixam, quarenta anos depois,pois se algo falou,foi mais luta e a força de uma direção revolucionária capaz de ajudar os trabalhadores e os estudantes a lutarem pela tomada do poder. Mas a realidade das lutas na França, na Ásia e áfrica, demonstra que a luta e a perspectiva do socialismo está mais viva do que nunca. E em nosso país, ainda que de forma mais lenta, não se pode diminuir a vitoriosa ocupação da reitoria da UNB,que marca sem dúvida o renascimento do movimento estudantil brasileiro após a traição de Lula e do PT.

Uma resposta

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  1. Obrigado por Blog intiresny

    хостинг

    novembro 20, 2009 at 10:43 pm


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