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Aquecimento ou resfriamento global?

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Zero Hora de 16 de março de 2008 | N° 15542 Alerta

Artigo

Aquecimento ou resfriamento global?, por Luiz Carlos Bldicero Molion*

Tema para debate

No início da década dos anos 1970, eu estava cursando meu doutorado em Meteorologia nos Estados Unidos e vivenciei um “arrefecimento global” que vinha ocorrendo desde 1947. O “consenso científico” da época era de que estávamos na iminência de uma nova era glacial. Felizmente, para alívio da Humanidade, o resfriamento acabou em 1976! Hoje o “consenso” é o oposto. O curioso é que alguns meteorologistas que propalam o aquecimento atual faziam parte do grupo que alardeava o resfriamento há 30 anos. Não há dúvida de que houve um aumento da temperatura global. Segundo o Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC, sigla em inglês), esse aumento teria sido entre 0,4°C e 0,7°C. Também é inegável que a concentração de dióxido de carbono (CO2) aumentou e que teria sido de 35% nos últimos 150 anos, segundo o IPCC. A questão é se o aquecimento atual foi natural ou foi provocado pelas emissões de CO2 pelas atividades humanas por meio da queima de petróleo, carvão mineral e florestas tropicais, incluída a Amazônia. Em princípio, o processo físico responsável pelo aumento de temperatura seria a intensificação do efeito estufa, já que o CO2 é um dos gases que o compõem, mas não o mais importante. Baseado nessa hipótese, o IPCC produziu cenários com concentrações de CO2 dobradas até o ano 2100, que foram utilizados para simular o clima em modelos de computador. Os resultados dessas simulações sugeriram que poderá haver um aumento da temperatura global entre 2°C e 4,5°C. Os efeitos desse aumento de temperatura seriam catastróficos! Uma das conseqüências seria a elevação dos níveis dos mares de até 60 centímetros, que, dentre outros impactos sociais, forçaria a relocação dos 60% da Humanidade que vivem em regiões costeiras. Não há, entretanto, comprovação científica de que o CO2 armazenado na atmosfera nesses 150 anos seja originário de emissões antrópicas ou mesmo que seu aumento tenha causado o aumento da temperatura. Análises dos cilindros de gelo da Antártica indicaram que a temperatura global esteve mais elevada nos períodos interglaciais, 130 mil, 250 mil anos atrás, porém as concentrações de CO2 sempre foram inferiores às atuais. Foi comprovado, ainda, que o planeta esteve mais aquecido entre os anos 800 e 1.200 d.C e que 60% do aquecimento moderno ocorreu entre 1925 e 1946, sendo as emissões inferiores a 10% das atuais em ambas as situações. Em adição, provou-se que o aumento da temperatura antecede o do CO2 e não o contrário, tornando o aquecimento global antropogênico questionável. Embora a concentração de CO2 continue aumentando, observações dos últimos 10 anos mostraram que a temperatura global está diminuindo e que é muito mais provável que o clima se resfrie nos próximos 20 anos, semelhante ao que ocorreu entre 1947-1976. Mudanças climáticas globais são naturais e não há como modificá-las. O Protocolo de Kyoto, por exemplo, é inútil quanto à diminuição do aquecimento. A histeria do aquecimento global fez com que o público confundisse mudanças climáticas com conservação ambiental, coisas totalmente distintas. A conservação ambiental é uma necessidade de sobrevivência da Humanidade, independentemente de mudanças climáticas, quer seja aquecimento ou resfriamento global.

*Professor da Universidade Federal de Alagoas, Ph.D. em Meteorologia

Written by ocavirtual

maio 6, 2008 às 3:17 pm

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