OCA VIRTUAL

Just another WordPress.com weblog

Archive for the ‘burguesia’ Category

É preciso parar Israel

with one comment

É preciso parar Israel

Elaine Tavares *

Adital –

Assim fala o poeta catarinense Cruz e Souza, negro, excluído, abandonado: “Há que ter ódio, ódio são, contra os vilões do amor”. Com ele comungo porque, às vezes, o que se pode fazer contra o rugir do canhão? Na Palestina é assim. Desde 1947 que os canhões israelenses amassam casa, oliveiras e vidas. Perdeu-se a conta dos massacres que acontecem quando um ou outro militante, desesperado com a dor da invasão e da prisão sem fim, toma uma atitude radical. Então, para a mídia, palestino que luta contra a dominação é bandido, mas um estado terrorista que mata civis e rouba terra é legal.

 A guerra sem fim que aparece na televisão como coisa natural não nasceu ao acaso. Ela começa quando os Estados Unidos, vencedor da segunda guerra, decide dar, à força, um país aos judeus. O país é a Palestina e tampouco o lugar é escolhido ao acaso, é que ali é a porta de entrada para o Oriente Médio, lugar estratégico na geopolítica, portal do óleo negro. A promessa ao fim da guerra era ter dois estados, o de Israel e o Palestino. Mas, com o passar do tempo, os israelenses foram invadindo mais e mais terras, e os palestinos passaram a condição de “terroristas”. Não é incrível?

Hoje, os palestinos vivem confinados em duas grandes áreas dentro do seu próprio território. Vivem trancados, presos dentro de altos muros de concreto. Precisam pedir permissão para sair e entrar na suas casas. Têm de viver de olhos baixos, em atitude de submissão. Mandam neles os soldadinhos israelenses quase imberbes que decidem quem e como passar. O mundo inteiro viu crescer o muro e nada foi feito. É que parece que sempre há uma outra emergência para cuidar.

Na Palestina as crianças brincam nas ruas com o olho espichado para os canhões que toda hora insistem em avançar. Parece que nada é suficiente. O governo de Israel tem um único propósito: eliminar até o último palestino da terra, nada menos que isso. E, diante desse crime, instituições como as Nações Unidas ficam caladas ou fazem moções, como se isso pudesse valer de algo. Penso que alguém precisa parar Israel. Já basta! Não é mais possível que se possa seguir admitindo o que acontece naquela terra bendita. Sinceramente eu não sei como, me sinto impotente, aqui, tão longe. Mas, de algum lugar precisa vir a trava. “Ainda verte a fonte do crime. Obstruam-na!”, gritava o poeta Mahmud Darwish. Quem o fará?

Os palestinos estão agora sob o fogo de Israel, de novo. Pelas ruas os corpos se espalham. Mulheres, crianças, velhos, jovens, que nunca crescerão. A terra santa se banha de vermelho. As mulheres gritam. E as balas não param. Na TV, quem aparece são os candidatos ao governo de Israel, as autoridades, são eles os que têm a fala. Eu digo que já basta! Que se façam ouvir os gritos das mães, que se veja o vermelho do sangue, porque esta guerra não é um vídeo-game. E que as gentes saiam às ruas, e que pressionem seus governantes para que isso pare. Não é possível que as pessoas achem isso normal. Não é possível que sigam acreditando na Globo e nos jornalistas à soldo.

A Palestina, mais uma vez, está a arder. Mas eu sei que, ainda que todos tombem, sempre haverá quem se lembre. E sempre haverá, forte, o ódio contra os vilões do amor. Assim, tal e qual Mahmud Darwish, cada palestino, mesmo morto, cantará: “Ó rocha sobre a qual meu pai orou, Para que fosse abrigo do rebelde, Eu não te venderia por diamantes, Eu não partirei, Eu não partirei!”

*jornalista

Anúncios

para a liberdade e luta

leave a comment »

me enterrem com os trotskistas
na cova comum dos idealistas
onde jazem aqueles
que o poder não corrompeu
me enterrem com meu coração
na beira do rio
onde o joelho ferido
tocou a pedra da paixão

Paulo Leminski

Written by ocavirtual

janeiro 6, 2009 at 12:56 am

A crise da economia política do capital renasce das cinzas

leave a comment »

A crise

Muito já se escreveu sobre a crise. Crise dos “subprime”, crise especulativa, bancária, financeira, global, réplica da crise de 1929, etc. Floresce uma fenomenologia da crise, em que o que se falou ontem é hoje obsoleto. Os grandes jornais, começando pelo “Economist”, falam em “crise de confiança”, e a máxima se esparrama. A crise se resume a um ato volitivo. “Fiducia!”, diriam os latinos. Eis a chave analítica.

Bush, Sarkozy e Gordon Brown redescobriram, então, o estatismo todo privatizado como receituário para eliminar a desconfiança. O remédio neokeynesiano, sepultado nas últimas quatro décadas, ressurge como salvação para o verdadeiro caminho da servidão.
Aqui, Lula falou em “espirro nos EUA e marolinha no Brasil”. E, ao modo dos pícaros, a cada semana aparece uma nova história, com o calão raspando no chão. Pouco importa que a versão mais recente seja o oposto da anterior, pois há um traço de coerência no discurso: falar o que não faz e fazer o que não fala. Versão íngreme do grande Gil Blas de Santillana.

Para além da fenomenologia da crise, vale recordar aqueles (ao menos alguns) que procuraram ir além das aparências. Robert Kurz, por exemplo, vem alertando, desde inícios dos anos 1990, que a crise que levou à bancarrota os países do chamado “socialismo real” (com a URSS à frente), não sem antes ter devastado o Terceiro Mundo, era expressão de uma crise do modo de produção de mercadorias que agora migra em direção ao coração do sistema capitalista.

François Chesnais apontou as complexas conexões existentes entre produção, financeirização (“a forma mais fetichizada da acumulação”) e mundialização do capital, enfatizando que a esfera financeira nutre-se da riqueza gerada pelo investimento e da exploração da força de trabalho dotada de múltiplas qualificações e amplitude global. E é parte dessa riqueza, canalizada para a esfera financeira, que infla o flácido capital fictício.

E István Mészáros, há muito mais tempo ainda, vem sistematicamente indicando que o sistema de metabolismo social do capital, depois de vivenciar a era dos ciclos, adentrou em uma nova fase, inédita, de crise estrutural, marcada por um continuum depressivo que fará aquela fase virar história. Não é por outro motivo que, embora alterne o seu epicentro, a crise se mostra longeva e duradoura.

E mais: demonstrou a falência dos dois mais arrojados sistemas estatais de controle e regulação do capital experimentados no século 20. O primeiro, de talhe keynesiano, que vigorou especialmente nas sociedades marcadas pelo “welfare state”. O segundo, de “tipo soviético”, que, embora fosse resultado de uma revolução social que procurou destruir o capital, foi por ele fagocitado. Em ambos os casos o ente regulador foi desregulado.

Processo similar parece ocorrer na China de nossos dias, laboratório excepcional para a reflexão crítica.

E, afinal, quem vai pagar a conta?

A OIT adverte: para 1,5 bilhão de trabalhadores, o cenário é turbulento e será marcado pela erosão salarial e ampliação do desemprego, não só para os mais empobrecidos mas também para as classes médias que “serão gravemente afetadas” (“Relatório Mundial sobre Salários 2008/2009”).

Se uma das três grandes montadoras dos EUA (GM, Ford e Chrysler) fechar as portas, evaporam-se milhões de empregos, com repercussões funestas para o desemprego mundial. O Eurostat, que oferece as estatísticas da União Europeia, calcula que, se a indústria automotiva de lá cortar 25% dos empregos, gerará, numa tacada, 3 milhões de desempregados.

Na China, com quase 1 bilhão que compreende sua população economicamente ativa, cada ponto percentual a menos no PIB corresponde a uma hecatombe social, e os operários deserdados das cidades não têm mais o campo como refúgio. O PC chinês pode esperar nova onda de revoltas, ampliando o cenário da tragédia atual.

Sem falar nos imigrantes do mundo, errantes em busca de qualquer labor, que agora são expulsos em massa do “trabalho sujo”, uma vez que ele também passa a ser cobiçado pelos trabalhadores nativos, inflados pela xenofobia e pressionados pela anorexia social.
Enquanto isso, uma parte grandona da “esquerda” atolou-se tentando remendar o velho sistema do mercado. Está, agora, em estado pasmado. Paralelamente, a magistral crítica da economia política do capital parece renascer das cinzas…

Será que os remédios que faliram no longo século 20 serão os antídotos da crise que parece liquefazer o capitalismo nos inícios do século 21?

Artigo de Ricardo Antunes, professor titular de sociologia do trabalho do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas). Publicado hoje na Folha.

política de conquista de território praticada por Israel

leave a comment »

mapa-conquista

VIVA A LUTA DO POVO GREGO!!!!

leave a comment »

A  luta de classes apresenta sua face mais violenta na Grécia, berço da filosofia e da cultura ocidental. A morte do estudante anarquista Alexandros Grigoropulos, de forma brutal pelas forças policiais do governo conservador desencadearam manifestações gigantescas em todos os cantos do país. Dezenas  de delegacias e estabelecimentos do governo federal foram queimados e apedrejados ,mais de 600 escolas de ensino médio  permanecem ocupadas por estudantes e professores , as manifestações já chegam a sua segunda semana e ao contrário do que esperava o governo a cada dia ficam mais fortes.

Essa onde de protestos, que teve seu estopim com o assassinato do jovem anarquista pela polícia, tem sua gênese na política do governo conservador que quer repassar a classe trabalhadora grega as perdas do grande capital internacional com sua crise financeira estrutural. O povo da Grécia mais uma vez honra a sua tradição de luta e rebeldia e diz em alto em bom som que não pode e não vai pagar pela crise. Pois, enquanto o governo grego promete cortar para o ano que vem  substancialmente investimentos em saúde e educação segue a política coordenada pelos Estados Unidos de salvamento aos banqueiros e grandes especuladores.

É preciso ter toda a solidariedade com nossos irmãos de classe gregos na sua luta contra esse governo conservador assassino e em sua luta contra o capitalismo como um todo. Nós assim como eles não podemos e não devemos pagar pela crise que não criamos.   

Written by ocavirtual

dezembro 15, 2008 at 2:34 pm

A REVOLUÇÃO INDUSTRIAL E O DESENVOLVIMENTO DO MUNDO URBANO

leave a comment »

A REVOLUÇÃO INDUSTRIAL E O DESENVOLVIMENTO DO MUNDO URBANO

A Inglaterra foi o berço da Revolução Industrial e das cidades com atividades industriais.De norte a sul do país surgiram indústrias movidas pela máquina a vapor, usando o carvão como fonte de energia.Essas unidades fabris foram instaladas próximas as grandes jazidas carboníferas inglesas.Os pequenos povoados começaram a receber milhares de pessoas que deixavam o campo em busca de trabalho nas fábricas, processo esse denominado de êxodo rural. A Revolução Industrial, iniciada a mais de 250 anos, estendeu-se por todo o mundo e foi o divisor de águas entre o mundo rural e o mundo urbano que conhecemos hoje.Até então, o campo determinava o modo de produzir, o modo de vida e as relações entre os homens, a cultura, a política e a sociedade.

A Revolução industrial redirecionou as funções do campo e da cidade com uma força avassaladora.A crescente população urbana pressionou o campo para o aumento da produção de alimentos e de matérias-primas, que seriam utilizadas nas nascentes fábricas, de lá e tecidos. O campo, portanto, começa a ser regulado pelas necessidades das zonas urbanas, por suas atividades industriais e comerciais, caracterizando novas relações espaciais.A zona rural passa a ser produtora de matéria prima, e as cidades desenvolvem atividades secundárias (indústria) e terciárias (comércio e serviços em geral).Essas novas relações acabam por transformar as relações culturais, sociais até então existentes no campo.

Implanta-se a partir daí uma nova forma de organização da produção: algumas fabricavam certos produtos que eram consumidos por terceiros que, por sua vez, também produziam outros bens, que também seriam consumidos por outras parcelas da população.Desenvolve-se e se difunde a partir desse período a idéia de mercado, a produção voltada para um mercado consumidor específico e a divisão social do trabalho.As cidades passam a acumular riquezas, e o capital passou a ser investido no próprio negócio para gerar ainda mais lucros.Uma burguesia nacional se fortalece sob a indústria e detém grande parte das riquezas nacionais, passando a controlar grande parte dos recursos advindos das zonas urbanas marcadas pela presença das fábricas.

Na Inglaterra no século 19.,Além da capital Londres,uma das primeiras cidades globais,muitas outras cidades se desenvolveram tendo como base o processo de industrialização,surgindo principalmente nas proximidades de áreas carboníferas como Liverpool (cidade dos beatles,heheeheheh),Bristol,New Castle,Manchester,etc. Na virada do século 20,o modo de vida urbano era predominante na Europa e já se alastrava pelo mundo em especial na costa Americana (onde os EUA são banhados pelo oceano atlântico).Nesse período Londres e NY já eram consideradas grandes cidades pelo número de habitantes e por sua infra-estrutura urbana.

editorial político número zero

leave a comment »

O fato de o MP de São Paulo apresentar uma denúncia como essa demonstra que essa instituição está mais preocupada com o trânsito da cidade de São Paulo do que com as condições degradantes e os salários miseráveis dos professores de SP.Mas, na realidade o MP não está nem aí para o grave problema do trânsito em SP,está é sim utilizando esse fato para atacar o direito legítimo de manifestação dos professores.É a velha história que todos sabemos,a justiça sempre servindo aos ricos,aos governos e aos corruptos e sempre contra os pobres e  e os trabalhadores.

Written by ocavirtual

junho 29, 2008 at 11:41 pm