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Archive for the ‘capitalismo’ Category

blog de volta a ativa

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Queridos amigos e amigas a vida é estranha.Por um longo período de um ano aposentei esse blog de qualquer atualização.Tentei criar dois ou três novos blogs mas esses blogs não vingaram quer por falta de tempo de minha parte e por falta de vontade.Como diz a música do Milton Nascimento são coisas da vida.AGORA ESTOU DE VOLTA

ABRAÇOS

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Written by ocavirtual

março 23, 2010 at 4:21 pm

por mais que calem

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Por mais que calem

Por mais que calem
por mais voltas que o mundo dê
por mais que neguem os acontecimentos
por mais repressão que o Estado imponha
por mais que se lambuzem com a democracia burguesa
por mais greves de fome que silenciem
por mais amontoados que estejam os cárceres
por mais pactos que façam com os controladores de classe
por mais guerras e repressões que imponham
por mais que tentem negar a história e a memória de nossa classe,
 
Mais alto gritaremos:
 
assassinos de povos
miséria de fome e liberdade
negociadores de vidas alheias
mais alto que nunca, em grito ou em silêncio,
lembraremos vossos assassinatos
 
De pessoas, vidas, povos e Natureza.
De lábio em lábio, passo a passo, pouco a pouco.

Salvador Puig Antich (1948-1974). Poeta e militante político catalão. Foi preso, julgado e executado em 1974 pelo regime do ditador fascista Francisco Franco.

Written by ocavirtual

julho 15, 2009 at 9:46 pm

dois sionistas de carteirinha

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Dois sionistas de carteirinha escreveram artigo na Folha de hoje
Por Mohamad Ali 13/01/2009 às 11:32

Salomão Schvartzman e Zevi Ghivelder escreveram artigo transcrito abaixo. O cinismo dos dois é proporcional à ideologia sionista que prega a expansão e o domínio dos judeus em todo o Oriente Médio. Nâo demonstram respeito a inteligência dos leitores e menos ainda da generosa população brasileira que os acolheu, como recebeu muitas raças e etnias, sem ódio, sem rancor.

 
Eles não aprenderam nada com o Brasil. Ao contrário, demonstram que associaram os ensinamentos da SS nazista, de cujos métodos milhares de judeus foram vítimas e que agora, para manchar a memória dos mortos do holocausto, a liderança de Israel, com anuência de sionistas como Schvartzman e Ghivelder, praticam o mesmo terror contra a população indefesa de Gaza.

O território ocupado da Faixa de Gaza tornou-se a maior prisão a céu aberto do planeta. Cercado por tropas e tanques, que impedem a entrada de alimentos e remédios, impedem a saída dos palestinos, que são executados com toneladas de bombas e tiros que atingem escolas, casas, prédios, hospitais, com a justificava ridícula de que os militantes do Hamás estão escondidos entre os civis.

Reparem nos argumentos usados pelos jornalistas nazi-sionistas o quanto eles se apegam a distorção histórica. Para eles Israel é sempre a vítima que procura soluções pacíficas mas que apelam para a guerra como justa defesa. Nâo mencionaram, por exemplo, que Israel foi um estado imposto em 1948 numa região que era predominantemente ocupada pelos palestinos, que foram expulsos em grandes quantidades, e cercados em verdadeiros guetos onde relutam para preservar sua cultura e o direito de se constituírem enquanto nação independente.

Israel tem sabotado todas as tentativas de paz. Para os dirigentes israelenses, a paz possível é aquela que mantenha os palestinos como sub-raça, sem direito algum, que vivam da ajuda humilhante dos caridosos judeus ricos.

Esses jornalistas de boteco de esquina têm a cara de pau de mencionar ações condenáveis pela humanidade como a invasão da Tchetchênia pela Rússia, a invasão do Iraque pelos EUA e a ocupação das favelas do Rio por militares como justificativas para que Israel possa tomar atitudes semelhantes em matéria de desrespeito a vida humana.

Talvez a grande tristeza desses panfletários do nazi-sionismo seja pelo fato de que não são eles que estão a frente das tropas israelenses dando ordem para massacrar crianças e idosos. Sorte a deles que aqui no Brasil, onde os bandidos sionistas são minoria, não haja uma reação porporcional àquela que eles apregoam para os palestinos. Não sobraria um único judeu sionista para contar a história.

A seguir, portanto, um monte de merda que uma mente humana doentia pode produzir:

TENDÊNCIAS/DEBATES – Folha de São Paulo – 13/01/2009

Como medir proporção?

SALOMÃO SCHVARTZMAN e ZEVI GHIVELDER

OS RECENTES acontecimentos na faixa de Gaza comprovam de forma definitiva que a questão entre Israel e os palestinos não é de natureza territorial, conforme vem sendo repetido há mais de 40 anos.
Em 2000, em uma reunião realizada em Camp David, sob mediação de Bill Clinton, o então primeiro-ministro de Israel, Ehud Barak, ofereceu a Arafat cerca de 92% da Cisjordânia e toda a faixa de Gaza, com a criação de um corredor entre as duas localidades. Arafat recusou, preferindo liderar de forma camuflada, como sempre, a segunda Intifada.

No mesmo ano, Israel saiu inteiramente do sul do Líbano. Como consequência, passou a sofrer ataques de foguetes disparados pelo Hizbollah.
Em 2005, Israel retirou-se por completo da faixa de Gaza. Assim, os palestinos tiveram a oportunidade única de ali implantar um embrião do que poderia vir a ser seu futuro Estado independente. Entretanto, os palestinos interessados na paz perderam as eleições legislativas e Gaza foi dominada pela organização terrorista Hamas, que, desde então, já despejou cerca de 10 mil foguetes sobre populações civis de Israel.
Quando houve entre Israel e um de seus vizinhos uma questão de fato territorial, ela foi resolvida no acordo de paz com o Egito, que recebeu de volta todo o Sinai, ocupado na Guerra dos Seis Dias, tendo Sadat, sabiamente, declinado da soberania egípcia sobre a faixa de Gaza. Hoje, até mesmo os mais ferrenhos opositores do Estado judeu reconhecem que a atual operação militar em Gaza é uma resposta aos ataques do Hamas, mas veem nas decorrentes ações bélicas uma “desproporção”.

O que vem a ser proporção em um conflito armado? Há algum critério, alguma tabela, que a caracterize? Será que existe um consenso universal segundo o qual Israel teria o direito de matar “y” palestinos se contasse “x” mortos por foguetes? Quando, no Rio de Janeiro, a Polícia Militar invade um morro com 500 homens para caçar meia dúzia de traficantes, que também recorrem aos escudos humanos, faz um ataque desproporcional? Quando os EUA, após o 11 de Setembro, lançaram milhares de toneladas de bombas sobre o Afeganistão dos talibãs, incluindo um hospital atingido, houve proporção? E quando os russos entraram com tudo para esmagar os rebeldes da Tchetchênia, a ação foi desproporcional? No dia 7 de junho de 1981, quando Israel bombardeou o que seria uma instalação nuclear no Iraque, houve protestos em todas as partes do mundo. Na Casa Branca, durante uma reunião de emergência, o vice-presidente George Bush propôs sanções contra Israel. O mesmo George Bush que, dez anos mais tarde, viria a desencadear a primeira Guerra do Golfo contra o Iraque.

Há dias, o Conselho de Segurança da ONU determinou um imediato cessar-fogo na faixa de Gaza. Entretanto, para que isso de fato aconteça, deve haver uma interlocução válida. É inviável, porém, o diálogo entre um Estado democrático e uma organização que, em seu estatuto básico, prega a destruição total de Israel. Alguém consegue, por exemplo, imaginar o novo presidente Obama negociando com o velho terrorista Osama? Marco Aurélio Garcia, assessor especial de Política Externa do presidente Lula, caracterizou a ofensiva israelense em Gaza como “terrorismo de Estado”, uma expressão tão vaga quanto insidiosa e que, a rigor, nada significa. No entanto, ele permaneceu em comovente silêncio quando a população civil israelense vinha sendo atingida por foguetes do Hamas.

Garcia declarou, ainda, que o presidente tem simpatia pela causa palestina. Qual causa palestina? A de Mahmoud Abbas, presidente da Autoridade Palestina na Cisjordânia, que está chegando cada vez mais perto de um acordo com Israel, ou com a causa palestina que perpetra o terror? Não é somente Lula que tem simpatia pelos palestinos. Israel também tem. Só não tem pelo Hamas.

O grande psicanalista brasileiro Hélio Pellegrino costumava dizer que a síntese da injustiça está na seguinte proposição: “O senhor tem toda a razão, mas vai preso assim mesmo”. É o que o mundo está fazendo agora com relação a Israel. Por isso, vale lembrar um conceito de Golda Meir, quando primeira-ministra: “Prefiro receber protestos a receber condolências”.

SALOMÃO SCHVARTZMAN, 74, jornalista e sociólogo, é colunista da BandNews FM e da BandNews TV. Foi diretor da Sucursal Paulista da revista “Manchete”.

ZEVI GHIVELDER, 74, jornalista, foi diretor do grupo Manchete e diretor dos telejornais da extinta Rede Manchete de Televisão. É autor do romance “As Seis Pontas da Estrela” e do livro de reportagens “Missões em Israel”.

Dois sionistas de carteirinha escreveram artigo na Folha de hoje
Por Mohamad Ali 13/01/2009 às 11:32

Salomão Schvartzman e Zevi Ghivelder escreveram artigo transcrito abaixo. O cinismo dos dois é proporcional à ideologia sionista que prega a expansão e o domínio dos judeus em todo o Oriente Médio. Nâo demonstram respeito a inteligência dos leitores e menos ainda da generosa população brasileira que os acolheu, como recebeu muitas raças e etnias, sem ódio, sem rancor.

 

Eles não aprenderam nada com o Brasil. Ao contrário, demonstram que associaram os ensinamentos da SS nazista, de cujos métodos milhares de judeus foram vítimas e que agora, para manchar a memória dos mortos do holocausto, a liderança de Israel, com anuência de sionistas como Schvartzman e Ghivelder, praticam o mesmo terror contra a população indefesa de Gaza.

O território ocupado da Faixa de Gaza tornou-se a maior prisão a céu aberto do planeta. Cercado por tropas e tanques, que impedem a entrada de alimentos e remédios, impedem a saída dos palestinos, que são executados com toneladas de bombas e tiros que atingem escolas, casas, prédios, hospitais, com a justificava ridícula de que os militantes do Hamás estão escondidos entre os civis.

Reparem nos argumentos usados pelos jornalistas nazi-sionistas o quanto eles se apegam a distorção histórica. Para eles Israel é sempre a vítima que procura soluções pacíficas mas que apelam para a guerra como justa defesa. Nâo mencionaram, por exemplo, que Israel foi um estado imposto em 1948 numa região que era predominantemente ocupada pelos palestinos, que foram expulsos em grandes quantidades, e cercados em verdadeiros guetos onde relutam para preservar sua cultura e o direito de se constituírem enquanto nação independente.

Israel tem sabotado todas as tentativas de paz. Para os dirigentes israelenses, a paz possível é aquela que mantenha os palestinos como sub-raça, sem direito algum, que vivam da ajuda humilhante dos caridosos judeus ricos.

Esses jornalistas de boteco de esquina têm a cara de pau de mencionar ações condenáveis pela humanidade como a invasão da Tchetchênia pela Rússia, a invasão do Iraque pelos EUA e a ocupação das favelas do Rio por militares como justificativas para que Israel possa tomar atitudes semelhantes em matéria de desrespeito a vida humana.

Talvez a grande tristeza desses panfletários do nazi-sionismo seja pelo fato de que não são eles que estão a frente das tropas israelenses dando ordem para massacrar crianças e idosos. Sorte a deles que aqui no Brasil, onde os bandidos sionistas são minoria, não haja uma reação porporcional àquela que eles apregoam para os palestinos. Não sobraria um único judeu sionista para contar a história.

A seguir, portanto, um monte de merda que uma mente humana doentia pode produzir:

TENDÊNCIAS/DEBATES – Folha de São Paulo – 13/01/2009

Como medir proporção?

SALOMÃO SCHVARTZMAN e ZEVI GHIVELDER

OS RECENTES acontecimentos na faixa de Gaza comprovam de forma definitiva que a questão entre Israel e os palestinos não é de natureza territorial, conforme vem sendo repetido há mais de 40 anos.
Em 2000, em uma reunião realizada em Camp David, sob mediação de Bill Clinton, o então primeiro-ministro de Israel, Ehud Barak, ofereceu a Arafat cerca de 92% da Cisjordânia e toda a faixa de Gaza, com a criação de um corredor entre as duas localidades. Arafat recusou, preferindo liderar de forma camuflada, como sempre, a segunda Intifada.

No mesmo ano, Israel saiu inteiramente do sul do Líbano. Como consequência, passou a sofrer ataques de foguetes disparados pelo Hizbollah.
Em 2005, Israel retirou-se por completo da faixa de Gaza. Assim, os palestinos tiveram a oportunidade única de ali implantar um embrião do que poderia vir a ser seu futuro Estado independente. Entretanto, os palestinos interessados na paz perderam as eleições legislativas e Gaza foi dominada pela organização terrorista Hamas, que, desde então, já despejou cerca de 10 mil foguetes sobre populações civis de Israel.
Quando houve entre Israel e um de seus vizinhos uma questão de fato territorial, ela foi resolvida no acordo de paz com o Egito, que recebeu de volta todo o Sinai, ocupado na Guerra dos Seis Dias, tendo Sadat, sabiamente, declinado da soberania egípcia sobre a faixa de Gaza. Hoje, até mesmo os mais ferrenhos opositores do Estado judeu reconhecem que a atual operação militar em Gaza é uma resposta aos ataques do Hamas, mas veem nas decorrentes ações bélicas uma “desproporção”.

O que vem a ser proporção em um conflito armado? Há algum critério, alguma tabela, que a caracterize? Será que existe um consenso universal segundo o qual Israel teria o direito de matar “y” palestinos se contasse “x” mortos por foguetes? Quando, no Rio de Janeiro, a Polícia Militar invade um morro com 500 homens para caçar meia dúzia de traficantes, que também recorrem aos escudos humanos, faz um ataque desproporcional? Quando os EUA, após o 11 de Setembro, lançaram milhares de toneladas de bombas sobre o Afeganistão dos talibãs, incluindo um hospital atingido, houve proporção? E quando os russos entraram com tudo para esmagar os rebeldes da Tchetchênia, a ação foi desproporcional? No dia 7 de junho de 1981, quando Israel bombardeou o que seria uma instalação nuclear no Iraque, houve protestos em todas as partes do mundo. Na Casa Branca, durante uma reunião de emergência, o vice-presidente George Bush propôs sanções contra Israel. O mesmo George Bush que, dez anos mais tarde, viria a desencadear a primeira Guerra do Golfo contra o Iraque.

Há dias, o Conselho de Segurança da ONU determinou um imediato cessar-fogo na faixa de Gaza. Entretanto, para que isso de fato aconteça, deve haver uma interlocução válida. É inviável, porém, o diálogo entre um Estado democrático e uma organização que, em seu estatuto básico, prega a destruição total de Israel. Alguém consegue, por exemplo, imaginar o novo presidente Obama negociando com o velho terrorista Osama? Marco Aurélio Garcia, assessor especial de Política Externa do presidente Lula, caracterizou a ofensiva israelense em Gaza como “terrorismo de Estado”, uma expressão tão vaga quanto insidiosa e que, a rigor, nada significa. No entanto, ele permaneceu em comovente silêncio quando a população civil israelense vinha sendo atingida por foguetes do Hamas.

Garcia declarou, ainda, que o presidente tem simpatia pela causa palestina. Qual causa palestina? A de Mahmoud Abbas, presidente da Autoridade Palestina na Cisjordânia, que está chegando cada vez mais perto de um acordo com Israel, ou com a causa palestina que perpetra o terror? Não é somente Lula que tem simpatia pelos palestinos. Israel também tem. Só não tem pelo Hamas.

O grande psicanalista brasileiro Hélio Pellegrino costumava dizer que a síntese da injustiça está na seguinte proposição: “O senhor tem toda a razão, mas vai preso assim mesmo”. É o que o mundo está fazendo agora com relação a Israel. Por isso, vale lembrar um conceito de Golda Meir, quando primeira-ministra: “Prefiro receber protestos a receber condolências”.

SALOMÃO SCHVARTZMAN, 74, jornalista e sociólogo, é colunista da BandNews FM e da BandNews TV. Foi diretor da Sucursal Paulista da revista “Manchete”.

ZEVI GHIVELDER, 74, jornalista, foi diretor do grupo Manchete e diretor dos telejornais da extinta Rede Manchete de Televisão. É autor do romance “As Seis Pontas da Estrela” e do livro de reportagens “Missões em Israel”.

É preciso parar Israel

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É preciso parar Israel

Elaine Tavares *

Adital –

Assim fala o poeta catarinense Cruz e Souza, negro, excluído, abandonado: “Há que ter ódio, ódio são, contra os vilões do amor”. Com ele comungo porque, às vezes, o que se pode fazer contra o rugir do canhão? Na Palestina é assim. Desde 1947 que os canhões israelenses amassam casa, oliveiras e vidas. Perdeu-se a conta dos massacres que acontecem quando um ou outro militante, desesperado com a dor da invasão e da prisão sem fim, toma uma atitude radical. Então, para a mídia, palestino que luta contra a dominação é bandido, mas um estado terrorista que mata civis e rouba terra é legal.

 A guerra sem fim que aparece na televisão como coisa natural não nasceu ao acaso. Ela começa quando os Estados Unidos, vencedor da segunda guerra, decide dar, à força, um país aos judeus. O país é a Palestina e tampouco o lugar é escolhido ao acaso, é que ali é a porta de entrada para o Oriente Médio, lugar estratégico na geopolítica, portal do óleo negro. A promessa ao fim da guerra era ter dois estados, o de Israel e o Palestino. Mas, com o passar do tempo, os israelenses foram invadindo mais e mais terras, e os palestinos passaram a condição de “terroristas”. Não é incrível?

Hoje, os palestinos vivem confinados em duas grandes áreas dentro do seu próprio território. Vivem trancados, presos dentro de altos muros de concreto. Precisam pedir permissão para sair e entrar na suas casas. Têm de viver de olhos baixos, em atitude de submissão. Mandam neles os soldadinhos israelenses quase imberbes que decidem quem e como passar. O mundo inteiro viu crescer o muro e nada foi feito. É que parece que sempre há uma outra emergência para cuidar.

Na Palestina as crianças brincam nas ruas com o olho espichado para os canhões que toda hora insistem em avançar. Parece que nada é suficiente. O governo de Israel tem um único propósito: eliminar até o último palestino da terra, nada menos que isso. E, diante desse crime, instituições como as Nações Unidas ficam caladas ou fazem moções, como se isso pudesse valer de algo. Penso que alguém precisa parar Israel. Já basta! Não é mais possível que se possa seguir admitindo o que acontece naquela terra bendita. Sinceramente eu não sei como, me sinto impotente, aqui, tão longe. Mas, de algum lugar precisa vir a trava. “Ainda verte a fonte do crime. Obstruam-na!”, gritava o poeta Mahmud Darwish. Quem o fará?

Os palestinos estão agora sob o fogo de Israel, de novo. Pelas ruas os corpos se espalham. Mulheres, crianças, velhos, jovens, que nunca crescerão. A terra santa se banha de vermelho. As mulheres gritam. E as balas não param. Na TV, quem aparece são os candidatos ao governo de Israel, as autoridades, são eles os que têm a fala. Eu digo que já basta! Que se façam ouvir os gritos das mães, que se veja o vermelho do sangue, porque esta guerra não é um vídeo-game. E que as gentes saiam às ruas, e que pressionem seus governantes para que isso pare. Não é possível que as pessoas achem isso normal. Não é possível que sigam acreditando na Globo e nos jornalistas à soldo.

A Palestina, mais uma vez, está a arder. Mas eu sei que, ainda que todos tombem, sempre haverá quem se lembre. E sempre haverá, forte, o ódio contra os vilões do amor. Assim, tal e qual Mahmud Darwish, cada palestino, mesmo morto, cantará: “Ó rocha sobre a qual meu pai orou, Para que fosse abrigo do rebelde, Eu não te venderia por diamantes, Eu não partirei, Eu não partirei!”

*jornalista

para a liberdade e luta

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me enterrem com os trotskistas
na cova comum dos idealistas
onde jazem aqueles
que o poder não corrompeu
me enterrem com meu coração
na beira do rio
onde o joelho ferido
tocou a pedra da paixão

Paulo Leminski

Written by ocavirtual

janeiro 6, 2009 at 12:56 am

A crise da economia política do capital renasce das cinzas

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A crise

Muito já se escreveu sobre a crise. Crise dos “subprime”, crise especulativa, bancária, financeira, global, réplica da crise de 1929, etc. Floresce uma fenomenologia da crise, em que o que se falou ontem é hoje obsoleto. Os grandes jornais, começando pelo “Economist”, falam em “crise de confiança”, e a máxima se esparrama. A crise se resume a um ato volitivo. “Fiducia!”, diriam os latinos. Eis a chave analítica.

Bush, Sarkozy e Gordon Brown redescobriram, então, o estatismo todo privatizado como receituário para eliminar a desconfiança. O remédio neokeynesiano, sepultado nas últimas quatro décadas, ressurge como salvação para o verdadeiro caminho da servidão.
Aqui, Lula falou em “espirro nos EUA e marolinha no Brasil”. E, ao modo dos pícaros, a cada semana aparece uma nova história, com o calão raspando no chão. Pouco importa que a versão mais recente seja o oposto da anterior, pois há um traço de coerência no discurso: falar o que não faz e fazer o que não fala. Versão íngreme do grande Gil Blas de Santillana.

Para além da fenomenologia da crise, vale recordar aqueles (ao menos alguns) que procuraram ir além das aparências. Robert Kurz, por exemplo, vem alertando, desde inícios dos anos 1990, que a crise que levou à bancarrota os países do chamado “socialismo real” (com a URSS à frente), não sem antes ter devastado o Terceiro Mundo, era expressão de uma crise do modo de produção de mercadorias que agora migra em direção ao coração do sistema capitalista.

François Chesnais apontou as complexas conexões existentes entre produção, financeirização (“a forma mais fetichizada da acumulação”) e mundialização do capital, enfatizando que a esfera financeira nutre-se da riqueza gerada pelo investimento e da exploração da força de trabalho dotada de múltiplas qualificações e amplitude global. E é parte dessa riqueza, canalizada para a esfera financeira, que infla o flácido capital fictício.

E István Mészáros, há muito mais tempo ainda, vem sistematicamente indicando que o sistema de metabolismo social do capital, depois de vivenciar a era dos ciclos, adentrou em uma nova fase, inédita, de crise estrutural, marcada por um continuum depressivo que fará aquela fase virar história. Não é por outro motivo que, embora alterne o seu epicentro, a crise se mostra longeva e duradoura.

E mais: demonstrou a falência dos dois mais arrojados sistemas estatais de controle e regulação do capital experimentados no século 20. O primeiro, de talhe keynesiano, que vigorou especialmente nas sociedades marcadas pelo “welfare state”. O segundo, de “tipo soviético”, que, embora fosse resultado de uma revolução social que procurou destruir o capital, foi por ele fagocitado. Em ambos os casos o ente regulador foi desregulado.

Processo similar parece ocorrer na China de nossos dias, laboratório excepcional para a reflexão crítica.

E, afinal, quem vai pagar a conta?

A OIT adverte: para 1,5 bilhão de trabalhadores, o cenário é turbulento e será marcado pela erosão salarial e ampliação do desemprego, não só para os mais empobrecidos mas também para as classes médias que “serão gravemente afetadas” (“Relatório Mundial sobre Salários 2008/2009”).

Se uma das três grandes montadoras dos EUA (GM, Ford e Chrysler) fechar as portas, evaporam-se milhões de empregos, com repercussões funestas para o desemprego mundial. O Eurostat, que oferece as estatísticas da União Europeia, calcula que, se a indústria automotiva de lá cortar 25% dos empregos, gerará, numa tacada, 3 milhões de desempregados.

Na China, com quase 1 bilhão que compreende sua população economicamente ativa, cada ponto percentual a menos no PIB corresponde a uma hecatombe social, e os operários deserdados das cidades não têm mais o campo como refúgio. O PC chinês pode esperar nova onda de revoltas, ampliando o cenário da tragédia atual.

Sem falar nos imigrantes do mundo, errantes em busca de qualquer labor, que agora são expulsos em massa do “trabalho sujo”, uma vez que ele também passa a ser cobiçado pelos trabalhadores nativos, inflados pela xenofobia e pressionados pela anorexia social.
Enquanto isso, uma parte grandona da “esquerda” atolou-se tentando remendar o velho sistema do mercado. Está, agora, em estado pasmado. Paralelamente, a magistral crítica da economia política do capital parece renascer das cinzas…

Será que os remédios que faliram no longo século 20 serão os antídotos da crise que parece liquefazer o capitalismo nos inícios do século 21?

Artigo de Ricardo Antunes, professor titular de sociologia do trabalho do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas). Publicado hoje na Folha.

política de conquista de território praticada por Israel

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