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Archive for the ‘imperialismo americano’ Category

Obama é o presidente

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Obama já é o presidente dos EUA, o primeiro presidente negro de uma nação profundamente marcada pelo racismo e a exploração imposta aos negros.A vitória de Obama, por esse motivo, já carrega uma grande carga de simbolismo, porém, essa vitória eleitoral esconde uma força simbólica ainda maior.

Obama ‘derruba’ a tradição política americana do presidente branco, conservador e fundamentalista cristão nascido na “Carolina dos fundos”.O novo presidente americano tenta representar justamente o oposto dos ‘vaqueiros do petróleo, do fundamentalismo oportunista que proclama guerra contra meio-mundo maquiando seus verdadeiros interesses econômicos através de batidos chavões como a defesa da democracia e da liberdade.

O voto em Obama foi um voto contra a crise econômica, que já mostrava as suas garras, contra a farra dos banqueiros e dos gigolôs do mercado.Foi um voto contra a privatização da saúde pública e da educação norte-americanas.Foi um voto contra a desastrosa e sanguinária guerra do Iraque, contra o ‘pirado’ presidente Bush e seus oito anos de desastres para o mundo.Foi, porém, em primeiro lugar, um voto da classe trabalhadora americana, dos setores da classe média empobrecida e dos negros e latinos que sonham em ter uma vida melhor e que lutam por uma liberdade que salte dos livros e da constituição e venha para a realidade.

Portanto, podemos afirmar que a eleição de Obama representa uma vitória distorcida do movimento de massas norte americano, distorcida porque se expressa pela via eleitoral, canalizando de forma preventiva através da democracia burguesa as possíveis lutas que se aproximam com a crise econômica.

É triste dizer, mas Obama não governará para quem o elegeu, mas sim para os mesmos de sempre, os grandes banqueiros e empresários responsáveis, aliás, pela maior crise econômica desde 1929.Em dias de festa como o de hoje, que as ruas de todo os Estados Unidos e o mundo foram tomados por multidões em festa, a esperança parece ter vencido o medo e a decepção, resta saber até quando……

por Franco Machado

francovermelho@gmail.com

Written by ocavirtual

janeiro 20, 2009 at 11:26 pm

É preciso parar Israel

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É preciso parar Israel

Elaine Tavares *

Adital –

Assim fala o poeta catarinense Cruz e Souza, negro, excluído, abandonado: “Há que ter ódio, ódio são, contra os vilões do amor”. Com ele comungo porque, às vezes, o que se pode fazer contra o rugir do canhão? Na Palestina é assim. Desde 1947 que os canhões israelenses amassam casa, oliveiras e vidas. Perdeu-se a conta dos massacres que acontecem quando um ou outro militante, desesperado com a dor da invasão e da prisão sem fim, toma uma atitude radical. Então, para a mídia, palestino que luta contra a dominação é bandido, mas um estado terrorista que mata civis e rouba terra é legal.

 A guerra sem fim que aparece na televisão como coisa natural não nasceu ao acaso. Ela começa quando os Estados Unidos, vencedor da segunda guerra, decide dar, à força, um país aos judeus. O país é a Palestina e tampouco o lugar é escolhido ao acaso, é que ali é a porta de entrada para o Oriente Médio, lugar estratégico na geopolítica, portal do óleo negro. A promessa ao fim da guerra era ter dois estados, o de Israel e o Palestino. Mas, com o passar do tempo, os israelenses foram invadindo mais e mais terras, e os palestinos passaram a condição de “terroristas”. Não é incrível?

Hoje, os palestinos vivem confinados em duas grandes áreas dentro do seu próprio território. Vivem trancados, presos dentro de altos muros de concreto. Precisam pedir permissão para sair e entrar na suas casas. Têm de viver de olhos baixos, em atitude de submissão. Mandam neles os soldadinhos israelenses quase imberbes que decidem quem e como passar. O mundo inteiro viu crescer o muro e nada foi feito. É que parece que sempre há uma outra emergência para cuidar.

Na Palestina as crianças brincam nas ruas com o olho espichado para os canhões que toda hora insistem em avançar. Parece que nada é suficiente. O governo de Israel tem um único propósito: eliminar até o último palestino da terra, nada menos que isso. E, diante desse crime, instituições como as Nações Unidas ficam caladas ou fazem moções, como se isso pudesse valer de algo. Penso que alguém precisa parar Israel. Já basta! Não é mais possível que se possa seguir admitindo o que acontece naquela terra bendita. Sinceramente eu não sei como, me sinto impotente, aqui, tão longe. Mas, de algum lugar precisa vir a trava. “Ainda verte a fonte do crime. Obstruam-na!”, gritava o poeta Mahmud Darwish. Quem o fará?

Os palestinos estão agora sob o fogo de Israel, de novo. Pelas ruas os corpos se espalham. Mulheres, crianças, velhos, jovens, que nunca crescerão. A terra santa se banha de vermelho. As mulheres gritam. E as balas não param. Na TV, quem aparece são os candidatos ao governo de Israel, as autoridades, são eles os que têm a fala. Eu digo que já basta! Que se façam ouvir os gritos das mães, que se veja o vermelho do sangue, porque esta guerra não é um vídeo-game. E que as gentes saiam às ruas, e que pressionem seus governantes para que isso pare. Não é possível que as pessoas achem isso normal. Não é possível que sigam acreditando na Globo e nos jornalistas à soldo.

A Palestina, mais uma vez, está a arder. Mas eu sei que, ainda que todos tombem, sempre haverá quem se lembre. E sempre haverá, forte, o ódio contra os vilões do amor. Assim, tal e qual Mahmud Darwish, cada palestino, mesmo morto, cantará: “Ó rocha sobre a qual meu pai orou, Para que fosse abrigo do rebelde, Eu não te venderia por diamantes, Eu não partirei, Eu não partirei!”

*jornalista

A crise da economia política do capital renasce das cinzas

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A crise

Muito já se escreveu sobre a crise. Crise dos “subprime”, crise especulativa, bancária, financeira, global, réplica da crise de 1929, etc. Floresce uma fenomenologia da crise, em que o que se falou ontem é hoje obsoleto. Os grandes jornais, começando pelo “Economist”, falam em “crise de confiança”, e a máxima se esparrama. A crise se resume a um ato volitivo. “Fiducia!”, diriam os latinos. Eis a chave analítica.

Bush, Sarkozy e Gordon Brown redescobriram, então, o estatismo todo privatizado como receituário para eliminar a desconfiança. O remédio neokeynesiano, sepultado nas últimas quatro décadas, ressurge como salvação para o verdadeiro caminho da servidão.
Aqui, Lula falou em “espirro nos EUA e marolinha no Brasil”. E, ao modo dos pícaros, a cada semana aparece uma nova história, com o calão raspando no chão. Pouco importa que a versão mais recente seja o oposto da anterior, pois há um traço de coerência no discurso: falar o que não faz e fazer o que não fala. Versão íngreme do grande Gil Blas de Santillana.

Para além da fenomenologia da crise, vale recordar aqueles (ao menos alguns) que procuraram ir além das aparências. Robert Kurz, por exemplo, vem alertando, desde inícios dos anos 1990, que a crise que levou à bancarrota os países do chamado “socialismo real” (com a URSS à frente), não sem antes ter devastado o Terceiro Mundo, era expressão de uma crise do modo de produção de mercadorias que agora migra em direção ao coração do sistema capitalista.

François Chesnais apontou as complexas conexões existentes entre produção, financeirização (“a forma mais fetichizada da acumulação”) e mundialização do capital, enfatizando que a esfera financeira nutre-se da riqueza gerada pelo investimento e da exploração da força de trabalho dotada de múltiplas qualificações e amplitude global. E é parte dessa riqueza, canalizada para a esfera financeira, que infla o flácido capital fictício.

E István Mészáros, há muito mais tempo ainda, vem sistematicamente indicando que o sistema de metabolismo social do capital, depois de vivenciar a era dos ciclos, adentrou em uma nova fase, inédita, de crise estrutural, marcada por um continuum depressivo que fará aquela fase virar história. Não é por outro motivo que, embora alterne o seu epicentro, a crise se mostra longeva e duradoura.

E mais: demonstrou a falência dos dois mais arrojados sistemas estatais de controle e regulação do capital experimentados no século 20. O primeiro, de talhe keynesiano, que vigorou especialmente nas sociedades marcadas pelo “welfare state”. O segundo, de “tipo soviético”, que, embora fosse resultado de uma revolução social que procurou destruir o capital, foi por ele fagocitado. Em ambos os casos o ente regulador foi desregulado.

Processo similar parece ocorrer na China de nossos dias, laboratório excepcional para a reflexão crítica.

E, afinal, quem vai pagar a conta?

A OIT adverte: para 1,5 bilhão de trabalhadores, o cenário é turbulento e será marcado pela erosão salarial e ampliação do desemprego, não só para os mais empobrecidos mas também para as classes médias que “serão gravemente afetadas” (“Relatório Mundial sobre Salários 2008/2009”).

Se uma das três grandes montadoras dos EUA (GM, Ford e Chrysler) fechar as portas, evaporam-se milhões de empregos, com repercussões funestas para o desemprego mundial. O Eurostat, que oferece as estatísticas da União Europeia, calcula que, se a indústria automotiva de lá cortar 25% dos empregos, gerará, numa tacada, 3 milhões de desempregados.

Na China, com quase 1 bilhão que compreende sua população economicamente ativa, cada ponto percentual a menos no PIB corresponde a uma hecatombe social, e os operários deserdados das cidades não têm mais o campo como refúgio. O PC chinês pode esperar nova onda de revoltas, ampliando o cenário da tragédia atual.

Sem falar nos imigrantes do mundo, errantes em busca de qualquer labor, que agora são expulsos em massa do “trabalho sujo”, uma vez que ele também passa a ser cobiçado pelos trabalhadores nativos, inflados pela xenofobia e pressionados pela anorexia social.
Enquanto isso, uma parte grandona da “esquerda” atolou-se tentando remendar o velho sistema do mercado. Está, agora, em estado pasmado. Paralelamente, a magistral crítica da economia política do capital parece renascer das cinzas…

Será que os remédios que faliram no longo século 20 serão os antídotos da crise que parece liquefazer o capitalismo nos inícios do século 21?

Artigo de Ricardo Antunes, professor titular de sociologia do trabalho do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas). Publicado hoje na Folha.

EDITORIAL Político Número 1

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O fato de o governo iraquiano estar abrirdo suas reservas petrolíferas para a iniciativa privada dos grandes países capitalistas da europa e os estados unidos não sumpreende nem ao mais tacanho dos mortais.Ao contrário do que o imperialismo americano tentou de toda a forma criar essa não era uma guerra da américa democrática contra o iraque ditatorial,mas sim uma guerra de rapina do petróleo iraqueano.Esse governo é um fantoche,e a prova disso é a vitória da resistência do povo iraquiano contra as tropas americanas e contra esse governo fantoche.Não é necessário se postular contra o imperialismo americano para constatar que essa guerra expressa-se no genocídeo de um povo,na misérie e morte de milhões.TUDO ISSO POR QUÊ? por petróleo que com a queda do dólar vale mais do que ouro……….