OCA VIRTUAL

Just another WordPress.com weblog

Archive for the ‘marxismo’ Category

blog de volta a ativa

leave a comment »

Queridos amigos e amigas a vida é estranha.Por um longo período de um ano aposentei esse blog de qualquer atualização.Tentei criar dois ou três novos blogs mas esses blogs não vingaram quer por falta de tempo de minha parte e por falta de vontade.Como diz a música do Milton Nascimento são coisas da vida.AGORA ESTOU DE VOLTA

ABRAÇOS

Anúncios

Written by ocavirtual

março 23, 2010 at 4:21 pm

por mais que calem

leave a comment »

 

Por mais que calem

Por mais que calem
por mais voltas que o mundo dê
por mais que neguem os acontecimentos
por mais repressão que o Estado imponha
por mais que se lambuzem com a democracia burguesa
por mais greves de fome que silenciem
por mais amontoados que estejam os cárceres
por mais pactos que façam com os controladores de classe
por mais guerras e repressões que imponham
por mais que tentem negar a história e a memória de nossa classe,
 
Mais alto gritaremos:
 
assassinos de povos
miséria de fome e liberdade
negociadores de vidas alheias
mais alto que nunca, em grito ou em silêncio,
lembraremos vossos assassinatos
 
De pessoas, vidas, povos e Natureza.
De lábio em lábio, passo a passo, pouco a pouco.

Salvador Puig Antich (1948-1974). Poeta e militante político catalão. Foi preso, julgado e executado em 1974 pelo regime do ditador fascista Francisco Franco.

Written by ocavirtual

julho 15, 2009 at 9:46 pm

A crise da economia política do capital renasce das cinzas

leave a comment »

A crise

Muito já se escreveu sobre a crise. Crise dos “subprime”, crise especulativa, bancária, financeira, global, réplica da crise de 1929, etc. Floresce uma fenomenologia da crise, em que o que se falou ontem é hoje obsoleto. Os grandes jornais, começando pelo “Economist”, falam em “crise de confiança”, e a máxima se esparrama. A crise se resume a um ato volitivo. “Fiducia!”, diriam os latinos. Eis a chave analítica.

Bush, Sarkozy e Gordon Brown redescobriram, então, o estatismo todo privatizado como receituário para eliminar a desconfiança. O remédio neokeynesiano, sepultado nas últimas quatro décadas, ressurge como salvação para o verdadeiro caminho da servidão.
Aqui, Lula falou em “espirro nos EUA e marolinha no Brasil”. E, ao modo dos pícaros, a cada semana aparece uma nova história, com o calão raspando no chão. Pouco importa que a versão mais recente seja o oposto da anterior, pois há um traço de coerência no discurso: falar o que não faz e fazer o que não fala. Versão íngreme do grande Gil Blas de Santillana.

Para além da fenomenologia da crise, vale recordar aqueles (ao menos alguns) que procuraram ir além das aparências. Robert Kurz, por exemplo, vem alertando, desde inícios dos anos 1990, que a crise que levou à bancarrota os países do chamado “socialismo real” (com a URSS à frente), não sem antes ter devastado o Terceiro Mundo, era expressão de uma crise do modo de produção de mercadorias que agora migra em direção ao coração do sistema capitalista.

François Chesnais apontou as complexas conexões existentes entre produção, financeirização (“a forma mais fetichizada da acumulação”) e mundialização do capital, enfatizando que a esfera financeira nutre-se da riqueza gerada pelo investimento e da exploração da força de trabalho dotada de múltiplas qualificações e amplitude global. E é parte dessa riqueza, canalizada para a esfera financeira, que infla o flácido capital fictício.

E István Mészáros, há muito mais tempo ainda, vem sistematicamente indicando que o sistema de metabolismo social do capital, depois de vivenciar a era dos ciclos, adentrou em uma nova fase, inédita, de crise estrutural, marcada por um continuum depressivo que fará aquela fase virar história. Não é por outro motivo que, embora alterne o seu epicentro, a crise se mostra longeva e duradoura.

E mais: demonstrou a falência dos dois mais arrojados sistemas estatais de controle e regulação do capital experimentados no século 20. O primeiro, de talhe keynesiano, que vigorou especialmente nas sociedades marcadas pelo “welfare state”. O segundo, de “tipo soviético”, que, embora fosse resultado de uma revolução social que procurou destruir o capital, foi por ele fagocitado. Em ambos os casos o ente regulador foi desregulado.

Processo similar parece ocorrer na China de nossos dias, laboratório excepcional para a reflexão crítica.

E, afinal, quem vai pagar a conta?

A OIT adverte: para 1,5 bilhão de trabalhadores, o cenário é turbulento e será marcado pela erosão salarial e ampliação do desemprego, não só para os mais empobrecidos mas também para as classes médias que “serão gravemente afetadas” (“Relatório Mundial sobre Salários 2008/2009”).

Se uma das três grandes montadoras dos EUA (GM, Ford e Chrysler) fechar as portas, evaporam-se milhões de empregos, com repercussões funestas para o desemprego mundial. O Eurostat, que oferece as estatísticas da União Europeia, calcula que, se a indústria automotiva de lá cortar 25% dos empregos, gerará, numa tacada, 3 milhões de desempregados.

Na China, com quase 1 bilhão que compreende sua população economicamente ativa, cada ponto percentual a menos no PIB corresponde a uma hecatombe social, e os operários deserdados das cidades não têm mais o campo como refúgio. O PC chinês pode esperar nova onda de revoltas, ampliando o cenário da tragédia atual.

Sem falar nos imigrantes do mundo, errantes em busca de qualquer labor, que agora são expulsos em massa do “trabalho sujo”, uma vez que ele também passa a ser cobiçado pelos trabalhadores nativos, inflados pela xenofobia e pressionados pela anorexia social.
Enquanto isso, uma parte grandona da “esquerda” atolou-se tentando remendar o velho sistema do mercado. Está, agora, em estado pasmado. Paralelamente, a magistral crítica da economia política do capital parece renascer das cinzas…

Será que os remédios que faliram no longo século 20 serão os antídotos da crise que parece liquefazer o capitalismo nos inícios do século 21?

Artigo de Ricardo Antunes, professor titular de sociologia do trabalho do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas). Publicado hoje na Folha.

CAPITALISMO COMERCIAL

leave a comment »

CAPITALISMO COMERCIAL

O mundo atual vive sob o sistema capitalista.Esse sistema econômico e social surgiu na Europa, após o Feudalismo e mais tarde se espalhou para todo o mundo.O fim do feudalismo caracterizou-se pela desorganização da rígida estrutura social baseada na propriedade da Terra e nas relações de servidão e fidelidade entre os senhores feudais e seus vassalos.Diante do enfraquecimento do poder da nobreza feudal, o regime de servidão pelo qual os camponeses estavam presos à terra também foi perdendo força e, gradativamente, os servos foram deixando os feudos, dirigindo-se para os burgos.Simultaneamente, houve o recrudescimento das atividades mercantis e manufatureiras no continente europeu.O acúmulo de capital dava-se pela circulação de mercadorias, ou seja, pela atividade comercial.Com o aumento da atividade comercial algumas regiões se destacaram, sobretudo as cidades do norte da Itália, que já tinha uma antiga tradição comercial e os países baixos (Holanda) que se tornaram os centros comerciais e financeiros da Europa.Os maiores burgueses desses pólos passaram a financiar grandes empreitadas comerciais, como as expedições ultramarinas, além de controlar praticamente todo o comércio intercontinental da época.Nesse período o acúmulo de capital dava-se pela circulação de mercadorias, ou seja, pela atividade comercial.O estado tinha um papel fundamental na geração de riqueza e na acumulação de capital, na medida que regulava a economia, sendo também responsável pelo seu financiamento.A política que norteava as ações estatais é conhecida como mercantilismo.A riqueza que um país era medida pela quantidade de ouro e prata que possuía em seu tesouro (metalismo) e, para isso, deveria ter uma balança comercial favorável.Ou seja, exportar mais que importar. As expedições ultramarinas levaram à colonização do Novo Mundo recém descobertos sob a óptica do europeu (Américas), lideradas pelas grandes potências do século XV e XVI, Portugal e Espanha.As colônias enriqueceram suas metrópoles, fornecendo mercadorias que eram vendidas pelas burguesias européias com exclusividade e alta margem de lucros.Exemplo disso é a cana de açúcar do Brasil vendida por Portugal com auto margem de lucro no mercado europeu.Em contrapartida as colônias só podiam comprar todos os produtos que necessitavam apenas da metrópole (pacto colonial).Com descoberta de ouro e prata no continente americano, milhões de toneladas desses metais preciosos foram transferidas principalmente para Portugal e Espanha.

A construção do espaço geográfico ao longo da história

with 6 comments

A construção do espaço geográfico ao longo da história

A divisão política atual, em países, é produto das mudanças no espaço geográfico ao longo da história da humanidade.A revolução agrícola, ou Neolítica, representam o marco onde os homens abandonam a vida nômade, caracterizada pela caça e pela coleta e passam a domesticar os animais e a cultivar a terra.Esse espaço natural é transformado pelos homens através de seu trabalho.Essa sedentarização do homem,ou seja, fixação em um determinado local,resulta no surgimento dos primeiros núcleos populacionais,sociedades mais complexas,origem das cidades.A divisão do trabalho,o avanço da técnica,o surgimento das ferramentas mais sofisticadas resultaram em um quantidade maior de excedente,provocando uma divisão do trabalho,o surgimento de uma elite administrativa e burocrática,que centraliza cada vez mais o poder.Esse processo resulta no surgimento das primeiras cidades-estado.

Essa ocupação permanente do espaço resultaram em relações sociais mais complexas e estáveis,surge à propriedade privada,a elite se perpetua em quanto classe através dos reis,escribas,sacerdotes,militares.Etc.Os territórios das cidades-estado tendem a se expandir,através das conquistas militares.O império Romano é o exemplo disso,pois através do poderio bélico Roma anexou econômica,politicamente e socialmente o mundo ocidental ao mundo oriental então conhecido.Com o declínio do império romano uma nova forma de organização do espaço toma conta da Europa,os feudos,prevalecendo ao oposto do império Romano a descentralização política,tendo como base a propriedade da terra por parte da nobreza.A propriedade feudal tem sua produção voltada para o consumo interno,esse período histórico é marcado por uma forte retração comercial.

O renascimento comercial do final da idade-média resulta em grandes mudanças na organização econômica,política,cultural e social na Europa.Grandes feiras-livres de especiarias e produtos vindos do oriente dão origem a cidades,como Paris,a Europa passa por um processo de reurbanização e as fronteiras nacionais começam a ficar mais claras com surgimento das monarquias absolutistas, que representa a centralização do poder nas mãos dos reis com o apoio da burguesia nascente.Nascem os estados nacionais europeus,contudo,as mudanças políticas influíram sempre na dinâmica das mudanças territoriais até os nossos dias.

Estados nacionais como o espanhol e o português se fortalecem no comércio internacional de especiarias ao se lançaram na busca de novas rotas para a índia,Colombo descobre a América em missão da coroa espanhola,está aberto à expansão marítima,a era do descobrimento trás consigo uma mudança no espaço territorial mundial,descobrem-se sob o olhar do europeu novos continentes.É nesse período histórico que se dá o forte processo de acumulação primitiva de capital,que posteriormente contribui para o fortalecimento do capitalismo europeu.Essa acumulação primitiva de capital só foi possível devido ao forte processo de exploração que as metrópoles européias submetiam as suas colônias no novo mundo,retirando seu ouro,prata,cobre e tudo mais o que fosse possível vender.

É com a Revolução Francesa,em 1789,que o conceito de nação baseado na unidade política se desenvolveu.A burguesia detentora do poder econômico arrancou de forma revolucionária o poder político da nobreza e do clero,tendo seus ideais sido propagados pelos quatro cantos do planeta.A questão das fronteiras estáveis e rigidamente estabelecidas ,como forma de controle político e econômico,ampliando o conceito de Estado,até então mais identificado com questões culturais ,agregando a noção de estado uma concepção política.A questão do estado passa a ser a partir daí um dos principais valores da classe burguesa da Europa ocidental.

Com a Revolução industrial tem começo um forte processo de urbanização do espaço,incrivelmente acelerado,sendo que a taxa de população inglesa urbana ultrapassa a taxa de população rural.Esse processo alastra-se rapidamente por toda a Europa.Com o aparecimento das fábricas,o espaço passa a se organizar de forma diferente,o que resultou no aparecimento das cidades industriais.Em pouco tem a Inglaterra tornou-se a nação mais poderosa do mundo,conquistado a maior parte dos territórios da áfrica e Ásia,etc, através de seu poder político.É promovida uma verdadeira partilha colonial entre os imperialismo europeus,devemos destacar o capitalismo francês e alemão desenvolvidos em um segundo período da revolução industrial.A busca por territórios,que representavam novos mercados para a crescente capacidade produtiva.Essas tenções entre as nações européias,em especial entre a Inglaterra e a Alemanha que já superava a primeira no cenário econômico mundial sãos os embriões que pariram a primeira grande guerra mundial .

Com a primeira guerra mundial nasce à supremacia econômica norte-americana,a configuração territorial tem novas mudanças com o fim dos impérios Austro-Húngaro,originando a Tchecoslováquia ,Hungria e Polônia.O império russo caí dando lugar à união soviética e ao primeiro estado operário da história,no oriente médio tem o fim do império Turco Otomano.A paz humilhante imposta à Alemanha,a crise econômica de 29,será um terreno fértil para o nazi – fascismo resultando já nos germes da segunda grande guerra mundial.Após,o término da guerra em 45 estala-se uma nova ordem,de bipolaridade entre o capitalismo e o socialismo.

raimundo

leave a comment »

Raimundo,

Tem muita coisa errada nesse mundo,

Raimundo,

O chão que agente pisa é uma metáfora

A vida que agente tem é uma piada,

O samba que agente toca é gargalhada

E vamos lá

Loucos varridos a cantar

– Raimundos

Written by ocavirtual

julho 12, 2008 at 6:46 pm

Estudo

leave a comment »

Estudo

Deus que me perdoe,

Mas a cada dia

Acho mais interessante,

A dialética marxista.

A dor no calcanhar

A inércia contente,

O burguês Aquiles doente,

Que de sapatos brancos vai morrer.

Written by ocavirtual

julho 12, 2008 at 6:45 pm