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Archive for the ‘pensadores’ Category

blog de volta a ativa

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Queridos amigos e amigas a vida é estranha.Por um longo período de um ano aposentei esse blog de qualquer atualização.Tentei criar dois ou três novos blogs mas esses blogs não vingaram quer por falta de tempo de minha parte e por falta de vontade.Como diz a música do Milton Nascimento são coisas da vida.AGORA ESTOU DE VOLTA

ABRAÇOS

Written by ocavirtual

março 23, 2010 at 4:21 pm

por mais que calem

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Por mais que calem

Por mais que calem
por mais voltas que o mundo dê
por mais que neguem os acontecimentos
por mais repressão que o Estado imponha
por mais que se lambuzem com a democracia burguesa
por mais greves de fome que silenciem
por mais amontoados que estejam os cárceres
por mais pactos que façam com os controladores de classe
por mais guerras e repressões que imponham
por mais que tentem negar a história e a memória de nossa classe,
 
Mais alto gritaremos:
 
assassinos de povos
miséria de fome e liberdade
negociadores de vidas alheias
mais alto que nunca, em grito ou em silêncio,
lembraremos vossos assassinatos
 
De pessoas, vidas, povos e Natureza.
De lábio em lábio, passo a passo, pouco a pouco.

Salvador Puig Antich (1948-1974). Poeta e militante político catalão. Foi preso, julgado e executado em 1974 pelo regime do ditador fascista Francisco Franco.

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julho 15, 2009 at 9:46 pm

É preciso parar Israel

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É preciso parar Israel

Elaine Tavares *

Adital –

Assim fala o poeta catarinense Cruz e Souza, negro, excluído, abandonado: “Há que ter ódio, ódio são, contra os vilões do amor”. Com ele comungo porque, às vezes, o que se pode fazer contra o rugir do canhão? Na Palestina é assim. Desde 1947 que os canhões israelenses amassam casa, oliveiras e vidas. Perdeu-se a conta dos massacres que acontecem quando um ou outro militante, desesperado com a dor da invasão e da prisão sem fim, toma uma atitude radical. Então, para a mídia, palestino que luta contra a dominação é bandido, mas um estado terrorista que mata civis e rouba terra é legal.

 A guerra sem fim que aparece na televisão como coisa natural não nasceu ao acaso. Ela começa quando os Estados Unidos, vencedor da segunda guerra, decide dar, à força, um país aos judeus. O país é a Palestina e tampouco o lugar é escolhido ao acaso, é que ali é a porta de entrada para o Oriente Médio, lugar estratégico na geopolítica, portal do óleo negro. A promessa ao fim da guerra era ter dois estados, o de Israel e o Palestino. Mas, com o passar do tempo, os israelenses foram invadindo mais e mais terras, e os palestinos passaram a condição de “terroristas”. Não é incrível?

Hoje, os palestinos vivem confinados em duas grandes áreas dentro do seu próprio território. Vivem trancados, presos dentro de altos muros de concreto. Precisam pedir permissão para sair e entrar na suas casas. Têm de viver de olhos baixos, em atitude de submissão. Mandam neles os soldadinhos israelenses quase imberbes que decidem quem e como passar. O mundo inteiro viu crescer o muro e nada foi feito. É que parece que sempre há uma outra emergência para cuidar.

Na Palestina as crianças brincam nas ruas com o olho espichado para os canhões que toda hora insistem em avançar. Parece que nada é suficiente. O governo de Israel tem um único propósito: eliminar até o último palestino da terra, nada menos que isso. E, diante desse crime, instituições como as Nações Unidas ficam caladas ou fazem moções, como se isso pudesse valer de algo. Penso que alguém precisa parar Israel. Já basta! Não é mais possível que se possa seguir admitindo o que acontece naquela terra bendita. Sinceramente eu não sei como, me sinto impotente, aqui, tão longe. Mas, de algum lugar precisa vir a trava. “Ainda verte a fonte do crime. Obstruam-na!”, gritava o poeta Mahmud Darwish. Quem o fará?

Os palestinos estão agora sob o fogo de Israel, de novo. Pelas ruas os corpos se espalham. Mulheres, crianças, velhos, jovens, que nunca crescerão. A terra santa se banha de vermelho. As mulheres gritam. E as balas não param. Na TV, quem aparece são os candidatos ao governo de Israel, as autoridades, são eles os que têm a fala. Eu digo que já basta! Que se façam ouvir os gritos das mães, que se veja o vermelho do sangue, porque esta guerra não é um vídeo-game. E que as gentes saiam às ruas, e que pressionem seus governantes para que isso pare. Não é possível que as pessoas achem isso normal. Não é possível que sigam acreditando na Globo e nos jornalistas à soldo.

A Palestina, mais uma vez, está a arder. Mas eu sei que, ainda que todos tombem, sempre haverá quem se lembre. E sempre haverá, forte, o ódio contra os vilões do amor. Assim, tal e qual Mahmud Darwish, cada palestino, mesmo morto, cantará: “Ó rocha sobre a qual meu pai orou, Para que fosse abrigo do rebelde, Eu não te venderia por diamantes, Eu não partirei, Eu não partirei!”

*jornalista

Passagem do ano

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Passagem do ano

O último dia do ano
não é o último dia do tempo.
Outros dias virão
e novas coxas e ventres te comunicarão o
[ calor da vida.
Beijarás bocas, rasgarás papéis,
farás viagens e tantas celebrações
de aniversário, formatura, promoção, glória,
[ doce morte com sinfonia e coral,
que o tempo ficará repleto e não ouvirás o
[ clamor,
os irreparáveis uivos
do lobo, na solidão.

O último dia do tempo
não é o último dia de tudo.
Fica sempre uma franja de vida
onde se sentam dois homens.
Um homem e seu contrário,
uma mulher e seu pé,
um corpo e sua memória,
um olho e seu brilho,
uma voz e seu eco,
e quem sabe até se Deus…

Recebe com simplicidade este presente do
[ acaso.
Mereceste viver mais um ano.
Desejarias viver sempre e esgotar a borra dos
[ séculos.
Teu pai morreu, teu avô também.
Em ti mesmo muita coisa já expirou, outras
[ espreitam a morte,
mas estás vivo. Ainda uma vez estás vivo,
e de copo na mão
esperas amanhecer.

O recurso de se embriagar.
O recurso da dança e do grito,
o recurso da bola colorida,
o recurso de Kant e da poesia,
todos eles… e nenhum resolve.

Surge a manhã de um novo ano.

As coisas estão limpas, ordenadas.
O corpo gasto renova-se em espuma.
Todos os sentidos alerta funcionam.
A boca está comendo vida.
A boca está entupida de vida.
A vida escorre da boca,
lambuza as mãos, a calçada.
A vida é gorda, oleosa, mortal, sub-reptícia.

Carlos Drummond de Andrade

Written by ocavirtual

janeiro 1, 2009 at 12:59 pm

Editorial OCA

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Editorial OCA

A Organização Cultural Anarquistas, por meio de participantes espermáticos ou não, vem comunicar à sociedade civil, registrada em cartório de papel passado a ferro, que dá por morta qualquer manifestação de verde-amarelismo em seu nome. Em tempos de Guerra ,triste tempo eterno de guerra na terra de Jesus, adotamos como tática do porvir a mais ferrenha conduta antropofágica

Written by ocavirtual

dezembro 30, 2008 at 11:49 pm

CAPITALISMO COMERCIAL

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CAPITALISMO COMERCIAL

O mundo atual vive sob o sistema capitalista.Esse sistema econômico e social surgiu na Europa, após o Feudalismo e mais tarde se espalhou para todo o mundo.O fim do feudalismo caracterizou-se pela desorganização da rígida estrutura social baseada na propriedade da Terra e nas relações de servidão e fidelidade entre os senhores feudais e seus vassalos.Diante do enfraquecimento do poder da nobreza feudal, o regime de servidão pelo qual os camponeses estavam presos à terra também foi perdendo força e, gradativamente, os servos foram deixando os feudos, dirigindo-se para os burgos.Simultaneamente, houve o recrudescimento das atividades mercantis e manufatureiras no continente europeu.O acúmulo de capital dava-se pela circulação de mercadorias, ou seja, pela atividade comercial.Com o aumento da atividade comercial algumas regiões se destacaram, sobretudo as cidades do norte da Itália, que já tinha uma antiga tradição comercial e os países baixos (Holanda) que se tornaram os centros comerciais e financeiros da Europa.Os maiores burgueses desses pólos passaram a financiar grandes empreitadas comerciais, como as expedições ultramarinas, além de controlar praticamente todo o comércio intercontinental da época.Nesse período o acúmulo de capital dava-se pela circulação de mercadorias, ou seja, pela atividade comercial.O estado tinha um papel fundamental na geração de riqueza e na acumulação de capital, na medida que regulava a economia, sendo também responsável pelo seu financiamento.A política que norteava as ações estatais é conhecida como mercantilismo.A riqueza que um país era medida pela quantidade de ouro e prata que possuía em seu tesouro (metalismo) e, para isso, deveria ter uma balança comercial favorável.Ou seja, exportar mais que importar. As expedições ultramarinas levaram à colonização do Novo Mundo recém descobertos sob a óptica do europeu (Américas), lideradas pelas grandes potências do século XV e XVI, Portugal e Espanha.As colônias enriqueceram suas metrópoles, fornecendo mercadorias que eram vendidas pelas burguesias européias com exclusividade e alta margem de lucros.Exemplo disso é a cana de açúcar do Brasil vendida por Portugal com auto margem de lucro no mercado europeu.Em contrapartida as colônias só podiam comprar todos os produtos que necessitavam apenas da metrópole (pacto colonial).Com descoberta de ouro e prata no continente americano, milhões de toneladas desses metais preciosos foram transferidas principalmente para Portugal e Espanha.

EDITORIAL POLÍTICO NÚMERO 3

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Existem fatos e versões a cerca da realidade, não é verdade?O único problema é que esses fatos, embora, alguns poucos sejam bons, em sua grande maioria são péssimos, trágicos para a maioria do povo brasileiro, fazendo com que nem as mais audazes e inteligentes versões consigam esconder tanta sujeira que transborda por debaixo do tapete da política nacional.

A crise dos alimentos?

Os alimentos, por exemplo, cada vez mais caros, o pão de cada dia alimento básico na mesa dos trabalhadores do Brasil, está cada dia mais ralo em suas mesas.As explicações, justificativas como não poderiam deixar de ser são muitas.Para estes senhores a alta no preço dos alimentos está supostamente relacionada com o incremento da produção de etanol americano, eu, contudo, conto a minha versão menos mecânica dos fatos.

A crise financeira, a possível recessão americana, desencadeada pela quebradeira no setor de crédito imobiliário deslocaram os grandes investidores rumo as bolsas de mercadorias.Vide a alta do petróleo, dos alimentos, os especuladores precisam recuperar os seus prejuízos, mas quem paga a conta?Os trabalhadores do Brasil e do mundo inteiro é claro, que a cada mês constatam que os seus salários compram menos pão e menos leito.Essa miséria tristemente fomenta a guerra, o conflito inevitável, os de baixo já não podem suportar as necessidades de acumulação de capital dos de cima.

Written by ocavirtual

julho 13, 2008 at 2:55 pm